Estiagem

E essas coisas

Que eram poucas

E eram tantas!

 

Cheiro de terra fértil

De flores

Aromas

Cores

Sabores

 

Sombra da árvore

Onde eu descansava

Sombra da árvore

Que eu protegia

Era ali que eu me achava

Era ali que eu me via

 

E dessas coisas tantas

Ficaram coisas poucas

E o rio que já correu em meu rosto

Diante da estiagem

Se esvazia.

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Andy Timmons – Como assim???

Não sei o porquê de eu ter demorado tanto tempo para perceber a grandeza desse guitarrista. É de impressionar! Detalhe: as músicas dele ao vivo são melhores que as gravadas em estúdio. Detalhe para o solo de baixo do primeiro vídeo. 🙂

Inexclicáveis

De todos os clicks e likes que já recebi

Quantos tantos outros deixei de receber

Por serem inexclicáveis?

Quantos foram sorrisos?

Quantos foram saudade?

Quantos foram desejos?

Quantos foram vontades?

Quantos foram orgasmos?

Quantos foram queijos e vinhos?

Quantos foram café?

Quantos foram eus desobrigados?

Quantos foram paixão?

Quantos transbordaram?

Quantos foram o infinito?

Quantos foram liberdade?

Quantos foram amor?

Quantos ainda hoje são

Quantos simplesmente são

Independentemente do que se diz que é?

Quantos…

Quantos…….

Quantos………….

Tudo é tão inexplicável

E a vida assim

Seguindo

Morrendo

E vivendo

Em verdades

Inexclicáveis.

Cravo & Canela

Reparei nela…

Comecei pela canela

Depois, café com pó de canela

Mais tarde, óleo de canela

E canela em pau

Obviamente

Só pra ela

Posto que eu cravo

Que nela vigorosamente canela.

A voz do coração

Há poesia em tudo

E se tudo já é uma poesia

Deve o poeta ficar mudo?

 

Não que me falte vocabulário

Mas como definir em palavras

O sorriso de uma criança

A leveza de uma bailarina

O vôo de um pássaro

O cheiro de uma rosa

A graça de uma joaninha

As nuvens

O céu

O vento

O mar

O amar

A vida…

 

Eu contemplo

E quando ouso escrever

É só para mostrar

Do que meu coração é feito

 

Tentar redefinir o perfeito?

Lamento

Mas nem de longe eu tento.

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