Há um erro grave nessas manifestações!

Desde Junho de 2013, a população brasileira vem dandos sinais claros de que está insatisfeita com a presidente da república e com os rumos traçados pelo PT para o Brasil. Essa indignação é clara e inequívoca. Manter-se no governo com apenas 7% de aprovação seria algo inimaginável em qualquer país, mas acontece no Brasil. Tudo de pior acontece por aqui em se tratando de política.

O que o povo espera de Dilma? Uma renúncia! Isso é algo simples. Ela só precisa dizer que quer sair. Ela vai fazer isso? Todos sabemos que não. Não só ela não quer como o próprio PT não quer. O nos que resta, então?

Resta o impeachment e a cassação, ambos democráticos e previstos em lei. O impeachment seria fazer Dilma deixar de ser presidente, e a cassação seria invalidar a sua candidatura para a presidência. Processos diferentes, por motivos diferentes, que poderiam culminar na sua retirada da presidência e até mesmo na extinção do PT. Mas por que isso não acontece? É nisso que quero focar.

Não são processos rápidos e indolores. Dependem da aprovação maciça da população (o que já existe) e de uma articulação política muito forte do Congresso Nacional.

O que eu vejo? Eduardo Cunha se rebelando contra a Dilma por conta de ver seu nome envolvido na Lava Jato, e Renan Calheiros se aproximando da Dilma, talvez pelo mesmo motivo. Eduardo Cunha posando de bom brasileiro no sentido do confronto e Renan Calheiros posando de bom brasileiro no sentido da conciliação. Qual o resultado prático disso até agora? Algumas derrotas para o governo e tal, mas o mal continua lá. O mal são a Dilma, Lula e o PT.

E o tal PSDB? Eu fiz campanha para o Aécio em 2014. Se eu sou tucano? De maneira alguma. Queria tirar o PT do poder. Ainda quero. Meu voto foi pragmático. Aliás, de lá para cá, quer seja através do Aécio ou mesmo do FHC, o PSDB se mostrou conivente com tudo que está acontecendo. Em inúmeras situações, colocou panos quentes e chegou ao ponto de endossar para o STF mais um membro da quadrilha do PT. Basta acompanhar os noticiários. Fazem jogo de cena o tempo todo!

E as urnas eletrônicas? Provavelmente, fraudadas. Não tenho como afirmar com certeza, mas os processos movidos contra a empresa que frabrica as urnas e a presença de um ministro com “notório saber jurídico” indicado pelo PT na presidência do TSE permitem que qualquer um duvide dos resultados do pleito. Há ainda o detalhe que que as urnas não passaram por qualquer tipo teste público em 2014 para verificar a sua segurança. Tudo isso com o aval do TSE. Tudo isso com o aval dos partidos, que só se manifestaram sobre uma possível fraude depois que o processo eleitoral havia terminado.

E as Forças Armadas? Tenho muito orgulho das FFAA, mas nesse momento, todos os oficiais de alta patente parecem estar adormecidos. Literalmente de pijamas. Os motivos? Não sei, mas é como os percebo. Inércia total e completa submissão aos mandos e desmandos da presidência, como deveria ser constitucionalmente em uma situação normal. Estamos em uma situação normal? Eu creio que não.

O que nos resta, então? Pressão no Congresso Nacional! É lá que as coisas acontecem! É lá que as coisas precisam acontecer! Em um país onde a sexualidade é mais importante do que saúde, educação, segurança e saneamento básico, realmente fica muito difícil. Por que políticos como Maria do Rosário, Jean Wyllys, Manuela D’Ávilla e outros são levados a sério, enquanto um Bolsonaro e um Caiado da vida são logo ridicularizados e estereotipados? Não consigo entender.

Enfim… Meu ponto é que a queda da Dilma é um processo que deve ser parte de nossa pauta diária. Quando um Jean Wyllys da vida vier falar de homofobia, o negócio é cortar o assunto perguntando ao nobre deputado: “Sendo eu gay ou não, como vou pagar as minhas contas com a situação do jeito que está? Por que o senhor finge que não acontece nada além de homofobia no Brasil?” E isso não é válido apenas para o político que mencionei! É válido para todos! Eles precisam saber que defender minorias ou criar minorias para depois defendê-las não é prioridade da população brasileira. QUEREMOS O NOSSO PAÍS DE VOLTA! É tão simples quanto isso.

Agora, se você vê sentido no que eu falei, lamento, mas você é parte disso tudo. É por conta de aceitar a agenda que o governo impõe à população, quer seja diretamente ou através da mídia, e embarcar de cabeça na defesa de causas que não são prioritárias, é chegamos aonde chegamos. E que fique claro que não chegamos ao fundo do poço ainda, mas podemos em breve chegar. É questão de tempo.

Que os brasileiros salvem o Brasil! Só depende de nós. Manter a pressão nas ruas é necessário, mas é no nosso dia-a-dia que podemos fazer toda a diferença.

Acorda, impávido colosso!

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