Cachorra

Se não for para morder,
Não rosne.
Mas se for para morder,
Também não rosne.

Não quero seus avisos;
Quero seus ataques.

E sim…
Quero que seja uma cachorra!

CACHORRA!

Venha balançando o rabo,
Salivando,
Doida para me lamber,
Doida para receber meus carinhos,
Doida para se esfregar em mim.

Vou aproveitar e te ensinar alguns truques,
Com direito a petiscos no final.

E depois de todo alvoroço,
Que você se deite –
Colada em mim –
E fique.

Obedeça-me!

Simplesmente fique.

E que fique claro:
Não ligo para pedigree.

Mas se for para ser minha cachorra,
Que seja só minha cachorra,
Posto que só quero uma cachorra
Para muito bem amar e cuidar
Até o fim.

Eu te perdoo

Eu te perdoo. Não é apenas porque quero, mas também porque preciso. Eu te perdoo mesmo sem que você tenha se dado conta do que fez. Mesmo sem que você queira ou ache que precise do meu perdão. Eu te perdoo para eu poder seguir em frente de cabeça erguida, com o coração leve, esbanjando sorrisos. Eu te perdoo para eu poder voltar a ser quem eu era: um homem cheio de fé nas pessoas, na vida, em Deus. Eu te perdoo porque foi assim que aprendi com a minha família. Eu te perdoo porque eu sei e posso te perdoar. Eu te perdoo porque sei que é isso que Deus espera de mim. Eu te perdoo porque Deus me deu o dom do perdão.

Eu te perdoo! Seja feliz! Encontre paz! Que as bênçãos de Deus sejam abundantes na sua vida! E que Deus me perdoe por eu ter demorado algum tempo para oferecer o meu perdão. Foi difícil. Foi uma chance para eu evoluir enquanto pessoa, e de alguma maneira tenho que agradecer por isso. Sei que Deus não colocaria nada na minha vida sem motivo ou razão, e com o tempo sei que tudo fará sentido.

Eu te perdoo. Pode acontecer, vida! Eu estou pronto! Que Deus me abençoe! Eu sigo em paz. Eu sigo.

É teu

Gosto do jeito que me olhas:
Tu me vês melhor do que sou
Mais do que sou

Vês-me no futuro do presente
Em campos verdejantes
Em melhores e mais fartos dias

Gosto do jeito que me ouves:
Tu afagas minha cabeça
Enquanto digo em silêncio

Respeitas minhas dores
Meu passado, minhas flores
Meus cabelos acaricias

Gosto do jeito que me cheiras:
Pressentes e sentes
Os meus apelos e arrepios

Perfumas minha alma
Nos recantos do teu leito
Verdades me propicias

Gosto do jeito que me provas:
Tua língua em meu corpo
Meu corpo em tuas mãos

Sabores que eu desconhecia
Ofereces-me sem pudores
De todas as formas me sacias

Gosto de como me tocas:
Feito agora, sem demoras
Noite adentro, sem alento

Tocas fogo em minha pausas
Revigoras minhas entranhas
E fazes jorrar minhas fantasias

Mas acima acima de tudo
Gosto da tua capacidade
De dar sentido
Aos meus sentidos
Sinto-me amado
Sinto-me querido
Sinto-te
E o que eu sinto
É teu.

Love Me Tender – Elvis Presley

Fui “representado” a essa música de ontem para hoje em um momento pra lá de especial. A música é relativamente simples, e justamente por isso que impressiona. Através da simplicidade de sua melodia e de seus versos, Elvis, com sua voz única e inesquecível, conseguiu atingir todos os corações do mundo (inclusive o meu, claro). Um fenômeno! Que voz! Que cara f***!

