Paz e arroz

Vejo o que não via

E sinto o que eu não queria.

No horizonte que se queima,

Queima a minha fantasia.

 

Nos copos e bares,

Aldeias e mares,

Restos do que somos,

Apesar dos pesares.

 

E somos o que somos,

Em todos os lugares,

Presenças indesejadas,

Veias, vasos, capilares.

 

E no sonho acordado,

Nas esféricas luzes do dia a dia,

Eis que nasce o controle

Do que o controle nada queria.

 

E nas lembranças secas

De copos e bares,

A libido acesa,

Só olhares… Aqueles olhares…

 

Entrego-me ou rio?

Vivo ou fantasio?

Nas dores do poente

Ela deságua… Rios.

 

Deságua, vai…

Finge que me satisfaz,

Mas em meus sonhos é outra a face,

Cuja verdadeira face ficou para trás.

2 pensamentos sobre “Paz e arroz

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