Hail To The King – Avenged Sevenfold

E aí, você coloca a sua filha em um colégio católico, na esperança de que tudo dê certo. Boas influências e tudo de bom que a mesma escola fez por você no passado.

E aí, você chega em casa e vê sua filha com sua guitarra na mão tentando tocar uma música do Avenged Sevenfold.

E aí, você pensa:

– PQP! Melhor colégio do mundo! 🙂🙂🙂

Merda de poema

Não me importei com as falas,
Muito embora eu as sentisse.
Mas as perversões em riste,
Eram em mim cilícios lancinantes.

Saí de cena,
Emudeci-me,
Resignei-me.

Tomei rumo,
Prumo,
Vodka,
Gin,
Whisky,
Cerveja.

Mas quando a alma é pequena –
Se é que existe –
Nada de fato vale a pena,
Nem mesmo uma merda de poema.

Nuvens cinzentas

As nuvens –
Antes cinzentas –
Assopram-me em direção ao sol.

Justo o sol,
Que sempre lá esteve.
Justo o sol,
Que das nuvens independe.

Mas eis que voar por entre
As nuvens densas e cinzentas,
Fez-me valorizar ainda mais o sol,
Que me aquece,
Que me remexe,
E minha pele aquece,
E faz bater meu coração.

Queria eu ter entendido antes,
Que as nuvens então cinzentas,
Eram catalisadoras da minha ascenção.

(querendo eu ou não)

Pelas nuvens cinzentas eu ascendi,
E o sol tudo em mim acendeu.

Anil

Volta e meia,
Visitas-me em sonhos.

Interagimos,
Nos sentimos –
Existimos! –
Pelo menos durante a madrugada anil.

E quando o dia seguinte se acorda,
Fica a presença,
O perfume,
O toque…
Fica até a tua voz!

Fica tudo de quem para sempre se foi,
Mas que de mim nunca partiu.

Autossabotagem

E se…
Vai que…
Quem sabe?
Será?
Talvez…

No mundo das escolhas,
No palco das ilusões,
No futuro que se altera
Diante do sim e do não,
A vida segue resoluta,
Diante da amarga autossabotagem
Que é não tomada de uma decisão.

Qualquer coisa
É só culpar o destino
E deixar tudo por isso mesmo:
Café frio sobre a mesa
Adoçado com lágrimas ácidas e salgadas
Que brotam do coração.

A felicidade dá medo;
Todo o resto não.

Pedra Fundamental

Sair de cabeça erguida,
Brindar a integridade,
Degustar a verdade,
Manter a sanidade,
Ver as luzes da cidade
E sentir orgulho do eu que já não mais sou.

Porque este eu,
Este que não mais sou,
Lutou como sabia,
Tentou tudo que lhe cabia,
E na sua derrota aparente,
Surgiu vitorioso um dia.

Não venceu ninguém,
Posto que com ninguém competia.

Não humilhou ninguém,
Posto que assim se humilharia.

Foi só um alguém,
Que verdadeiramente existia.

E hoje, mais forte,
Mais valente,
Mais amoroso,
Olho para o eu que já não sou
E agradeço a Deus de joelhos por já ter sido.

Porque tudo que eu era
É hoje pedra fundamental
Do que vivo,
Do que sinto,
Do que acredito,
E de tudo mais que eu já sou,
E de tudo mais que eu ainda serei.