Love Me Tender

Elvis Presley

Love me tender, love me sweet
Never let me go
You have made my life complete
And I love you so

Love me tender, love me true
All my dreams fulfill
For my darling, I love you
And I always will

Love me tender, love me long
Take me to your heart
For it’s there that I belong
And we’ll never part

Love me tender, love me true
All my dreams fulfill
For my darling, I love you
And I always will

Love me tender, love me, dear
Tell me you are mine
I’ll be yours through all the years
‘Til the end of time

Love me tender, love me true
All my dreams fulfill
For my darling, I love you
And I always will

agorababou.com – reflexões sobre 2020

Antes de mais nada, o meu MUITO OBRIGADO a TODOS os meus leitores. Não vou dizer que o blog não existiria sem vocês (seria mentira – eu escrevo porque eu gosto), mas a nossa interação me dá novas perspectivas sobre a minha escrita e, principalmente, sobre os temas que escrevo. Todos os comentários são sempre respondidos (com exceções dos tarjados com algo do tipo “não publique”, que não são raros), e podem ter certeza de que sempre os recebo com muito carinho. Temos que manter isso em 2021! 🙂

O blog cresceu 88% em relação ao ano anterior em matéria de visitas. Apesar desse número ser extraordinário, é bom ressaltar que a pandemia contribuiu muito para que as pessoas procurassem fontes alternativas de entretenimento, e isso com certeza está embutido nesse resultado. Continua sendo um blog pequeno, bem pequeno, mas só para dar um senso de proporção, o blog recebeu 25 vezes mais visitas em 2020 do que recebeu em 2015, quando começou, e, em média, apenas entre 10 e 15 dias em 2020 foram suficientes para superar todas as visitas de 2015. E melhor do que isso: O BLOG TEM UM PÚBLICO FIEL E ISSO NÃO HÁ NÚMERO QUE DETERMINE OU DEFINA ISSO! É algo simplesmente maravilhoso! 🙂

A página inicial continua sendo a mais visitada do meu blog: https://agorababou.com/. Não sei como isso se reflete nas estatísticas. A sensação que eu tenho é que a pessoa entra na página inicial, lê uma série de posts sem clicar em nenhum deles individualmente, e vai embora. Portanto, não me parece ser um bom negócio em se tratando de números. Pouco importa… Essa não é a atividade fim do meu blog. É claro que é bom ver o blog crescendo, mas eu continuaria a escrever mesmo que assim não fosse.

O post de outros autores mais visitado foi A gente vai embora – por Sérgio Cursino. Esse post bateu todos os recordes anteriores de visitas diárias do meu blog. Ao que tudo indica, a distribuição do link pelo WhatsApp ajudou muito. Até eu mesmo recebi esse post! 🙂

Em se tratando de textos de minha autoria, incluindo poesias, Clichê ganhou de lavada de todos os outros. Nem é um texto com muitas curtidas, mas um texto que mexeu muito com o imaginário feminino. Muitas visitas acompanhadas de muitas perguntas. Desde perguntas bobas do tipo “Para quem você escreveu?” até, literalmente, propostas indecentes. Obviamente, me pergunto o porquê do post não ter mais curtidas ou comentários publicáveis, e me deparo com coisas do tipo preconceito, vergonha, tabu, etc. Faz parte. Não deveria fazer.

O curioso disso tudo é que o blog nasceu para falar sobre política, e nesse sentido o nome ficou até meio que inadequado. Paciência. Não vou mudar. Como estou postando de tudo (prosas, versos, músicas, política, etc.), nenhum nome seria 100% adequado de uma forma ou de outra.

Enfim… Esse é um resumo fiel do que aconteceu no ano passado. Que em 2021 a gente se esbarre mais vezes por aqui. É o sexto ano do blog com mais de 1.100 textos publicados, além de infinitos textos ainda por publicar. Tenho certeza de que não faltarão oportunidades ou motivos para que isso aconteça.

Alguma ideia ou sugestão? Sou todo ouvidos! Sério mesmo… Sintam-se absolutamente à vontade!

Um forte abraço e fiquem com Deus!

Sem palavras

Você me conquistou no dia em que eu precisei ir
E sem palavras você me disse: “eu te espero”

Acabei por voltar de onde nem era o meu lugar
E sem palavras você me disse: “eu te quero”

E por fim, trocamos olhares tomando vinho no chão da sala
E sem palavras você me disse: “eu te amo”

Estou até agora sem palavras
E eu não sou de ficar sem palavras

Mas mesmo que eu tivesse todas as palavras
Meu coração resiste e ao mesmo tempo insiste
Para que eu lhe diga sem palavras: “eu também”.

Travesseiro

Na tentativa de abafar
Com um travesseiro
Os gritos e gemidos
Que jorravam de sua boca
Em meio a todos aqueles aguaceiros
Acabou por se entregar
Ainda mais
Muito, muito mais
E fez rugir e estrondar
A cama, o quarto
E nossos corpos inteiros.