Papo sério

Nos encontramos no calçadão da Praia de Icaraí. A fisionomia dela estava fechada. Nos sentamos em um dos bancos de concreto para conversar.

– Há algo que está me incomodando… Você disse que ela pode ter te procurado por conta dos seus posts a meu respeito no seu blog. A sensação que eu tenho é que você, de alguma forma, está fazendo mais do mesmo. O que você pretende com isso? Atrai-la novamente? Quer que ela venha atrás de você?

– Não é nada disso! Não mesmo. Eu comecei a escrever da gente no blog porque eu estava feliz, porque a minha vida estava indo em frente. O meu blog sempre foi um lugar onde expressei o que estava sentindo, o que estava vivendo. O que eu disse é que ela pode, por conta do que postei sobre nós, ter vindo atrás de mim… Só cogitei essa possibilidade.

Ela me olhava com incredulidade. Não sentia confiança no que eu dizia. Era compreensível.

– O blog é seu. Sei o quanto ele é importante para você, mas se ponha no meu lugar! Eu não quero isso para a minha vida! Gosto do que você escreve, não se engane. Você consegue capturar a essência das nossas conversas, das coisas que já vivemos juntos. Não tenho como negar isso. Mas supondo que a gente passe o Réveillon juntos, qual será o próximo passo? Escrever sobre os detalhes da nossa noite? Não quero isso! Não aceito! Estou me sentindo uma espécie de isca e não gosto disso. Eu sou uma mulher livre e desimpedida. Minha vida é um livro aberto para nossos amigos, para quem nos cerca. Sem querer ser pretensiosa, se quiser falar de mim, escreva uma poesia, poste uma música ou algo do tipo. Falar do que fazemos ou mesmo se estamos juntos ou não é algo que não aceito, e se você quiser continuar a trilhar esse caminho, fará isso sozinho.

Ela tinha razão. Coloquei-me no lugar dela e consegui entender a exata dimensão do que ela estava dizendo.

– Você não é uma isca! Não na minha cabeça, mas eu entendo o que diz e concordo. De verdade.

– Então, ponha um fim nessa novela. Não quero a minha vida exposta. Não quero que ninguém saiba de qualquer coisa que seja sobre nós dois através do seu blog. Quem tiver que saber algo de nós dois, saberá.

– Nós dois? Isso quer dizer que…

Fui interrompido. Ela estava perdendo a paciência.

– Corte o mal pela raiz! É isso que eu quero e essa é uma condição para qualquer outro passo adiante.

Ela se levantou. Eu me levantei também. Era chegado o momento de eu dizer um sim ou um não. Eu estava reticente por conta do prazer que escrever me trazia, mas era impossível negar que ela tinha mais do que motivos para se colocar de maneira contundente.

– Ok. Você tem a minha palavra. Posso só fazer um último post sobre isso? É que há leitores que estavam realmente gostando do que eu estava escrevendo. Eu te mostrei as mensagens. Você mesma as viu!

– Sim, eu sei. A história dos morangos veio até mim enviada por uma amiga que nem sabe de nós dois. Não nego que sorri ao recebe-la, mas não é o momento… Não sei o que a vida reserva para nós, mas pelo menos no seu blog, é preciso que isso acabe agora mesmo. Escreva algo sobre isso quando chegar em casa e pronto.

– Farei isso. Pode estar certa.

– E outra coisa… Por que retirou os textos que fez para ela? Você não viveu tudo aquilo? Ela, então, define o que fica ou não no seu blog?

– No momento, acho o mais adequado a ser feito, mas novamente você tem razão.

– Deixe que as pessoas saibam quem você é e o que você sente! Não percebe que é justamente o que você é e sente que me faz estar aqui? É o seu passado e você é a soma de tudo isso que viveu. Não se puna por isso! Eu li coisas lindas naquelas poesias! Eu vi um homem se entregando por completo para uma mulher! Que mulher não quer isso? Azar o dela se não percebeu ou entendeu quem você é. Azar para uns, sorte para outros. A vida é assim. Não mude! É só o que te peço! Não deixe que ela o defina!

– Sim… Obrigado por ter me dito isso. É bom ser compreendido.

– Já consigo até imaginar essa história sendo contada para os seus amigos e eles dizendo: “Tinha que ser com você, Fábio!” É isso que te faz ser o Fábio!

Eu sorri. A fisionomia dela ficou mais leve. Creio que a minha também, apesar de ter sido tocado profundamente pelas suas palavras. Ela conseguia me ver, me enxergar além do óbvio, e me fez sentir um orgulho profundo de mim mesmo, de quem eu sou, do que eu sinto.

– Vamos lá Beira Mar encomendar o que vamos ter para o nosso Réveillon?

– Quer dizer que vamos passar juntos a virada?

– Você já sabia que sim, seu tonto! Eu só precisava tirar isso do meu peito.

