Entre o tudo e o nada

Eu me lembro de tudo

Não me esqueço de nada

Isso não era para ser um problema

Mas passou a ser

 

Quando tudo e nada

Se misturam e se confundem

Há meio termo eficaz?

Há algo que se possa querer?

 

Eu errei, eu sei

Nunca soube me omitir

Sempre falei mais do que esperado

E sim: sempre foi por querer

 

Forcei alguma reação

Que fosse um tapa na cara

Um chute no saco

Algo para realmente doer

 

Porque na minha vida

O contrário do amor

Nunca foi o ódio

Mas a indiferença do não dizer

 

Hoje, entre o tudo e o nada

Tento respirar,sobreviver

Se tudo realmente fiz, me calo:

Não há nada o que fazer.

nada em tudo

 

 

 

 

 

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