Educação no Brasil

Pouco se fala da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio no Brasil. Por algum motivo, o foco do governo atual e dos anteriores estava/está no ensino superior, que é a ponta do iceberg.

Atacar o sintoma e não a causa não me parece ser algo inteligente. São 3 anos de educação infantil (sem contar com os anos de berçário), 9 anos de ensino fundamental, e 3 anos de ensino médio, para um total de 16 anos (pelo menos), e a “culpa” está no ensino superior, sobretudo nos cursos de Ciências Humanas?

Ainda mais curioso é que esses 16 anos que antecedem ao curso superior são justamente os anos onde se formam os valores do indivíduo, bem como a maneira como ele vê e se relaciona com o mundo e com seus semelhantes. Acima de tudo, é nesse período que se desenvolve a moral e o caráter do indivíduo, ou seja, a sua capacidade de diferenciar intenções, decisões e ações entre aquelas que lhe são distinguidas como próprias e as que são impróprias, e, em última análise, a própria capacidade do indivíduo de diferenciar o bem do mal.

Sim, grande parte desses 16 anos são passados na escola, mas cabe lembrar que não é responsabilidade da escola educar as crianças, mas sim escolarizá-las. O filósofo Mario Sergio Cortella faz uma distinção clara entre educar e escolarizar, sendo a escolarização apenas parte do educar, que na sua totalidade é de responsabilidade dos pais.

Dito isso, parece não restar dúvida que cabe aos pais uma participação ativa na educação de seus filhos que, repito, não é de responsabilidade da escola. Pelo contrário. E assim sendo, me pergunto: quantos pais de fato se interessam pela escolarização de seus filhos? Quantos pais tentam entender as propostas pedagógicas das instituições em que seus filhos estão matriculados, para verificar se os valores da escola estão alinhados com os valores da sua célula familiar? Pela minha experiência, digo que são poucos, realmente poucos. Enfim.

Em suma, creio que o papel dos pais precisa ser repensado, pois é justamente na sua ausência que se proliferam ideias diversas, quer seja para o bem ou para o mal. Não faz sentido esperar frutos bons de árvore podre, assim como não faz sentido confundir sintoma com causa.

A prioridade do Ministério da Educação não deve ser os cursos superiores, mas todo o longo percurso que os antecede. Enquanto não admitirmos que falhamos sistematicamente enquanto país e pais nesse sentido, jamais veremos qualquer progresso ou equiparação com o mundo desenvolvido.

Destemendo-me

Longe da presença dos outros

Diante da minha inevitável presença

Tornaram-se inadiáveis os questionamentos

As razões de ser, de viver

 

Quem sou?

Por que sou?

Por quem sou?

Será que sou por mim?

 

E em meio ao bombardeio de perguntas

Jorram aos borbotões as respostas

E sobre elas pairam dúvidas:

Será que eu mesmo as forneci

Ou será que só as repeti

Como tantas outras vezes fiz?

 

Passou da hora de eu mesmo me conhecer

Por mim

Eu devo isso a mim

É corolário para a plenitude da minha vida

 

Prefiro viver cheio de verdadeiras dúvidas

Do que repleto de falsas certezas

Quero as cartas sobre a mesa

Quero os pés no chão

Quero mudar ou formar opinião

Quero transformar os pesos em leveza

E desfazer todas as ilusões

Estoura-las feito bolhas de sabão

 

Não é possível fazer isso sem dor

Sem definitivamente me responsabilizar

Sem aceitar as coisas como são

Sem perdoar-me e sem pedir perdão

 

Não fui nem tão bom e nem tão ruim

Nas mais diversas situações

Eu simplesmente fui o que sabia ser

E toda essa minha derradeira imperfeição

Aqueceu e acendeu meu coração:

Há muito para conhecer

Muito para desaprender

Muito para evoluir

 

Ainda estou em processo

Não cheguei ao fim

Sequer sei se já cheguei ao começo

Mas, hoje, já posso afirmar:

Um dia, eu já temi a solidão

E só a temia por temer-me.

Mexa-se

Quando cheguei ao topo do monte, pude ver montanhas muito maiores por detrás. Não desanimei. Eu só conseguia ver o monte, e foi por isso que decidi subi-lo. Agora, vou subir montanhas, e só vou subi-las porque um dia eu decidi subir o monte. As montanhas eu simplesmente desconhecia.

Amplie seus horizontes. Comece de algum lugar. A vida só se apresenta em toda sua imensidão quando você estiver disposto a buscá-la. Saia da sua zona de conforto, do seu chão. Nada de novo acontece aonde você está. Mexa-se.

Adam Sandler 100% Fresh

Há tempos não rio tanto! Comecei a assistir no Netflix de bobeira, mas o cara é um GÊNIO!

O formato do stand up é completamente inusitado. Nos primeiros instantes, a sensação é que tem tudo para ser um fracasso… Mas não é! Pelo contrário. É muito, muito hilário! Nunca tinha visto nada parecido!

Para quem quer dar umas boas risadas, é mais do que recomendado. Sugiro manter o áudio em inglês (nem sei se tem em outro idioma), e as legendas em inglês também. Há muitos trocadilhos e talvez isso se perca um pouco na tradução para o português.

Divirtam -se!!!

Auxílio Emergencial – COVID-19

Auxílio Emergencial. O nome já diz tudo. É para quem ficou sem renda durante a pandemia. Para quem não sabe e nem sequer tem o que fazer. Para quem não tem dinheiro para comprar remédios, comida. Para quem vê a geladeira vazia, as contas chegando, os filhos chorando… Para quem o futuro parece uma agonia.

