Adeus, menininha!

Eu te chamava assim:
Menininha

Não tinha a ver com a tua idade
Mas com a santidade
Com que eu te olhava
Com que eu te via

Tu eras
Quem eu queria cuidar
E em ti me achar
Mais homem
A cada dia

Não se tratava
De domínio
Mas de fascínio
Admiração
Respeito
Amor
Afeição
Amor

Já disse amor?

Eras tudo
E hoje –
Eu mudo –
Tudo muda
Tudo mudou

Eram maravilhosos
Os fins de tarde
Onde eras menininha
E eu teu homem
Só teu

De vez em quando
Sinto saudades
Que algumas vezes arde
Feito chama invisível
Que nunca queimou
Mas que já doeu
O que tinha que doer

Posto que o amor
É assim:
Eras para mim
Mulher infinita…
E como em outros tantos
Amores da minha vida
Não há lágrimas
Em teu nome:
Só bem querer.

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