Cincinnati 2015: Roger Federer mitológico!

Não bastou ser campeão do torneio pela sétima vez. Não bastou ganhar do número 2 e do número 1 em seguida. Não bastou ter 34 anos. Teve que fazer das suas. E fez muitas, várias delas. Separei dois “Hot Shots” geniais, dignos do Federer e de ninguém mais:

http://www.atpworldtour.com/en/news/cincinnati-2015-saturday-federer-murray

Que venha o US Open 2015!!! Quem sabe o 18o. Grand Slam não vem?

Boa semana para todos!

Internet das Coisas

Sua máquina de lavar, cheia de sensores, entra em contato com o fabricante avisando que está com problemas. O fabricante, então, entra em contato com a assistência técnica, que por sua vez agenda com a fechadura da sua casa um horário para resolver o problema. Possivelmente, se não estiver em casa, sequer saberá que lá estiveram para consertar alguma coisa? Exagero? Sim! Possível? Sim!

Não, eu não acredito nisso. Quer dizer… Na verdade eu até acredito, mas prefiro não acreditar no que eu acredito, pelo menos nesse caso.

E então você assiste a um ciclo completo de palestras de IoT (Internet of Things), e chega a conclusão que vai dar merda! Quer seja com o mundo dominado pela Skynet ou como nós todos servindo de alimento para algum tipo de Matrix.

“Device Democracy”? Já está logo ali! Vai ser, no mínimo, emocionante. 🙂

As Dores do Sono ou The Pains of Sleep

“Long story short”, há uma música do Iron Maiden, do álbum Powerslave, chamada “The Rime of The Ancient Mariner”, que faz 2 citações a um poema homônio escrito por Samuel Taylor Coleriedge, até então apenas um desconhecido por mim.

Como a curiosidade é meu forte, resolvi saber mais sobre esse “doido”. E esse “doido” era nada mais nada menos que um dos mais importantes escritores da literatura romântica inglesa, sendo considerado por muitos o seu “pai”, digamos assim.

E então, saí fuçando suas obras. Como o inglês utilizado é bem complexo, formal e de época, entender as obras dele foi trabalho pesado. Fui lendo, aprendendo, e indo em frente, cada vez mais impressionado com sua maneira de escrever e a beleza de seus textos.

Um belo dia, na sala de espera de um consultório médico, me deparo com uma “tradução”, ou melhor, uma adaptação livre de uma das poesias de STC para o português! E onde estava essa adaptação? Em uma revista “Caras”! Não sei quem é o autor, mas não só capturou a espinha dorsal do poema, como também o fez ficar lindíssimo em português, algo dificílimo em uma tradução.

Então, sem mais delongas, a versão dele em português, seguida da versão em inglês. No final, vou deixar alguns links para os mais curiosos, incluindo um link para a música do Iron Maiden.

UP THE IRONS! (para não perder o costume)

As Dores do Sono

Antes de no meu leito repousar,
Não tem sido meu hábito rezar
Movendo os lábios em genuflexão;
Mas em silêncio, sem afobação,
Disponho o espírito ao Amor aberto,
Na humilde fé as pálpebras aperto,
E com reverencial resignação
Nenhum desejo ou pensamento expresso –
Somente um senso de suplicação;
E, apesar das fraquezas que confesso,
N’alma um senso de benção fica impresso,
Pois sinto dentro, em volta, em tudo mais,
Saber e Força que são eternais.

Ontem à noite, entanto, rezei alto
Com angústia e agonia – uma tortura! –
Sob as formas e idéias em assalto
De multidão diabólica e perjura:
Lúrida luz, tirânica coorte,
Senso de culpa sem qualquer suporte,
E só o que desprezo, sempre forte!
Quer vingança a vontade ineficaz,
Ainda frustrada, ainda a arder sem paz!
Às repulsas misturam-se os anseios,
Fixados em objetos rudes, feios!
Fantásticas paixões! Louco furor!
Tudo no opróbrio, tudo no terror!
Expunha ações que eu ocultar devia,
Sem distinguir sequer, de tão confuso,
Se era eu que as praticava ou as sofria,
Pois tudo era remorso, dor, abuso;
E, meus ou de outros, eis na mesma lida
O pejo que à alma afoga, o horror que afoga a vida.

E assim duas noites: e a melancolia
Com seu torpor contaminava o dia.
O sono, larga benção, era então
A desgraça pior da disfunção.
Dei, na terceira noite, horrendo grito
Que me acordou desse íncubo maldito,
E, em estranha e cruel desesperança,
Chorei como se fosse uma criança;
E tendo assim com pranto conduzido
A minha angústia a um grau menos dorido –
Tal castigo – disse eu – fora adequado
A uma alma mais manchada de pecado,
Que turbilhona sem cessar o centro
Do inferno imensurável que tem dentro;
Que, ao contemplar o horror das ações más,
Sabe e abomina, mas deseja e faz!
Essas dores convêm a uma alma assim;
Mas por que, mas por que caem sobre mim?
Ser amado é-me a só necessidade,
E quem eu amo, eu amo de verdade.