E fomos caminhando decididos na direção da Beira Mar. Se tudo daria certo? Eu não tinha a menor ideia. Nenhuma! Eu queria ao menos tentar.

– Você tem talento – ela continuou – É inegável. Poderia escrever um livro se quisesse. Um romance baseado em fatos reais, por exemplo. No meu caso, me ver através de seus olhos me deixou encantada… Você conseguiu me capturar em palavras. Percebeu detalhes sobre mim que nem eu mesma conhecia. Se for o caso, continue a escrever e não publique. E um dia – é meu ego e meu lado mulher falando alto agora, portanto, ignore – publique tudo de uma vez!

Fiquei ruminando a ideia enquanto caminhávamos. Tive que fazer uma pergunta…

– E se eu fosse publicar um livro, você teria alguma sugestão para o título?

Ela parou de andar, e apesar de estar usando uma máscara, consegui ver que estava sorrindo. Olhou nos meus olhos e disse:

– Daniella.

– Que pretensiosa! – soltei uma gargalhada e continuei minha caminhando em direção a esse novo mundo sem qualquer tipo de promessa ou garantia, mas cheio de possibilidades.

Canalha

Acordei incomodado. Eu precisava fazer uma ligação.

– Oi! Eu estou na rua. Posso te ligar em seguida? – pelo barulho, ela parecia estar em algum lugar muito movimentado. Quase não conseguia ouvi-la.

– Eu estou ligando para dizer que aceito – disse eu rapidamente, na expectativa que ela não desligasse o telefone.

– Aceita o quê? Do que você está falando?

– Eu aceito passar a virada do ano com você, ué!

– Do que você está falando? Eu não te chamei para passar a virada do ano comigo! – a surpresa podia ser percebida em sua voz.

– Então, eu estou me convidando! Alô? Você está me ouvindo? – e a ligação caiu.

Caixa postal… Achei que tinha falado demais. Foi o que me deu vontade de fazer. Fiz sabendo que poderia ouvir um não. Paciência. Quem não arrisca, não petisca.

Cerca de 5 minutos depois, o telefone tocou. Eu atendi logo no primeiro toque. Finalmente eu conseguia ouvir a sua voz com clareza.

– Então, você está se convidando para passar o Réveillon comigo e ainda alega que eu o convidei? Estou falando com o mesmo cara que esteve na minha casa na sexta-feira, que disse que precisava viver um luto? – o tom da voz dela tinha notas de surpresa, raiva e sarcasmo. Pelo telefone, eu realmente não conseguia entender o que ela estava sentindo.

– Sim. Você me disse que iria na casa dos seus pais e depois iria para casa. Então, pensei que poderíamos passar a virada juntos. Talvez você tenha alguma festa para ir… Não sei… Mas, se não tiver nada para fazer, está feito o convite.

– E o tal luto? Não vai respeita-lo? – agora, eu tinha certeza. Era puro sarcasmo, deboche.

– Olha… Eu já estou de luto faz muito tempo. Entre idas e vindas, cheguei aos meus 49 anos sozinho. Não quero perder mais um segundo da minha vida sequer! Estou de saco cheio! – nem eu me reconheci ao telefone. Parecia um garoto empolgado com a possibilidade de fazer algo que nunca tinha feito antes. E, de alguma maneira, era exatamente isso que estava acontecendo. Eu estava ao menos tentando retomar as rédeas de minha vida.

– Eu estou com vontade de te xingar! – disse ela no meio de uma risada – Posso te ligar mais tarde? Eu realmente estou enrolada…

– Sim ou não? – perguntei afoito.

– Racionalmente, um não… Mas pela sua cara de pau, vou pensar o seu caso.

– Isso é um sim? – perguntei de maneira incisiva. Houve uma pausa.

– Canalha! – não me senti ofendido. O tom da voz dela demonstrava que ela estava gostando do que ouvia. Pelo menos era assim que eu estava entendendo a sua reação.

– Então, o que iremos fazer?

– Deixa eu pensar… Podemos nos falar amanhã para acertar os detalhes? Hoje, o dia está realmente complicado para mim.

– Tudo bem. Quando puder, me liga.

Desliguei o telefone sentindo algo diferente. Pela primeira vez em muito tempo eu tinha partido para o ataque. A vergonha de fazer a ligação não foi forte o suficiente para me impedir. Havia vontades, sentimentos, desejos e sonhos represados, reprimidos. A vida não podia ser tão complicada como parecia. A coragem venceu o medo. Eu realmente queria que 2021 seja um ano completamente diferente. Mais fácil, mais leve, mais feliz. Disso e somente disso eu tinha certeza: arriscar-me era preciso.

