O medo é necessário…

…e a realização de nossos sonhos e desejos mais profundos também é!

Já imaginaram um paraquedista sem medo? Todo paraquedista sabe que, mesmo depois de realizados 10.000 saltos, a probabilidade de um acidente acontecer continua a mesma se as devidas precauções não forem tomadas. E é justamente o medo de morrer que faz com que o paraquedista continue sendo cuidadoso, talvez até mais cuidadoso do que no início, ainda que vá se tornando cada vez mais experiente.

E se assim não fosse? Dobraria o paraquedas de qualquer maneira ou pediria para terceiros dobrarem, não se preocuparia com as condições meteorológicas, e assim por diante. Chances de um acidente? Monumentais.

É importante, entretanto, deixar claro que há uma linha de corte entre o medo prudente, necessário, e o medo irracional, que paralisa e se torna uma “barreira intransponível”. O paraquedista, ainda que com medo, salta, e nesse sentido é o próprio medo que o mantém vivo. Caso fosse controlado pelo medo irracional, não poderia ser paraquedista, ainda que fosse este o seu maior sonho ou desejo. A “barreira intransponível” nos impede de pensar com clareza e racionalidade, e, acima de tudo, nos impede de trazer para a luz tudo aquilo que vislumbramos somente como vultos disformes que perambulam em nossas mentes, nos impedindo de progredir, seguir adiante.

Essa é um exemplo extremo, mas a nossa vida cotidiana é assim. Precisamos ter medo para tomar decisões conscientes, mas não podemos deixar o medo irracional tomar conta de nossas vidas ao ponto de nos paralisar ou nos fazer tomar decisões equivocadas.

Moral da história: o medo é nosso amigo. Difícil imaginar alguma situação sem risco (viver é um risco e sempre haverá riscos), e por isso mesmo precisamos do medo para seguir em frente da maneira mais segura consciente possível. E o mas importante de tudo: que não sejamos dominado pelo medo, e que façamos dele nosso aliado na conquista de nossos sonhos e desejos.

sartre

5 pensamentos sobre “O medo é necessário…

  1. Concordo contigo Fábio, o medo irracional tende a nos paralisar mesmo. Por outro lado, como diz aquele velho ditado: “cautela e canja de galinha não faz mal a ninguém”. O difícil é achar o equilibro, a medida exata e saudável de medo, que nos torne suficientemente precavidos, mas ainda assim não nos impeça de agir. Abraço!

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