Maldade

A saudade bate forte no peito.
Não avisa quando chega,
Mas chega, dizendo que a distância,
Ou mesmo nossa ignorância,
Não são fortes o suficiente para nos separar.

E procuramos no mundo,
Algo que seja forte o bastante,
Para calar nosso desejo,
Nosso amor, nossos beijos,
Nossa dor, nossa solidão.

Mas o amor é implacável,
Invencível, tenaz, inquebrável,
E insiste em dizer, todo dia,
Nos açougues, nas padarias,
Nas noites tão vazias,
Como é viver sem nos ter.

Saudade,
Sim! Muita saudade,
De tudo o que fomos,
Pois o que somos,
É pouco, muito pouco,
Quando dizemos que o amor está morto,
Muito antes dele morrer.

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14 pensamentos sobre “Maldade

  1. Pingback: Motivo de orgulho | AGORA BABOU

  2. Parece que nós, conscientes disso, insistimos em não sermos como a maioria, e sermos exceções, embora canse-nos muito sermos diferentes. Muito boa a sua reflexão. Abraço

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