Outro dia

Longe das palavras,
Longe das poesias,
Senti na minha boca
O cheiro
Que somente a ti
Pertencia.

Não me dei conta
Naquele momento,
Naquele lugar,
Que as águas
Que eu estava
A navegar
Eram de fato
De outra fantasia.

Até que ela me perguntou
Se dela eu no futuro
Me lembraria,
E foi aí que me lembrei
De que para ti
Também disse
Que não me esqueceria.

E na inocente sinceridade
Que a ti eu devia
Calei a sua boca
Como pude
Sem qualquer pudor,
Inibição,
Ou hipocrisia.

Talvez eu a ela
Ainda responda
Não hoje –
Defintivamente não hoje –
Posto que o seu mel
Da minha boca
Ainda escorria
Quando fui-me embora
Prometendo voltar
Amanhã
Ou qualquer outro dia.

Entre o esquecer
E o lembrar,
Minha boca
Permaneceu calada,
Mas chocou-me
Não ser mais teu
O cheiro que
Inebriava minha alma
E somente de ti
Verdadeiramente resplandecia.

2 pensamentos sobre “Outro dia

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