Sexta-feira

Tão fácil me esquecer

Basta uma sexta-feira

Um fim de semana

E torno-me um estranho

 

Sinto dor

Que sobra e dobra minhas entranhas

E que me faz questionar se sou

Aquele mesmo de durante a semana

 

E nas sombras das minhas lembranças

Calo-me e sinto-te

Tão perto e tão longe

Tão diferente, ausente, discrente…

 

E em sorrisos belos e amargos

Busca-te e encontro-te

Sem teu gosto ou tua forma

Chafurdo nas promessas do horizonte.

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InfinitAMOs

Que nunca se acabe

O nosso amor que cabe

Em uma casca de noz

E que feito elefante

É gigante

Azucrinante

Bem maior

Do que o universo

Bem maior

Do que nós

 

O nada nos define

Pois tudo somos

Tudo nos consome

Tudo consumimos

 

Eis o nosso paradoxo:

Será que realmente existimos?

E desta dúvida sempre rimos

Diante do quão infinitos

Que infinitamente somos.

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Finitude

Todos os dias

 

Com tu ao longe ou perto

Teu rosto eu vejo

Teu amor eu desejo

E mando-te um bom dia

 

Todos os dias

 

Pois eu não sei

Quando pode ser o último dia

Que poderei dar bom dia

 

Todos os dias.

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Nada foi em vão 

Já passamos da fase do “eu te amo”

Hoje, os sorrisos entregam

As vozes denunciam

E os olhares penetram

 

O “eu te amo” ficou pouco

Ficou rouco

Talvez até tosco

Diante de tudo que é sentido

 

Os gestos anunciam

Os abraços reverenciam

Os corpos confrontam-se

Misto de realidade e fantasia

 

Já não é saudade

É necessidade

Cedo ou tarde

Pura e total reciprocidade

 

Fazer o que, então?

São coisas do coração

O nosso primeiro “eu te amo”…

Meu amor, nada foi em vão.

Telefonacionamento

Queria que fosse assim:

Eu não ligo para você

Você não liga para mim

 

E seríamos ligados assim:

Sem telefonemas

Não apenas um contato

Mas para sempre em contato

Conectados de fato

Sem fim.

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