Desavergonhado e otimista

Eu sou um desavergonhado

Que ama incondicionalmente

E que genuinamente se preocupa

Com a dor que o outro sente

E que até mesmo esquece sua própria dor

Para cuidar da dor de quem se mostra indiferente

 

Eu sou um desavergonhado

Que escreve poesias para quem não as lê

Que faz do papel uma espécie de confessionário

Tornando-se óbvio, simples de se ver

E que ainda assim se torna culpado

Por pedir ajuda para ao outro entender

 

Eu sou um desavergonhado

Que aceita que confundam a minha bondade

Com algum tipo de fraqueza

E que quer para os outros a felicidade

Ainda que seja retribuído com aspereza

O meu coração faminto e dorido de saudade

 

Mas acima de tudo sou um otimista

Que acredita que o amor com amor se conquista

Que dá mesmo sem nada receber

E que se regozija no plantio altruísta

Na certeza de que colheita maior não há

Do que ser do amor um eterno protagonista.

o-amor-nao-faz-o-mundo-girar-o-amor-e-o-que-faz

5 pensamentos sobre “Desavergonhado e otimista

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