Lembro-me

Do teu perfume e da tua maquiagem sutil,

Da cor e do corte do teu cabelo,

Da gargantilha e do pingente,

Da cor das tuas unhas,

Dos anéis e dos dedos,

Das leveza das tuas mãos,

Da pulseira e da bolsa,

Da tua roupa e do teu salto,

Da tua cadeira e do teu sentar,

Da água e do vinho,

Da tua mão segurando a taça,

Do nosso brinde e de seus motivos,

Dos assuntos e das conversas,

Das palavras e das entonações,

Dos segredos e das confissões,

Dos sorrisos e das risadas.

Muitas risadas… Todas as risadas…

Do prato principal e da sobremesa,

Da vontade de te ter sobre a mesa,

Da vontade de rolar no chão.

Do motorista do Uber e do curto trajeto,

Das mãos entre as tuas pernas,

Da calcinha que desapareceu,

Dos teus braços me segurando diante do desafio que eram as pedras portuguesas,

Do boa noite para os porteiros,

Da falta de limites no lobby,

Da ânsia inequívoca do elevador,

Da chave magnética que o paraíso abria,

Da tua nudez de corpo e alma,

Da pressa absurda pelo abrigo e para o perigo,

Das almas de joelho,

Dos corpos no espelho,

Das roupas pelo chão,

Do prazer, do desespero, do gozo e da sofreguidão,

Do caos e da falta de limites,

Dos lençóis inutilizados,

Da tua cabeça no meu peito,

Dos teus e dos meus suspiros,

Da sensação de que ali estava tudo e que era só seguirmos em frente…

Quando me perguntam se eu já fui feliz um dia,

É deste dia que me lembro

E corrijo quem me pergunta:

Desde este dia,

Eu sei o que é ser feliz

E a felicidade

É tudo que de ti me lembra.

4 pensamentos sobre “Lembro-me

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