agorababou.com – reflexões sobre 2020

Antes de mais nada, o meu MUITO OBRIGADO a TODOS os meus leitores. Não vou dizer que o blog não existiria sem vocês (seria mentira – eu escrevo porque eu gosto), mas a nossa interação me dá novas perspectivas sobre a minha escrita e, principalmente, sobre os temas que escrevo. Todos os comentários são sempre respondidos (com exceções dos tarjados com algo do tipo “não publique”, que não são raros), e podem ter certeza de que sempre os recebo com muito carinho. Temos que manter isso em 2021! 🙂

O blog cresceu 88% em relação ao ano anterior em matéria de visitas. Apesar desse número ser extraordinário, é bom ressaltar que a pandemia contribuiu muito para que as pessoas procurassem fontes alternativas de entretenimento, e isso com certeza está embutido nesse resultado. Continua sendo um blog pequeno, bem pequeno, mas só para dar um senso de proporção, o blog recebeu 25 vezes mais visitas em 2020 do que recebeu em 2015, quando começou, e, em média, apenas entre 10 e 15 dias em 2020 foram suficientes para superar todas as visitas de 2015. E melhor do que isso: O BLOG TEM UM PÚBLICO FIEL E ISSO NÃO HÁ NÚMERO QUE DETERMINE OU DEFINA ISSO! É algo simplesmente maravilhoso! 🙂

A página inicial continua sendo a mais visitada do meu blog: https://agorababou.com/. Não sei como isso se reflete nas estatísticas. A sensação que eu tenho é que a pessoa entra na página inicial, lê uma série de posts sem clicar em nenhum deles individualmente, e vai embora. Portanto, não me parece ser um bom negócio em se tratando de números. Pouco importa… Essa não é a atividade fim do meu blog. É claro que é bom ver o blog crescendo, mas eu continuaria a escrever mesmo que assim não fosse.

O post de outros autores mais visitado foi A gente vai embora – por Sérgio Cursino. Esse post bateu todos os recordes anteriores de visitas diárias do meu blog. Ao que tudo indica, a distribuição do link pelo WhatsApp ajudou muito. Até eu mesmo recebi esse post! 🙂

Em se tratando de textos de minha autoria, incluindo poesias, Clichê ganhou de lavada de todos os outros. Nem é um texto com muitas curtidas, mas um texto que mexeu muito com o imaginário feminino. Muitas visitas acompanhadas de muitas perguntas. Desde perguntas bobas do tipo “Para quem você escreveu?” até, literalmente, propostas indecentes. Obviamente, me pergunto o porquê do post não ter mais curtidas ou comentários publicáveis, e me deparo com coisas do tipo preconceito, vergonha, tabu, etc. Faz parte. Não deveria fazer.

O curioso disso tudo é que o blog nasceu para falar sobre política, e nesse sentido o nome ficou até meio que inadequado. Paciência. Não vou mudar. Como estou postando de tudo (prosas, versos, músicas, política, etc.), nenhum nome seria 100% adequado de uma forma ou de outra.

Enfim… Esse é um resumo fiel do que aconteceu no ano passado. Que em 2021 a gente se esbarre mais vezes por aqui. É o sexto ano do blog com mais de 1.100 textos publicados, além de infinitos textos ainda por publicar. Tenho certeza de que não faltarão oportunidades ou motivos para que isso aconteça.

Alguma ideia ou sugestão? Sou todo ouvidos! Sério mesmo… Sintam-se absolutamente à vontade!

Um forte abraço e fiquem com Deus!

Sem palavras

Você me conquistou no dia em que eu precisei ir
E sem palavras você me disse: “eu te espero”

Acabei por voltar de onde nem era o meu lugar
E sem palavras você me disse: “eu te quero”

E por fim, trocamos olhares tomando vinho no chão da sala
E sem palavras você me disse: “eu te amo”

Estou até agora sem palavras
E eu não sou de ficar sem palavras

Mas mesmo que eu tivesse todas as palavras
Meu coração resiste e ao mesmo tempo insiste
Para que eu lhe diga sem palavras: “eu também”.

Travesseiro

Na tentativa de abafar
Com um travesseiro
Os gritos e gemidos
Que jorravam de sua boca
Em meio a todos aqueles aguaceiros
Acabou por se entregar
Ainda mais
Muito, muito mais
E fez rugir e estrondar
A cama, o quarto
E nossos corpos inteiros.

Punas-me!

Silêncio…

Só consigo sentir os teus gemidos
Tuas coxas selaram meus ouvidos

Falar eu não consigo
E ainda assim com fúria te bendigo

Por que fazes isso comigo?

Teu ventre é um perigo
Mereço de fato este castigo?

Mereço
E pior do que isso:
Quero sempre mais

Punas-me!

Nocturne No. 20 C-Sharp Minor – Chopin

Essa noite, ouvi essa música tomando um “scotch” e dando umas baforadas em um charuto. Fez-me esquecer que eu estava nesse planeta por alguns instantes. Recomendo a experiência. Vou repeti-la. 🙂