The Pains of Sleep

Ere on my bed my limbs I lay,
It hath not been my use to pray
With moving lips or bended knees;
But silently, by slow degrees,
My spirit I to Love compose,
In humble trust mine eye-lids close,
With reverential resignation,
No wish conceived, no thought exprest,
Only a sense of supplication;
A sense o’er all my soul imprest
That I am weak, yet not unblest,
Since in me, round me, every where
Eternal Strength and Wisdom are.

But yester-night I prayed aloud
In anguish and in agony,
Up-starting from the fiendish crowd
Of shapes and thoughts that tortured me:
A lurid light, a trampling throng,
Sense of intolerable wrong,
And whom I scorned, those only strong!
Thirst of revenge, the powerless will
Still baffled, and yet burning still!
Desire with loathing strangely mixed
On wild or hateful objects fixed.
Fantastic passions! maddening brawl!
And shame and terror over all!
Deeds to be hid which were not hid,
Which all confused I could not know
Whether I suffered, or I did:
For all seemed guilt, remorse or woe,
My own or others still the same
Life-stifling fear, soul-stifling shame.

So two nights passed: the night’s dismay
Saddened and stunned the coming day.
Sleep, the wide blessing, seemed to me
Distemper’s worst calamity.
The third night, when my own loud scream
Had waked me from the fiendish dream,
O’ercome with sufferings strange and wild,
I wept as I had been a child;
And having thus by tears subdued
My anguish to a milder mood,
Such punishments, I said, were due
To natures deepliest stained with sin,–
For aye entempesting anew
The unfathomable hell within,
The horror of their deeds to view,
To know and loathe, yet wish and do!
Such griefs with such men well agree,
But wherefore, wherefore fall on me?
To be beloved is all I need,
And whom I love, I love indeed.

Links interessantes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Rime_of_the_Ancient_Mariner
https://pt.wikipedia.org/wiki/Samuel_Taylor_Coleridge

As citações do poema de STC são de 2:32 até 2:50, e de 5:52 até 6:23.

Saudades de você, meu irmão! Feliz Aniversário!

Hoje, dia 19/08/2015, meu irmão Felipe Ottolini faria 39 anos. Continua sendo dia de festa, com ou sem ele. Tenho certeza de que seria o meu melhor amigo, mas Deus preferiu levá-lo cedo. Faz parte. A vida continua aqui e do outro lado. Sei que algumas vezes é mais fácil falar do que fazer, mas normalmente sinto uma paz intensa quando me lembro do meu irmão e de tudo que ele representou para mim.

É claro que ficou uma saudade dantesca! Não sei como minha mãe e meu falecido pai  conseguem/conseguiram lidar com isso. É a inversão da ordem natural das coisas. É o que a gente não espera que aconteça. É o supremo do inesperado. Só a fé em Deus para desanuviar corações que passam por esse tipo de perda.

Nos 8 anos que esteve conosco (eu tinha 12 quando se se foi), meu irmão me ensinou muita coisa. O câncer no cerebelo não o impediu de continuar a ser um guerreiro. Ele lutou até o último suspiro de vida terreno, e me ensinou, apesar de sua pouca idade, que guerreiros não desistem NUNCA!

E você aí, reclamando da vida, achando que seus problemas são os maiores do mundo. Faça como meu irmão: não desista NUNCA!

Um beijo especial a todos os pais, mães, irmãos e irmãs, que por motivos diversos, viram seus entes querido indo para perto de Deus “antes do tempo”. Que Deus os abençoe!

FELIZ ANIVERSÁRIO, FELIPE!!! TEMPO E DISTÂNCIA SÃO NADA ENTRE NÓS!!!

A ressaca das manifestações

Tudo EXATAMENTE como antes. A mesma mídia que mostra uma foto e diz que 3 milhões de pessoas estavam na parada gay, diz que só 150 mil estavam na passeata contra a Dilma, contra Lula e contra o PT. O detalhe é que a foto da manifestação do dia 16/08 na Paulista parecia ter mais gente. Enfim…

Os blogs e sites pagos com dinheiro público, ou seja, pagos por você e por mim, minimizam os efeitos das manifestações populares. Jornalistas vendidos em todos os níveis se encarregam de abafar o clamor do povo. Tentam desmoralizar o juiz Sérgio Moro. Tentam desmoralizar a Polícia Federal. Cumprem a agenda do governo, do partido, e não do povo brasileiro.

Estamos sozinhos. Somos muitos, mas estamos sozinhos. O aparelhamento das instituições é tal que falar a verdade virou absurdo, e negar o óbvio se tornou uma prática corriqueira. Onde vamos parar? Na verdade, já paramos.

Não vejo com bons olhos a situação que estamos. Os fatos não são mais importantes. Só as ideologias. As pessoas não pensam, não reagem. Abriram mão de exercer seus direitos enquanto cidadãos. O que fazer? Não sei.

Completa e inegável sensação de impotência, de cansação. Sei o que deve ser feito, mas não vejo as instituições que temos fazendo isso. Que Deus tenha piedade de nós e ilumine os homens de bem da vida pública que ainda existem nesse país. A hora da mudança já passou!

