O “Investment Grade” de cada dia

Nunca fui contra e nem a favor dos homossexuais ou da homoafetividade. Posso ter meu ponto de vista com relação ao assunto, mas isso não me exime de respeitar e de exigir respeito. O que se faz entre 4 paredes não é problema meu.

Talvez você esteja se perguntando: será que entrei no post correto? O título fala de Investment Grade e o autor está falando de sexualidade? Pois é… Eu estou tentando reproduzir em menor escala o que está acontecendo sistematicamente no Brasil.

Já repararam que o JN, grande referência para a população brasileira (queiramos ou não), mal fala de economia, e quando fala, de uma forma ou de outra o faz superficialmente, sempre com um viés protetor do governo petista? “Houve uma ligeira queda”, “Há um pequena defasagem nas contas públicas”, etc. É sempre assim. Nunca se fala algo do tipo “Pessoal, agora babou!”. Pois bem. Chegou a minha hora de falar com todas as letras:

AGORA BABOU!

Enquanto você discutia sobre o beijo gay da novela, o nosso país se afundava na lama. Enquanto você chorava a morte do leão, a nossa república estava sendo estruprada. Enquanto você bradava que queria liberdade, estava forjando os seus grilhões!

Repito:

AGORA BABOU! (sim, foi daí que surgiu o nome desse blog)

Mas por que só agora? Isso não começou depois da reeleicão da Dilma, que fique claro. Desde 2008, o governo petista perdeu completamente a mão em se tratando da economia brasileira, e desde 2005, quando surgiram os primeiros “boatos” sobre o Mensalão, o país navega sem rumo por águas para lá de turbulentas. Navega ingovernável. Paramos no tempo e no espaço.

NUNCA FOI UMA MAROLINHA!

Uma crise que atinge a maior economia do mundo jamais pode ser desprezado ou varrida para baixo do tapete, tal como se não existisse. E agora, no dia 09/09/2015, veio a confirmação disso:

http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/09/standard-and-poors-tira-grau-de-investimento-do-brasil.html

Vamos tentar descomplicar isso? Sabe aquele seu tio que de vez em quando pede dinheiro emprestado e sempre honra os compromissos, pagando exatamente de acordo com o que foi combinado? Esse é o seu tio Invesment Grade. Se você tem para emprestar, você empresta. E mais ainda… Você sabe que se ele vier falar em abrir uma comércio e pedir para você entrar como sócio, vai ser algo lucrativo para ele e para você. Mas sabe aquele seu primo cachaceiro, que vive coçando o saco, que não gosta de trabalhar, que nunca honra os compromissos que assumiu, e no almoço de domingo posa de bom moço? Esse é o seu primo Sem Invesment Grade. É daqueles que você olha quando vem com uma proposta de sociedade e pensa: “Ih! lá vem treta!”

É assim também no cenário mundial em se tratando de países. De 2008 para cá, o Brasil veio perdendo a cara do tio Invesment Grade e se tornando cada vez mais o primo Sem Invesment Grade. Oficialmente, hoje, o Brasil deixou de ser um país confiável para se fazer investimentos, quiça até com reduzida capacidade de honrar os compromissos já firmados.

Quer saber como isso afeta a sua vida? O que você exigiria do seu primo? Mais garantias. Se ele te pedir dinheiro emprestado, talvez você peça até que ele deixe algum bem com você para ter certeza de que você não vai ficar a ver navios caso ele não honre o que prometeu. E assim será com o Brasil de hoje em diante, pelo menos até a economia dar sinais de que está sendo conduzida por gente séria.

Na prática, apesar de estar no meio da crise, para manter os investidores no Brasil sem o Investment Grade, o país vai precisar fazer um esforço extra. O investidor vai ter que ser compensado de alguma forma pelo risco. Passou a ser oficialmente arriscado investir e negociar com o Brasil. Talvez o investidor exija que o Brasil pague mais por cada dólar investido, lembrando que a taxa de juros nada mais é que o preço do dinheiro. Ou seja, a tendência é que o dinheiro fique mais caro e mais escasso, pois o Brasil terá que oferecer aos investidores muito mais do que oferecia até agora para que eles se convençam que entrar ou até mesmo permanecer no Brasil é algo viável.

E no que isso afeta você? Pode custar o seu emprego, quer seja através do corte de gastos ou mudança de planos da empresa para qual que você trabalha (o dinheiro vai ficar mais caro de forma geral, inclusive para as empresas), ou mesmo na redução de vagas ofertadas em concursos públicos (ficou claro, concurseiros?). Vai ser mais difícil financiar carro, casa, TV, rádio de pilha, videogame, etc. As coisas realmente vão ficar pior do que já estão. Não tenha dúvida alguma disso. Sem alarmismo e com tranquilidade, digo não é hora de assumir compromissos de longo prazo. É hora de garantir o que você já tem e pensar que o pior pode acontecer nos próximos meses ou até mesmo nos próximos dias. Podem esperar uma disparada no dólar a inflação no maior estilo pré-real. Estamos literalmente quebrados.

Entendeu o porque de eu te falado de sexualidade no início do post? Enquanto você discutia esse e outros assuntos menos importantes diante do caos que estava se desenhando, um montão de coisas foram acontecendo… E hoje, nós somos o tal primo cachaceiro, indigno de confiança, exatamente como éramos antes. Provavelmente, você nem viu isso acontecer, não é mesmo? Estava tentando salvar algum leão por aí…

Percebeu que chegou a hora de confrontar essa gentalha? Nada de pegar em armas (isso é coisa de bandido!), mas não é possível que você continue calado diante do seu amigo de infância que insiste em dizer que o PT é o maior partido do mundo, que melhou a vida dos pobres, etc. Deixa só eu dizer uma coisa…

AGORA BABOU PARA OS POBRES TAMBÉM! AGORA BABOU DE VEZ! VAI FALTAR ATÉ PÃO COM MORTADELA! SEU AMIGO QUE CONTINUA DEFENDENDO O PT OU É DOIDO OU ESTAVA/ESTÁ SE BENEFICIANDO DE ALGUMA “BOQUINHA”!

E me faça só um favor de agora em diante (isso se você acordou, claro):

DESCONFIE DE TUDO QUE VIER DESSE GOVERNO! NÃO ACREDITE EM UMA PALAVRA DO QUE TE DISSEREM! ACABARAM COM A MAIOR EMPRESA DO PAÍS, COM O PAÍS, E AGORA QUEREM QUE VOCÊ PAGUE A CONTA! CHEGA! BASTA! FORA PT!

P.S.: Que vergonha, hein? Joaquim “Chicago Boy” Levy é um fraco. Um sem noção. Valeu, Levy, por assumir o cargo e fazer exatamente o que qualquer um, sem o mínimo de noção de Economia, faria!

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