Daqui a pouco eu trago a camisinha…

Lá estava eu em uma mesa cheia de gente que eu conhecia e gente que eu acabei conhecendo, quando de repente aparece um garçom na minha frente, falando baixo e olhando no fundo dos meus olhos:

– Daqui a pouco eu trago a camisinha…

Como eu estava distraído participando das conversas, essa frase surgiu como algo completamente inesperado e eu não sabia o que fazer com ela. Será que ele estava me cantando? Sim, ele era gay. Então, respondi como uma pergunta:

– Traz o quê? – perguntei

– A camisinha! – respondeu ele

– Camisinha??? – falei assustado

– Sim! Dessas para colocar a cerveja dentro! – disse ele de maneira enfática, apontando para a garrafa de Heineken que estava ao meu lado sem a tal camisinha.

Eu sorri. Ele sorriu. Ele foi embora. Eu fiquei com vergonha.

– Peguei de outra mesa. – disse ele de maneira muito educada, ao retornar com a camisinha.

– Nada como compartilhar uma camisinha, né? – disse eu para amenizar o clima.

Eu ri. Ele riu. Fim.

P.S.: A camisinha era da Amstel.

Estiagem

E essas coisas

Que eram poucas

E eram tantas!

 

Cheiro de terra fértil

De flores

Aromas

Cores

Sabores

 

Sombra da árvore

Onde eu descansava

Sombra da árvore

Que eu protegia

Era ali que eu me achava

Era ali que eu me via

 

E dessas coisas tantas

Ficaram coisas poucas

E o rio que já correu em meu rosto

Diante da estiagem

Se esvazia.

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Andy Timmons – Como assim???

Não sei o porquê de eu ter demorado tanto tempo para perceber a grandeza desse guitarrista. É de impressionar! Detalhe: as músicas dele ao vivo são melhores que as gravadas em estúdio. Detalhe para o solo de baixo do primeiro vídeo. 🙂

Oração de Paz de São Francisco de Assis

“Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor.

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.

Onde houver discórdia, que eu leve a união.

Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.

Onde houver erro, que eu leve a verdade.

Onde houver desespero, que eu leve a esperança.

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais:

consolar, que ser consolado;

compreender, que ser compreendido;

amar, que ser amado.

Pois é dando que se recebe.

É perdoando que se é perdoado.

E é morrendo que se vive para a vida eterna.”

Inexclicáveis

De todos os clicks e likes que já recebi

Quantos tantos outros deixei de receber

Por serem inexclicáveis?

Quantos foram sorrisos?

Quantos foram saudade?

Quantos foram desejos?

Quantos foram vontades?

Quantos foram orgasmos?

Quantos foram queijos e vinhos?

Quantos foram café?

Quantos foram eus desobrigados?

Quantos foram paixão?

Quantos transbordaram?

Quantos foram o infinito?

Quantos foram liberdade?

Quantos foram amor?

Quantos ainda hoje são

Quantos simplesmente são

Independentemente do que se diz que é?

Quantos…

Quantos…….

Quantos………….

Tudo é tão inexplicável

E a vida assim

Seguindo

Morrendo

E vivendo

Em verdades

Inexclicáveis.