Há um erro grave nessas manifestações!

Desde Junho de 2013, a população brasileira vem dandos sinais claros de que está insatisfeita com a presidente da república e com os rumos traçados pelo PT para o Brasil. Essa indignação é clara e inequívoca. Manter-se no governo com apenas 7% de aprovação seria algo inimaginável em qualquer país, mas acontece no Brasil. Tudo de pior acontece por aqui em se tratando de política.

O que o povo espera de Dilma? Uma renúncia! Isso é algo simples. Ela só precisa dizer que quer sair. Ela vai fazer isso? Todos sabemos que não. Não só ela não quer como o próprio PT não quer. O nos que resta, então?

Resta o impeachment e a cassação, ambos democráticos e previstos em lei. O impeachment seria fazer Dilma deixar de ser presidente, e a cassação seria invalidar a sua candidatura para a presidência. Processos diferentes, por motivos diferentes, que poderiam culminar na sua retirada da presidência e até mesmo na extinção do PT. Mas por que isso não acontece? É nisso que quero focar.

Não são processos rápidos e indolores. Dependem da aprovação maciça da população (o que já existe) e de uma articulação política muito forte do Congresso Nacional.

O que eu vejo? Eduardo Cunha se rebelando contra a Dilma por conta de ver seu nome envolvido na Lava Jato, e Renan Calheiros se aproximando da Dilma, talvez pelo mesmo motivo. Eduardo Cunha posando de bom brasileiro no sentido do confronto e Renan Calheiros posando de bom brasileiro no sentido da conciliação. Qual o resultado prático disso até agora? Algumas derrotas para o governo e tal, mas o mal continua lá. O mal são a Dilma, Lula e o PT.

E o tal PSDB? Eu fiz campanha para o Aécio em 2014. Se eu sou tucano? De maneira alguma. Queria tirar o PT do poder. Ainda quero. Meu voto foi pragmático. Aliás, de lá para cá, quer seja através do Aécio ou mesmo do FHC, o PSDB se mostrou conivente com tudo que está acontecendo. Em inúmeras situações, colocou panos quentes e chegou ao ponto de endossar para o STF mais um membro da quadrilha do PT. Basta acompanhar os noticiários. Fazem jogo de cena o tempo todo!

E as urnas eletrônicas? Provavelmente, fraudadas. Não tenho como afirmar com certeza, mas os processos movidos contra a empresa que frabrica as urnas e a presença de um ministro com “notório saber jurídico” indicado pelo PT na presidência do TSE permitem que qualquer um duvide dos resultados do pleito. Há ainda o detalhe que que as urnas não passaram por qualquer tipo teste público em 2014 para verificar a sua segurança. Tudo isso com o aval do TSE. Tudo isso com o aval dos partidos, que só se manifestaram sobre uma possível fraude depois que o processo eleitoral havia terminado.

E as Forças Armadas? Tenho muito orgulho das FFAA, mas nesse momento, todos os oficiais de alta patente parecem estar adormecidos. Literalmente de pijamas. Os motivos? Não sei, mas é como os percebo. Inércia total e completa submissão aos mandos e desmandos da presidência, como deveria ser constitucionalmente em uma situação normal. Estamos em uma situação normal? Eu creio que não.

O que nos resta, então? Pressão no Congresso Nacional! É lá que as coisas acontecem! É lá que as coisas precisam acontecer! Em um país onde a sexualidade é mais importante do que saúde, educação, segurança e saneamento básico, realmente fica muito difícil. Por que políticos como Maria do Rosário, Jean Wyllys, Manuela D’Ávilla e outros são levados a sério, enquanto um Bolsonaro e um Caiado da vida são logo ridicularizados e estereotipados? Não consigo entender.

Enfim… Meu ponto é que a queda da Dilma é um processo que deve ser parte de nossa pauta diária. Quando um Jean Wyllys da vida vier falar de homofobia, o negócio é cortar o assunto perguntando ao nobre deputado: “Sendo eu gay ou não, como vou pagar as minhas contas com a situação do jeito que está? Por que o senhor finge que não acontece nada além de homofobia no Brasil?” E isso não é válido apenas para o político que mencionei! É válido para todos! Eles precisam saber que defender minorias ou criar minorias para depois defendê-las não é prioridade da população brasileira. QUEREMOS O NOSSO PAÍS DE VOLTA! É tão simples quanto isso.

Agora, se você vê sentido no que eu falei, lamento, mas você é parte disso tudo. É por conta de aceitar a agenda que o governo impõe à população, quer seja diretamente ou através da mídia, e embarcar de cabeça na defesa de causas que não são prioritárias, é chegamos aonde chegamos. E que fique claro que não chegamos ao fundo do poço ainda, mas podemos em breve chegar. É questão de tempo.

Que os brasileiros salvem o Brasil! Só depende de nós. Manter a pressão nas ruas é necessário, mas é no nosso dia-a-dia que podemos fazer toda a diferença.

Acorda, impávido colosso!