Dia I

Mais uma autoral das antigas. 🙂

Dia I

Acordo ouvindo o telefone
Que não tocou, irá tocar?
Me abraço à minha cama, angustiado
Onde você estiver, estará?

Sem sono, minha conclusão!
Pela janela já vejo o Sol acordar
Sem dramas, a vida continua
Apesar do meu corpo preferir parar.

Um ímpeto de fúria me levanta.
Me sinto uma solitária criança
Deixada só, consigo mesma,
Vou sem minha música, executar minha dança.

O mar me acolhe em seus braços
Revejo amigos, não os vejo
Estou cerca de 1.200 quilômetros
Do meu mais medular desejo.

Uma cerveja, por favor
Duas, três, até eu vomitar
Minha dor, minha solidão…
Deus, estou sem meu sacro altar.

A única cor que existe é cinza –
O fogo queima sem nenhum calor
Guimbas de cigarro me encaram
Estraçalhadas pelo meu pavor.

Volto para casa depois do Sol
Um banho morno para relaxar.
Me leva pelo ralo, água!
Me chove onde eu possa me condensar.

Telefone, por favor, toca
Imediatamente ouço seu tilintar
“Não, não é daqui não…”
Merda,
Vejo seu rosto,
Me liga,
Me faz funcionar.

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