Ex-marido mata a facadas a juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi

No dia 24/12/2020, perdi uma das pessoas mais maravilhosas que já conheci. Nos noticiários, o assassinato dela era divulgado como “ex-marido mata a facadas a juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi” e teve grande repercussão nacional. Para mim, a situação era bem diferente. Eu tinha perdido a amiga Viviane, que eu carinhosamente chamava de Vivi.

Eu descobri sobre sua morte no site do globo.com. Vi a foto que ela usava no perfil do Facebook estampada na primeira página e cliquei para ler a notícia. Não acreditei. Sabia que era ela, mas precisei ligar para alguns amigos para confirmar. Fiquei chocado. Não acreditei e ainda não acredito.

Conheci a Viviane faz uns 30 anos. A gente fazia parte de um grupo de cerca de 10 amigos que se reunia nos finais de semana para jogar “Dicionário” (a versão de tabuleiro se chama Academia), Imagem & Ação e coisas do tipo. Estávamos sempre juntos. Era divertido. Ela era doce, carinhosa, inteligente. Era gostoso estar ao lado dela. A amizade de todos ali era inocente e sincera. Era o início da nossa vida adulta, e confesso que foi uma fase absolutamente maravilhosa da minha vida. Aprendi muito com todos que estavam ali.

O tempo e as obrigações acabaram por dissipar o tal grupo, mas volta e meia nos encontrávamos, quer seja porque marcávamos ou por obra do destino. Em 2005, por exemplo, encontrei com ela nas barcas que fazem a travessia Niterói X Rio. Nos sentamos e começamos a falar da vida. Ela me perguntou onde eu trabalhava e eu respondi. Quando eu perguntei onde ela trabalhava, ela me disse simplesmente que era no Tribunal de Justiça. Insisti no sentindo de saber exatamente o que ela fazia lá, e foi um parto para ela assumir que, com 30 anos, já era Juíza de Direito. Definitivamente, tinha a inteligência bem acima da média.

Essa era a Vivi. Uma pessoa simples, doce, honesta e carinhosa. É inacreditável que ela tenha ido embora da maneira que foi, tendo deixado 3 filhas para trás, que agora moram bem pertinho de mim sob a guarda da avó materna, exatamente onde a Vivi morava na época em que saíamos todos juntos.

Vou sentir saudades, Vivi! Se Deus quiser, um dia a gente se encontra. Fique bem. Você NUNCA será esquecida! NUNCA! NUNCA! NUNCA!

Abaixo, os posts que fiz no Facebook logo após eu receber a notícia. Não falar da morte covarde da Vivi seria uma covardia de minha parte. Fica a minha mais profunda indignação. A terceira imagem da esquerda para a direita é uma continuação do post que foi iniciado na segunda.

All I wanna do is make love to you – Heart

A potência da voz da Ann Wilson é absolutamente incrível! Ela não só canta… Ela declama, confessa… É uma experiência única!

P.S.: Fiquei chocado com a letra. Basicamente, a protagonista transa com um cara desconhecido para engravidar, porque seu marido é infértil. O tal cara não sabe de nada disso. Foi usado. Só descobre que tem um filho quando vê novamente a moça por obra do acaso, tempos depois, carregando no colo um menino com os olhos iguais aos dele.

Vim trazer verdades 15

Os fenômenos da fé só são vivenciados por aqueles que tem fé. Portanto, se você está esperando algum milagre acontecer na sua vida para convencê-lo de que deve ter fé, é muito improvável que isso aconteça. Caia na real! A fé está a sua disposição o tempo todo, assim como Deus também está. Será que não é isso que está faltando na sua vida?

Coca Zero

– São 01h28… Estou cansado. Vou dormir.

– Já? É Natal! Desce… Estou passando aí!

– Não! Estou cansado… De verdade. Não estou muito bem…

– Seu apartamento é o …, né? Vou tocar esse interfone até você descer! Deixa de frescura!

Desci. Ela chegou 2 ou 3 minutos depois. Era puro ânimo e eu era puro “enfim”. Eu estava pensativo. Queria ficar sozinho. Precisava ficar sozinho.

– Então… Peguei várias sobras da casa da minha mãe… Quer comer alguma coisa?

– Algo doce. Acho que minha glicose está baixa…

– Serve rabanada?

Comi quieto. Fui sentindo uma onda de calor tomar o meu corpo. Vinho demais me dá sono e os goles da Ceia de Natal tinham me deixado mais introspectivo que de costume.

– Estava uma delícia! Sua mãe quem fez?

– Que nada! Beira Mar! Minha mãe está cansada… A idade pesa nesses momentos…

Havia uma pequena árvore de Natal em um canto cheia de cartões natalinos. Nem sabia que ainda existiam. Os Correios ainda entregam cartões de Natal em tempo ou seriam de 2019?

Ela acendeu um cigarro. Ofereceu-me um trago. Aceitei. Deu vontade de fumar. Coisa de momento.

