A mercê do mar

Diga-me, mar,
O que fazer
Com estas ondas de felicidade que me banham,
Que não sei se são pura ressaca
Ou se é assim que agora hão de ser.

Diga-me, mar,
Se do amor já é chegado o tempo,
Para em tuas águas recomeçar
Rumo ao destino por mim desejado,
A mercê do poder e da força dos teus ventos.

Na estrada

Estou seguindo nesta estrada

Retas e curvas

Não deixo escapar nada

E o melhor de tudo

É que estou de carona –

Dia e noite, na madrugada –

E ainda assim me dirigindo

Por esta jornada

Que nunca se repete

E que nunca, nunca

Se acaba.

Nossa Senhora de Fátima – 2022

Sempre fui devoto de Nossa Senhora de Fátima e o dia 13 de Maio sempre foi especial para mim. Cheguei a achar que era por conta de grande parte de minha família ser portuguesa, mas não. Não mesmo. É algo que eu tenho dentro de mim e não sei sequer explicar.

Na primeira vez que estive no Santuário de Fátima, meu mundo mudou, minha vida mudou, tudo mudou. Eu passei a sentir uma presença constante em minha vida, e todas as vezes que eu me sentia perdido de alguma forma, sem perceber era a Ela que eu recorria, na esperança de que ela intercedesse diante de Nosso Senhor Jesus Cristo. E ela sempre intercedia.

Muitas vezes, parecia que a minha vida estava indo para trás, quando na verdade era Ela evitando que eu enfrentasse um problema maior. Dois passos para trás seguidos de mil passos para a frente.

Então, no dia de hoje, nada tenho a pedir. Só quero agradecer o que Ela tem feito por mim e por minha família. Sinto-me abençoado e abraçado por Ela todos os dias.

Ave Maria

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.

Que o amor de Nossa Senhora de Fátima esteja nos lares de todos vocês!

Tuesday’s Gone – Lynyrd Skynyrd

Finalmente me lembrei de postar esta música em uma terça-feira. Sem palavras. É Lynyrd. É tudo! 🥰

Já tive o privilégio de assistir a uns 15 show desta banda e participei de uma banda que só tocava Lynyrd Skynyrd (vício de niteroiense).

Enjoy!

Distante

Quem é você?
Onde você estava,
Quando nosso amor morreu
E de nós não sobrou nada?

Saia dos meus sonhos!
Largue a minha mão!
Porque eu quero voar
E ser poeira na imensidão.

Que sejam lugares distantes,
Onde nada aconteceu,
Onde nunca existimos,
Onde nunca fomos você e eu.

Me deixa gritar
Os gritos que ninguém ouve,
Me deixa entender
Que o amor sempre esteve longe.

Dói demais dizer
Adeus para o que não existe,
Saber que eu era seu
E que por isso eu era triste.

E se você nunca mais me ver,
É porque me tornei invisível,
Andando leve pelas nuvens,
Sonhando com o que é possível.

Talvez seja melhor assim,
Eis aí o meu destino,
E esteja eu onde eu estiver,
Estarei abraçado comigo.

Deep Beneath The Surface – Dream Theater

Sim, a música é lindíssima. Nunca subestime o pessoal que toca música pesada quando o assunto são baladas e músicas românticas.

É uma música triste. Uma música que fala de amor, de desencontro, de indiferença, e fim. Muitas histórias que, por um motivo ou por outro, acabam assim.

A letra está no próprio vídeo, mas vou coloca-la no final de qualquer maneira.

Apreciem sem moderação.

Deep Beneath The Surface
(Dream Theater)

Is there ever really a right time?
You had led me to believe
Someday you’d be there for me.

When the stars above aligned,
When you weren’t so consumed…
I kept looking for the clues.

So I waited in the shadows of my heart
And still the time was never right.

Until one day I stopped caring
And began to forget why I longed to be so close.
And I disappeared into the darkness
And the darkness turned to pain
And never went away
Until all that remained
Was buried deep beneath the surface.

A shell of what things could have been.
Tired bones beneath a veil
Of guarded secrets all too frail
Sad to think I never knew
You were searching for the words,
For the moment to emerge.

Yet, the moment never came.
You couldn’t risk my fragile frame.

Until one day you stopped caring
And began to forget why you tried to be so close.
And you disappeared into the darkness
And the darkness turned to pain
And never went away
Until all that remained
Was buried deep beneath the surface.

I would scream just to be heard,
As if yelling at the stars.
I was bleeding just to feel.

You would never say a word.
Kept me reaching in the dark.
Always something to conceal.

Until one day I stopped caring
And began to forget why I longed to be so close.
And I disappeared into the darkness
And the darkness turned to pain
And never went away
Until all that remained
Was buried deep beneath the surface.

P.S. 34

Ela diz para todos que sou o grande erro da sua vida, e ainda assim ela erra compulsivamente todas as sextas e todos os sábados (domingos a combinar) desde que nos conhecemos.

O nada é o tudo

O amor não acaba de repente. Vai desaparecendo aos poucos, em câmera lenta, e não morre. Simplesmente deixa de existir. Se transforma em nada.

Você pensa em ligar, em mandar mensagens, mas como você sabe qual rumo a conversa irá tomar, dá preguiça. Vira para o lado e dorme.

Você vê uma foto que já disse muito e que já foi até a foto de fundo do seu celular, mas simplesmente a apaga. Não há porque mantê-la.

Você ouve aquela música, que era a música do casal, e não cai uma única lágrima. O peito não aperta. Nada de borboletas no estômago. A música não mais desnuda a tua alma. Por melhor que seja, vira só mais uma entre tantas de uma quase infinita playlist.

Você muda de assunto quando falam do passado. Não porque não goste de falar de algo que foi doloroso em tua vida, mas porque não há mais nada a ser dito. Você não quer mais a tua presença ou a tua imagem associada com quem ficou para trás.

Você sente aquele perfume antigo, que já te disse tanto, se tornar apenas mais um entre tantos. Se liga em novos cheiros, em novos gostos, em novas combinações, e fica animado com as possibilidades.

Você se deixa tocar por outra pessoa. Beija, abraça, fala de tesão, paixão, amor. Vai para a cama e não sente a sensação de estar traindo alguém. Está só vivendo e sendo feliz. Sem pressa. Sem desespero. É você com quem estiver com você e mais nada.

Você reencontra velhos amigos, marca 300 eventos, e em cada um deles se sente plenamente presente, integral. Esquece onde deixou o celular. E se termina a noite chorando, é porque bebeu demais e lembrou da tua falecida bisavó dando sermão no grupo de crianças chatas das quais você fazia parte.

Você se olha no espelho e se sente bem em tua companhia, tranquilo, em paz com a tua consciência e em paz com as tuas escolhas e lembranças. Está seguindo em frente sem olhar para trás.

Difícil escrever um texto sobre o que não mais existe. Ainda assim, este texto é sobre o nada, porque foi no nada que me encontrei e em seguida encontrei tudo.

Vossos filhos não são vossos filhos – Khalil Gibran

Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.