Vida seca

Nada sinto

Ou se sinto

Minto

A tudo me submeto

Aceito

Não nego

E por fim

Nada prometo

 

Divago

Prolixo

Em mim

Me perco

E se me encontro

Não me acho

Olhos turvejantes

Alma vestida de preto

 

Puro opróbrio

De mim restou

E na sarjeta

Onde não sei sequer

Quem por bem

Ou por mal

Verdadeiramente sou

Lamento estar vivo

Enquanto lambo minhas feridas

Eis o que o destino

Para mim destinou

 

Proxeneta de sonhos

Outrora risonhos

Sem lágrimas

Eu choro…

Sem lágrimas

Imploro…

 

Por uma vida!

 

Quiçá menos sofrida

Quiça menos desvaída

Quiçá menos seca.

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7 pensamentos sobre “Vida seca

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