– Então… Parece que as coisas não deram muito certo do lado de lá…

– Você sabe que não fui atrás dela… Ela veio atrás de mim. Talvez tenha vindo apenas porque eu estava com você. Talvez tenha vindo por maldade, não sei. A maneira que tudo terminou me dá náuseas! Fiz de TUDO para dar certo. Estou com a consciência absolutamente tranquila. Mas não quero mais falar disso – afirmei resoluto – É parte do meu passado. Algo que eu quero e vou esquecer.

– Não quero que fale disso. Eu só sinto. Sinto muito… Talvez seja difícil para você acreditar, mas é a verdade.

– Eu sei – foi o que saiu de meus lábios enquanto eu fitava o chão.

Ficamos em silêncio por alguns instantes. Peguei um cigarro para mim. Ela entrou e eu fiquei na varanda desperto pela nicotina, pensativo como antes. Incomodado de alguma forma e tentando entender o porquê de eu estar ali.

Ao longe, ouvi o barulho de uma lata se abrindo. Pensei que era uma cerveja ou algo parecido, mas era uma Coca Zero.

– Toma… Vai te fazer bem.

– Eu agradeço, mas no fundo estou precisando dormir…

– Já coloquei um travesseiro e um cobertor no sofá. O controle do ar está na mesinha de centro. Qualquer coisa, eu estou no meu quarto. Boa noite!

E após um beijo na na minha testa, ela entrou para dentro do quarto rapidamente. Fechou a porta. Fiquei surpreso. Não entendi nada. Tentei me acertar no sofá, mas algo me incomodava… Levantei-me e fui até o quarto dela. Bati na porta. Ela me disse para entrar.

– Por que você me trouxe até aqui? Da última vez que nos falamos eu fui claro que…

Ela se levantou abruptamente e pôs os dedos em meus lábios, me silenciando.

– Eu também não sei porque te procurei e menos ainda porque fui te buscar. Foi algo mais forte que eu. De alguma forma, é bom ter você por perto. As coisas não aconteceram do jeito que eu queria, mas você sempre foi 100% honesto comigo e isso é raro. Você tinha um sonho e foi atrás dele.

Fiquei em silêncio. Eu não sabia o que dizer.

– Ainda pensa nela?

– Não posso… Não devo… Não quero. Chega.

– Entendo. Não diga mais nada, então… Vá descansar. Levante esse cabeça! Você seguiu seu coração. Eu também sou assim… Eu também sigo o meu. Boa noite!

Dei nela um longo abraço, um abraço sentido. Pelas mãos, ela me levou até o sofá e me cobriu. Passou a mão na minha testa, me encarou por alguns segundos e retornou para o quarto.

Logo depois, fui fumar mais um cigarro. Tomei mais uma Coca Zero. Deitei-me no sofá da sala e revi uma série de fotos. Reli conversas. Revi contatos. Tudo era muito recente e ainda mexia muito comigo. E por fim, adormeci, mas não antes de apagar qualquer traço que fosse do meu celular. Removi do meu blog tudo que encontrei sobre ela. Tudo guardado em um local seguro que eu não visitaria nunca mais. Disso eu tinha certeza. Esse foi o presente que me dei de Natal.

Ao acordar, havia um bilhete em cima da mesinha de centro.

– Fui almoçar na casa de uma tia. Há mais rabanada na geladeira. Fique bem! Um beijo.

Escrevi um obrigado bem grande com minha caligrafia horrenda no tal bilhete. Não comi nada. Fui para casa e novamente adormeci. Ao acordar, escrevi esse texto, ainda sem entender tudo o que estava acontecendo. Havia muitas coisas acontecendo. O tempo vai colocar tudo no seu devido lugar. É com isso que eu conto. Vou seguir em frente, sem olhar para trás por um instante que seja. Jamais.

Feliz Natal – 2020

Há dores que só você conhece, que pulsam e latejam em seu peito, e que fazem as lágrimas escorrer. Há desafios que parecem intransponíveis no agora. É a incompreensão que o circunda. É a solidão, a desilusão, e a falta de fé que o assombram. É a sensação de que você nao é bom ou forte o bastante para seguir em frente, e que ainda que faça de tudo ao seu alcance em atos e palavras, você parece invisível para o mundo e até mesmo para Deus.

Mas não hoje! Seja lá o que estiver se passando com você, seja lá o que você estiver enfrentando, seja lá o que você estiver sentindo, hoje é o dia do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, Nosso Único Salvador, e hoje é o dia de VOCÊ renascer!

O Natal é o momento de perdoar e pedir perdão. Você fez o melhor que podia. Deus sabe disso! Apenas não desista… Perdoe incondicionalmente e peça perdão. Entregue seu destino nas mãos de Deus. Espere… Aguarde….Confie. Ele tudo pode! Ele é Deus!

Feliz Natal!