Ministério da Cultura

Tenho acompanhado a discussão sobre a extinção ou não do Ministério da Cultura, e tenho visto os diálogos muito polarizados. De um lado, uns acusando o Temer de ser um vendido. De outro, pessoas dizendo que o tal ministério é essencial. Já antecipo que acho a existência desse ministério uma aberração, e posso facilmente explicar o porquê.

O que é cultura? “Todo aquele complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro da sociedade” – Edward B. Tylor. Então, a cultura nada mais é do que o resultado da vida em sociedade, e pode variar de país para país, de região para região, bastando que para isso entendamos a sua definição.

Então, se a cultura é um resultado do processo e não o processo em si, para que o Ministério da Cultura? Para quem conhece Antonio Gramsci, a resposta é fácil. É através desse tal ministério que podem se reformar e/ou destruir todos os valores de nossa sociedade, de maneira que “novos valores” possam surgir. Para que falar de Machado de Assis, se podemos promover a “peça” chamada “Macaquinhos”? Para que investir em livros para a população carente, se podemos financiar a “Gorda do Dendê”?

Não subestimem a intenção desse ministério. O seu objetivo durante os 13 anos de PT foi promover uma “revolução cultural” no pior sentido da palavra, destruindo a nossa cultura e engendrando valores que facilitem a implantação de uma “república bolivariana”. Afinal de contas, uma sociedade dividida, é uma sociedade completamente indefesa. Exagero? Explique, então, por que a discussão sobre sexualidade se sobrepõe a discussão sobre a situação econômica do país? Faz sentido? Absolutamente nenhum!

E sim, são criminosos os atores que se valem dessa necessidade do governo para mamarem nas tetas fartas do estado. Nunca precisamos e nunca precisaremos da tutela do estado para desenvolver a nossa cultura. E sim, para deixar claro: EU TENHO PRECONCEITO CONTRA A PEÇA “MACAQUINHOS” E A “GORDA DO DENDÊ”. Não, não fazem parte de nossa cultura. E que não me venham dizer que preconceito é uma coisa ruim, porque a grande maioria dos que falam em preconceito querem substituir simplesmente o preconceito A pelo preconceito B. Para maiores detalhes, “Em Defesa do Preconceito”, de Theodore Dalrymple.

Espero que todos tenham preconceitos (são necessários) e entendam as implicações políticas e sociais do tal Ministério da Cultura. Como eu disse antes, a própria idéia do estado querer tutelar a cultura já é um absurdo por si só.

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Um pensamento sobre “Ministério da Cultura

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