Análise: a priori vs a posteriori

O mundo seria melhor se as pessoas soubessem que a análise a priori e a posteriori são dois bichos completamente diferentes.

Exemplo prático

Análise a priori
Jogador de futebol, ao bater um escanteio, decide que o melhor é cruzar a bola no primeiro pau.

Analise a posteriori
O mesmo jogador, revendo o replay várias vezes por diversas câmeras, se dá conta que melhor teria sido cruzar a bola no segundo pau, pois havia um jogador completamente desmarcado.

A análise a posteriori vai mostrar erros, acertos e consequências de uma determinada decisão após a passagem do tempo. Tende a ser precisa, cirúrgica. A análise a priori para a tomada de decisões, ao contrário, toma como base as melhores informações disponíveis até momento que antecede a decisão. Dada a sua natureza, é por definição incerta e com consequências imprevisíveis, tanto no sentido positivo como no negativo. É uma espécie de aposta.

Para simplificar ao extremo: a diferença entre as duas é o tempo. Usando o exemplo, o jogador não vai poder voltar no tempo, mas é bem possivel que tire dessa análise importante lição para o futuro.

Right Next Door (Because Of Me) – Robert Cray

Quer ouvir uma Fender Stratocaster cantar limpo, ainda por cima através de um amplificador Fender? Não consigo me lembrar de exemplo melhor. Som único, inconfundível.

Robert Cray é um monstro sagrado do Blues. Essa música é de 1986, e eu me lembro como se fosse hoje do LP que ouvi na casa de um amigo que tocava guitarra comigo (sim, naquela época as pessoas se juntavam para ouvir música com os amigos). Inesquecível. Como disse Eric Clapton sobre o Robert Cray: “He’s got the whole package”.

Divirtam-se. 🙂