Volta por cima – por Maria Bethânia

Meu avô cantava essa música para mim quando eu era ainda um moleque. As memórias ficaram e as lições também. Valeu, vô!!! 🙂

Que voz tem essa mulher! Que banda! O autor da música, só para deixar claro, é Paulo Vanzolini. Divirtam-se! 🙂

P.S.: Ela é uma entidade. Não é só uma intérprete.

Regret #9 Extended – Steven Wilson

Já postei essa música no blog por outros motivos (solo de guitarra do Guthrie Govan), mas a versão completa dessa música… Típico som que qualquer fã de rock progressivo gostaria de ver ao vivo. É muito talento e, acima de tudo, muito bom gosto. Os sintetizadores (teclados) absolutamente perfeitos, criando várias texturas e tessituras surreais quem transportam os ouvintes para uma outra dimensão. Definitivamente, uma obra de arte.

Divirtam-se! 🙂

Você não é perfeito (e nem eu)

“Vejam os absurdos que fizeram comigo! Sim, eles! Só não me perguntem (e se souberem ignorem) os meus mal feitos para com eles!”

Há momentos em que é preciso fazer um sincero e pretencioso mea culpa. É preciso olhar-se no espelho, de verdade, e reconhecer-se. É preciso não insistir em narrativas vitimistas, fantasiosas e falaciosas. É preciso parar de tentar defender o indefensável, o injustificável. É preciso olhar para dentro e admitir o dano que foi causado ao outro, ainda que sem querer.

A vida é isso. Não pode se ver como errado e se absolver aquele que não reconhece o próprio erro. Nem aquele que aponta os dedos em todas as direções em busca de culpados, quando deveria ao menos estar apontando alguns dedos para si mesmo. Nem aquele que foi imprudente ou mesmo inconsequente e não admite a possibilidade de ter se comportado de maneira inadequada. Nem aquele que acredita que na sua história, no seu curriculum, não há nenhum mal feito.

É preciso parar de achar que todos os outros são os culpados, menos o eu. Sim, o eu. O eu também erra ainda que de maneira involuntária. O eu não é perfeito e precisa se dar conta disso. O eu não está acima do bem e do mal. O eu não pode apenas querer ser desculpado sem nunca se culpar ou mesmo se responsabilizar para se desculpar em seguida. O eu precisa se colocar no lugar dos outros para entender o que está acontecendo em sua própria vida. O eu precisa saber que a vida é mais do que a percepção que ele tem de si mesmo.

Não, isso não é obrigatório. Nada é obrigatório. Ninguém precisa mudar para deixar os hábitos ruins de lado. Ninguém precisa abandonar as desculpas e as justificativas. Ninguém precisa tentar entender melhor o mundo dos outros e o mundo ao seu redor. Ninguém precisa reconhecer que não é perfeito. Ninguém. Já para ser alguém, é preciso tudo isso.

As pessoas tendem a perder a paciência com os perfeitos, porque sabem que eles não existem. A perfeição é uma afronta para quem possui um mínimo de inteligência. Pior: a perfeição impede que a pessoa seja de fato perdoada. Perdoar o perfeito? Por quê? O perfeito sequer precisa disso. O perfeito só faz o que é certo e está implícito que todas as culpas e responsabilidades no transcorrer de sua vida são dos outros, sempre.

Sim, tem a ver com humildade. Tem a ver com baixar a guarda. Tem a ver com procurar o diálogo. Tem a ver com o “eu queria entender o porquê de você estar assim comigo”. Tem a ver com o “será que eu fiz algo tão grave e não percebi?” Tem a ver com o “será que eu dei motivos?” Tem a ver com reconhecer que a realidade vista pelos olhos dos outros pode ser diferente da que se imagina. Tem a ver com reconhecer uma eventual miopia. Tem a ver com querer resolver em definitivo os problemas. Tem a ver com se tornar humano, imperfeito, e justamente por isso merecedor do perdão, da compaixão, de amparo, de auxílio.

Escrevi esse texto me olhando no espelho. Continuo imperfeito, graças a Deus (esse sim, perfeito)! Feliz assim. E você?

Indignação seletiva

Quando o são fica puto

E cheio de motivos

Perde a paciência,

Indignação!

Não há indulto!

Mas quando é um maluco,

Do tipo que vive puto,

Dizem só:

“É preciso ter paciência.”

The Outstanding Blogger Award 2021 – Continuação

Fui indicado para o prêmio pelo blog Mágica Mistura (link para o post). Então, eu indiquei a Francielle Santos para o prêmio, que por sua vez indicou o Guilherme Angra, que me indicou de volta. Portanto, antes de mais nada quero agradecer ao Guilherme. Muito obrigado pela indicação e pelo reconhecimento do meu trabalho! Só que como já indiquei 10 pessoas anteriormente, vou apenas responder as perguntas dele. Parece-me justo.

1 – Qual o livro que lhe mudou a perspectiva de vida?

Em nível pessoal, O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry. É um livro que levo sempre em meu coração. Já em nível acadêmico, As paixões e os interesses: Argumentos políticos a favor do capitalismo, de Albert O. Hirschman, que consolidou em mim as ideias do pai do liberalismo econômico, Adam Smith. Até leio alguns livros de ficção e mesmo de poesias, mas acabo sempre me voltando para livros mais focados em Ciência Política e Economia.

2 – Por que você escreve?

Eu já devo ter respondido essa pergunta de várias formas diferentes em períodos diversos da minha vida. Hoje (pode ser que amanhã mude), escrevo para organizar os meus pensamentos. Depois que escrevo, muitas vezes não me reconheço e nesse processo acabo descobrindo um pouco mais de mim. A escrita também me liberta e é uma forma de dissipar ou ressignificar sentimentos muitas vezes conflitantes, que vão do amor ao ódio, passando por expectativas destruídas e mensagens de esperança.

3 – Qual o propósito da sua existência?

Ajudar ao próximo sempre que for possível e fazer os outros pensarem. Vejo muita preguiça de pensar nas pessoas, o que se reflete na terceirização do pensar. As pessoas leem o resumo do resumo do resumo e se consideram especialistas em um determinado assunto por conta disso. Obviamente, um efeito extremamente nocivo da Era da Informação (ou seria da desinformação?). Quando digo que não gosto do marxismo, por exemplo, me dei ao trabalho de ler O Capital. Não é possível concordar ou discordar de nada baseado no achismo de terceiros. Não tolero pensamentos enlatados. É uma mensagem que sempre tento levar adiante, algo extremamente difícil em um país onde todos se consideram especialistas em tudo.

4 – Três coisas que você precisa fazer antes de morrer:

Cuidar, educar e ver a minha filha crescer (ela é a pessoa mais importante que existe em meu mundo), assistir a um show do Nightwish com a Floor Jansen nos vocais, e voltar a tocar violão/guitarra em alto nível como já fiz no passado.

5 – Quando você se analisa a sua história até aqui, o que mais lhe comove?

Descobrir que eu eventualmente caio, mas que eu sempre me levanto. Eu sou muito mais forte do que eu me imaginava ser.

6 – Quem é o seu maior mentor?

Jesus Cristo e não necessariamente apenas por questões religiosas. Para mim, um exemplo a ser seguido e que ainda estou muito distante de alcançar. Jesus Cristo para mim foi o homem mais sábio que já pisou na Terra.

7 – Qual a frase que você escolherá para a sua lápide?

Aqui jaz alguém que nunca se acovardou diante dos desafios da vida.