Momento

De repente

Aprendi que nada se comparava

Ao silêncio

Ele que tanto me dizia…

Nele cabiam todas as versões

As mais sádicas

As mais cruéis

E todas mais as quais eu não merecia

 

Era no silêncio que eu me encontrava

Dia e noite

Noite e dia

Esperando as palavras não ditas

O abraço que não houve

O coração que não ouve

O toque que se foi

A tinta que acabou

Antes de ser escrita a carta

Que nada dizia

 

E na certeza de que o silêncio

Era tudo o que de verdade eu tinha

Eu tinha sonhos de alegria

Para um futuro não muito distante

O vinho, o queijo e o café

Ora repugnantes – pura azia!

Talvez viessem me brindar

E tirar o nó cego

Que esganava minha esperança

 

Mas ainda assim eu sorria!

Dia e noite

Noite e dia

Era minha maneira de revelar

A beleza

E a rudeza

De tudo que eu sentia

 

E amanhã terá passado mais tempo

E quem sabe tudo que vivi

Ainda me sirva como alento

Para que eu saiba que não amei por amar

Não toquei por tocar

Não falei por falar

Posto que para cada minha célula

Continua sendo

Como se ontem fosse

A todo e qualquer momento.

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