Causa-me espanto culparem o sistema por conceder benefícios para quem não precisa, muitas vezes até para pessoas empregadas. Causa-me náusea. Causa-me revolta. Desde quando falhas no sistema podem ser responsabilizadas pela desonestidade, pela falta de valores das pessoas? Desde quando falhas no sistema podem ser responsabilizadas pela essência, pelos desvios de caráter, pelo que as pessoas são?

Que Deus tenha piedade dessas pobres almas que não apertam gatilhos de arma alguma, mas que são incapazes de ter compaixão e empatia pelo seu semelhante. Ao usufruirem do auxílio emergencial sem dele de fato precisar, sangue jorra de suas mãos, ainda que essas pessoas se sintam absolvidas pelas suas próprias hipocrisias.

O problema do Brasil são os brasileiros e não tem sistema que conserte isso.

Preciso da minha solidão

Olhei pela janela – a mesma de todos os dias – e agradeci. Nunca estar vivo significou tanto para mim.

Abracei minha filha, minha mãe. As lágrimas escorriam sem nenhum controle. Eu não sabia o que dizer. Não sabia o que sentir, muito embora eu sentisse muito. Eu tinha em mim todos os sentimentos do mundo.

Meus amigos me ligavam, atônitos, tentando entender o que havia acontecido. Eu não conseguia contar, não conseguia explicar, porque contar era reviver, e reviver fazia meu coração disparar. Reviver era quase como quase morrer de novo e eu não queria mais isso para mim.

Enquanto uma xícara de café reanimava meu corpo, um filme se passava em minha mente. Lembranças do que foi indo de encontro a tudo que realmente é. Lembranças do que fui indo de encontro ao que realmente sou. Era como se fossem dois eus perdidos e entrelaçados, difusos, atordoados. Era como se eu tivesse perdido tudo e ao mesmo tempo não tivesse perdido nada. O real e o imaginário juntos, nus, completamente despedaçados.

Havia um senso de que tudo precisava mudar e de que era necessário deixar muita coisa ir. Eu precisava mudar. Eu precisava ir. Eu só não sabia o que mudar ou mesmo como mudar, e muito menos para onde ir. De nada eu sabia. Eu não me reconheci.

As palavras que ouvi a meu respeito não ecoavam dentro de mim, mas nem por isso deixavam de ter importância. Até porque a questão não eram apenas as palavras, mas quem as disse e porque as disse. Palavras que iam na contramão de tudo que já havia sido anteriormente dito, vivido e sentido. Palavras. Simplesmente palavras. Palavras com a intenção de se eximir.

Eu errei. Fui induzido ao erro. Agi tendo como base tudo o que eu tinha como verdade. E essa verdade foi construída olhos nos olhos, em conversas intermináveis, em conversas que nunca pensei que chegariam ao fim. A verdade foi construída em uma trama interminável de mentiras que eu aceitei, que eu permiti, que eu vivi.

Foi duro. É duro. A realidade é lancinante. Acordar dói. Dormir também. Fazer algo dói. Não fazer nada também. Existir dói, mas eu sei que eu preciso, mais do que nunca, existir. Não há outra possibilidade. Existir e resistir é a minha grande razão.

E em meio a reuniões de trabalho, onde tudo precisava parecer perfeito, eu olhava para o chão cabisbaixo, tomado por imensa vergonha, desiludido com a minha pretensão e crença infinita de que eu poderia de fato ser ou mesmo estar feliz. Tudo que fiz foi absolutamente em vão.

E diante de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Virgem Maria, deixei meus joelhos tocarem no chão. Não me ajoelhei apenas por respeito, mas por pura exaustão. Não sabia o que pedir. Não imaginava como começar qualquer oração. E acabei por implorar por piedade, pedir e oferecer perdão, e agradecer pelas bênçãos recebidas até então.

E diante deste texto que ora escrevo, sem qualquer motivo especial ou mesmo razão, declaro-me impotente e ao mesmo tempo inocente, muito embora eu ainda esteja dentro de uma prisão.

Nada que o tempo não cure, eu bem sei, mas é assim que me sinto no agora, diante da imensidão de incertezas, de sonhos reduzidos a infinitas farpas e cacos de vidro espalhados pelo chão.

Esse sou eu hoje. Amanhã serei outro qualquer. Melhor do que hoje, por certo. Preciso fazer as pazes com a minha solidão. Preciso aprender a ficar com o nada. Preciso enfrentar o mundo e me enfrentar. Eu simplesmente preciso, muito embora não saiba exatamente do que e muito menos o porquê. Eu só preciso.

Chegamos aos 1.000 posts!!!

Sim, chegamos. Não cheguei até aqui sozinho. Essa aqui é a minha segunda casa, e tive a ajuda de muita gente para chegar até esse número, que apesar de ser só um número, também é bastante emblemático. É parte de mim e da minha vida. Um registro das minhas crenças e das minhas percepções do mundo.

Meu muito obrigado a todos que, de alguma forma, inspiraram, viveram e dividiram comigo os momentos que me fizeram gerar tanta coisa bonita! Algumas tristes, é bem verdade, mas todas sempre cheias de amor e verdade. Não há uma única palavra nesse blog que não tenha sido de fato sentida e de alguma forma vivenciada.

Aos meu leitores/seguidores, um agradecimento especial. O carinho e as inúmeras mensagens que chegam são sempre recebidas com muito entusiasmo e felicidade. Esse blog é de vocês também! Espero que tenha levado e que continue levando palavras de conforto e encorajamento, além de inspirações de todos os tipos. Em última análise, que esse blog seja algo que acrescente alguma coisa na vida de todos vocês.

MUITO OBRIGADO!

P.S.: Esse post é 0 1.001. Rs.