Lágrimas de um palhaço

Já reparou que costumamos julgar um produto por sua embalagem? Rostos corados, bronzeados, bonitos. Roupas novas, perfumes caríssimos, maquiagem perfeita. Relógios de grife, carros importados, celulares de última geração. Fomos ensinados a achar que as pessoas que se apresentam dessa forma são extremamente felizes.

Minha falecida avó, grande figura, sempre brincava com isso: “É melhor chorar dentro de um Mercedes do que dentro de um Fusca.” A pergunta é: será? Com certeza. Mercedes tem até aquecedor de banco para esquentar a a bunda em dias frios. Sem comparação! rs.

Deixando um pouco de lado a brincadeira, um dos fatos que mais me marcou nos últimos tempos foi o suicídio do ator Robin Williams. Uma figura de sucesso, extremamente talentosa, engraçada, rica… E terminou sua vida assim. Suicídio. Alguém esperava por isso? Tenho certeza que não. Pelo menos nós que não o conhecíamos de perto.

Então, não se iluda com sorrisos plásticos, corpos perfeitos e coisas materiais tidas como indicadores de sucesso. Por detrás de um invólucro carnal que transborda sensualidade e demonstra todos os tipos de vitórias no mundo físico, pode haver uma alma em frangalhos. Ajude sempre que for possível. Não perca a oportunidade. Tente ver sempre além das aparências. Veja com os olhos da alma. Esses são os únicos olhos que podem ver tudo.

E mais do que isso… Talvez seja essa a parte mais importante. Que você não use a desculpa de não ter esse sucesso material para ser feliz. Uma roda de bons amigos comendo frango com farofa com certeza vale muito mais do que um jantar cheio de frescuras em que as pessoas se relacionam apenas por interesse. Enfim… QUAL A SUA DESCULPA PARA NÃO SER FELIZ COM O QUE TEM?

Sim, tem música do Iron Mainden. A música TEARS OF A CLOWN foi feita inspirada no suicídio do Robin Williams. E logo abaixo, uma entrevista do Bruce Dickinson falando sobre a música, de autoria do Steve Harris.

 

2 pensamentos sobre “Lágrimas de um palhaço

  1. O lado ruim dessa história é que os problemas mentais não possuem desculpas, não tem, realmente, como se esconder por trás de algo. Se objetos e imagem fossem tudo, ele estaria vivo 😦 e o pior, quem sente isso não consegue por pra fora com qualquer um, as vezes com ninguém, daí vem a máscara do engraçado, do cômico / trágico.

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