O povo brasileiro é corno assumido

Na semana que passou, vimos um episódio digno de filme: marido traído pega esposa em flagrante no motel com seu melhor amigo (ou alguma variação disso). Tudo gravado em vídeo e distribuído pela Internet de todas as formas possíveis e imagináveis.

Criaram páginas no Facebook. Algumas, para dizer que a Fabíola é piranha e que o marido é corno. Outras, para dizer que toda mulher, mesmo casada, tem direito a trair porque é dona de seu corpo. Outras ainda, para dizer que não haveria polêmica se no lugar da Fabíola estivesse o seu marido. Enfim…

Tirando o lado curioso típico de todo ser humano, muito me espanta que algo tão “vida alheia” tenha tomado conta de pelo menos metade das publicações do Facebook na semana passada. E enquanto discutíamos quem podia comer quem, quando e onde, a PF fazia todo o tipo de operação contra o PMDB (menos contra o senador Renan Calheiros, por motivos óbvios), e o STF assumia de vez que nada mais é do que um tribunal bolivariano.

Se você não entendeu essa minha última frase, é bem provável que tenha passado os últimos 13 anos de sua vida, quiçá sua vida inteira, achando que política, religião e futebol não se discutem. Talvez ache um saco o que está lendo nesse texto, mas tenho certeza de que está sentindo na pele, de uma maneira ou de outra, o quanto o governo do PT está destruindo a sua vida.

E o que você faz quanto a isso? Cria páginas no Facebook? Conversa com seus amigos sobre o assunto? Tenta entender um pouco mais sobre o assunto? Não… Melhor falar da Fabíola.

O povo brasileiro é corno assumido. O governo nos trai em todos os níveis e o povo finge que não vê. Tenho certeza que o governo está muito feliz com tudo isso.

Até a próxima traição, pessoal! Ao vivo e em 4K!

Sob o Mar

Autoral das antigas. 🙂

Sob o Mar

Procurei por muito tempo um cais,
Onde eu pudesse largar meu barco,
Depois de tempestades inenarráveis,
Depois de tempestades inimagináveis,
Reais, sobretudo, dentro de mim.

O mar da vida me afogava em seus braços,
E ainda assim, apesar do meu cansaço,
Conseguia nadar, respirar, vomitar,
Só para ver novamente os olhos de cemitério
Com que me olhavam, rasgavam, ruminavam.

Novamente sim! Era essa a rotina.
Perdoar, crescer, transcender, elucidar, clarear,
Para me ver gemer, granir, gritar, ejacular de dor.
Dor, meu maior prazer era a dor.
Que ser humano pode viver se não tiver prazer?

E as ondas do mar me lavavam, me levavam,
Me consumiam, cada dia mais, sempre mais.
Os dias eram paredes de água, onde viviam dragões lendários,
Queria ser um peixe, para viver protegido em um aquário,
De água ácida, minhas lágrimas, meu pó de mim.

Minhas cinzas, então, se diluíam nessas águas turbulentas.
Vida ainda possuíam, apesar do frio cinza de seus corpos.
Já se afogaram, morreram, ressuscitaram, reencarnaram.
Intensamente são bravas, inquebráveis, etéreas, afáveis.
Miragem! Vejo uma ilha vindo para perto de mim.

Chegou, colou os cacos, juntou os pedaços,
Queimou as cinzas, transformou-as em algo desejável.
Tirou do abismo, revelou meu maior, total e único tesouro:
Sou ouro, sou raro, sou muito, sou feliz, sou louco.
Ilha, onde andavas? Tanto tempo passei sem ti.

Lágrimas de um palhaço

Já reparou que costumamos julgar um produto por sua embalagem? Rostos corados, bronzeados, bonitos. Roupas novas, perfumes caríssimos, maquiagem perfeita. Relógios de grife, carros importados, celulares de última geração. Fomos ensinados a achar que as pessoas que se apresentam dessa forma são extremamente felizes.

Minha falecida avó, grande figura, sempre brincava com isso: “É melhor chorar dentro de um Mercedes do que dentro de um Fusca.” A pergunta é: será? Com certeza. Mercedes tem até aquecedor de banco para esquentar a a bunda em dias frios. Sem comparação! rs.

