Anagnórise – Prólogo

Só um pequeno conjunto de 10 poesias. Sendo bem sincero, gostei MUITO do resultado.

AGORA BABOU

Prólogo

No princípio, era apenas verbo

Era sinônimo

Antônimo também

Eram palavras

E tornou-se rico, catártico

Lúcido, lúdico

Lírico, Libídico

Eram sentimentos

E tornou-se prolixo, difuso

Onírico, confuso

Apocalítico, fastídico

Eram indagações

Pérfida razão!

Pelo sim, pelo não

Pelo mundo inteiro

E se for verdadeiro?

E se for ilusão?

No todo ou na parte

Sendo ciência ou arte

Da Terra ou de Marte

E se não for empírico?

E se não houver justificação?

Gleba sentimental?

Que seja, então!

Cultivo, exploração

Toque, retoque

E tudo que isso provoque

Adeus, razão!

Dispa-te de tua empáfia!

És biltre, vil, senil

Finge-te servil

Não nutro por ti comiserção!

Adeus, razão!

Acalma-te, fera belicosa!

Diante de todos os indícios

Não tens qualquer ofício

Nas maravilhas do coração.

anagnórise - prólogo

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