Quase nada

Procurei em tuas palavras
Algo que fizesse sentido
Abraço ou ombro amigo
Não encontrei nada

Olhei para o vazio
Para o leito de um rio
De onde tudo já jorrou
E no qual não corre nem mais água

Não é que tenha dado em nada
Tudo deu e tudo foi
O antes, o durante e o depois
Esperanças embalsamadas

Afasta-me o tempo
Derruba-me sem alento
E o que ficou para comer
Foi a poeira da estrada

Nas idas e vindas
Das eternas despedidas
Restou só um amor
Que não vale nada.