Deixando um pouco de lado a brincadeira, um dos fatos que mais me marcou nos últimos tempos foi o suicídio do ator Robin Williams. Uma figura de sucesso, extremamente talentosa, engraçada, rica… E terminou sua vida assim. Suicídio. Alguém esperava por isso? Tenho certeza que não. Pelo menos nós que não o conhecíamos de perto.

Então, não se iluda com sorrisos plásticos, corpos perfeitos e coisas materiais tidas como indicadores de sucesso. Por detrás de um invólucro carnal que transborda sensualidade e demonstra todos os tipos de vitórias no mundo físico, pode haver uma alma em frangalhos. Ajude sempre que for possível. Não perca a oportunidade. Tente ver sempre além das aparências. Veja com os olhos da alma. Esses são os únicos olhos que podem ver tudo.

E mais do que isso… Talvez seja essa a parte mais importante. Que você não use a desculpa de não ter esse sucesso material para ser feliz. Uma roda de bons amigos comendo frango com farofa com certeza vale muito mais do que um jantar cheio de frescuras em que as pessoas se relacionam apenas por interesse. Enfim… QUAL A SUA DESCULPA PARA NÃO SER FELIZ COM O QUE TEM?

Sim, tem música do Iron Mainden. A música TEARS OF A CLOWN foi feita inspirada no suicídio do Robin Williams. E logo abaixo, uma entrevista do Bruce Dickinson falando sobre a música, de autoria do Steve Harris.

 

Dia V

Última autoral do dia. 🙂

Dia V

Vozes em minha mente
Tentam me revelar
Se é paixão, loucura, devassidão
Indefinido cheiro, nobre, vulgar.

Eclipse da razão
Porta fechada dentro do eu
Amnésia total, eu me lembro
Será que alguém esqueceu?

Várias noites em claro
Cercado por uma completa escuridão
Etérea como uma pedra
Meu epitáfio ou minha redenção?

Um calor como o do fogo
Me queima, mas me dá prazer
Me flagro de dentro para fora
Minhas vísceras querendo me esconder.

Sete pecados dos mais terríveis
Todos eles completamente iguais
Filhos dos meus atos – minha vida!
Me absolvo, sou mais do que capaz.

Cansado, finalmente me entrego
Não vejo porque me recriminar
Paixão, loucura, devassidão
Amar, amar, amar e amar.

Dia III

Mais uma autoral estilo “velha guarda”. 🙂

Dia III

Obrigado, meu bom Deus
Por me deixar viver mais um dia
Sem esse amor não existiria
Nem metade do meu ser.

Força igual não há
Procurei, consegui encontrar
Do meu lado, sem eu ter que pagar
O preço de me prostituir.

Jamais pensei que tais olhos
Que me viam com verdade
E ainda assim, sinceridade
Seriam começo, meio, sem fim.

Hoje meu pranto é outro
Minhas lágrimas são doces
Que seja como se fosse
O dia em que eu nasci.

Abalroou minha cabeça
Minhas crenças, minha razão
Ressuscitou meu coração
Que bate sem pressa, enfim.

Obrigado, meu bom Deus
Agradecimentos nunca serão demais
Sou feliz, sou a tua paz
Meu passado me faz rir.

Dia I

Mais uma autoral das antigas. 🙂

Dia I

Acordo ouvindo o telefone
Que não tocou, irá tocar?
Me abraço à minha cama, angustiado
Onde você estiver, estará?

Sem sono, minha conclusão!
Pela janela já vejo o Sol acordar
Sem dramas, a vida continua
Apesar do meu corpo preferir parar.

Um ímpeto de fúria me levanta.
Me sinto uma solitária criança
Deixada só, consigo mesma,
Vou sem minha música, executar minha dança.

O mar me acolhe em seus braços
Revejo amigos, não os vejo
Estou cerca de 1.200 quilômetros
Do meu mais medular desejo.

Uma cerveja, por favor
Duas, três, até eu vomitar
Minha dor, minha solidão…
Deus, estou sem meu sacro altar.

A única cor que existe é cinza –
O fogo queima sem nenhum calor
Guimbas de cigarro me encaram
Estraçalhadas pelo meu pavor.

Volto para casa depois do Sol
Um banho morno para relaxar.
Me leva pelo ralo, água!
Me chove onde eu possa me condensar.

Telefone, por favor, toca
Imediatamente ouço seu tilintar
“Não, não é daqui não…”
Merda,
Vejo seu rosto,
Me liga,
Me faz funcionar.