Há dias

Há dias em que o vento

Carrega o seu perfume

E recarrega minhas memórias

Como se isso fosse preciso

 

Há dias em que parece que foi ontem

E que tudo não passou de um sonho

Ruim – eu sei!

Mas nada além de um sonho

 

Há dias em que o café não desce

Em que a garganta meio que se fecha

E que dentro do peito retumba

Um coração ofegante

 

Há dias em que tudo lembra

Onde nada se acaba

Onde se sente a presença

Como se a ausência não fosse nada

 

Há dias em que se planeja

O que se planejou um dia

E que parece ter acontecido

Tamanha a euforia

 

Há dias em que o Sol nasce

Para que a Lua declame

Toda palavra que já foi dita

E que ecoa eterno no tempo

 

Há dias também bem comuns

E é justamente nesses dias

Que a rotina nem mesmo disfarça

Tudo que havia em comum

 

Há dias

E sempre

Haverá dias

Porque todos os dias

É dos dias apenas mais um.

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8 pensamentos sobre “Há dias

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