Fim de tarde

E essa coisa de fim de tarde

Que chega sem fazer muito alarde

Mas que queima, rasga e arde?

 

Saudade de fazer poesia

Que não seja de saudade

E eu sou todo saudade

Assumo sem a menor vaidade

 

Não poderia ser diferente

Quando deixam no peito da gente

Um coração que não mais bate

E que nem fingindo consegue ser indiferente

 

Um dia tudo isso passa – eu sei!

Essa saudade frondosa

Esses versos repetitivos

Essa explosão de sentidos

 

Um dia tudo isso passa – eu sei!

O coração se conforma

E a esperança renasce

De dentro para fora

 

Um dia eu talvez acredite:

Ela foi embora

 

Mas por ora…

É só saudade

Que em solo fértil de mim aflora.

voce-que-poderia-ser

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4 pensamentos sobre “Fim de tarde

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