Sem medo

E a gente vai…

Sóbrio ou ébrio

De pé ou de joelhos

Sorrindo ou chorando

Mas a gente vai…

 

Ir é necessário

 

Ainda que não seja por opção

Ir faz-se necessário

Em um universo de infinitas possibilidades

É um sinal de gratidão

Pelo que já foi

Pelo que é

Pelo que ainda está por vir.

epicuro-01

Por acaso

O dia amanheceu chuvoso, nublado. Melancólico, por assim dizer. Enquanto eu observava da janela da minha sala carros e prédios, pessoas indo e vindo, uma forte inquietude tomou conta de mim. Eu também estava chuvoso, nublado. Seria o momento perfeito para pegar um cigarro, mas felizmente eu não fumo.

E meio que sem perceber, comecei a me olhar por dentro. Não gostei do que vi. Havia vários pontos de interrogação na minha mente, e eu estava sendo consumido por eles. Por quê? Como? Onde? Será? Quando? Eu não tinha nenhuma resposta. Nenhuma.

Dizem que fazer exercício ajuda nessas horas. Sem pensar duas vezes, fui para a academia. Eu não gosto de guarda-chuva, e por algum motivo gosto muito da chuva batendo no meu corpo. E nesse dia, a chuva parecia especial. Parecia estar me lavando. Não sei explicar.

E pelo caminho até a academia, vi alguns comércios ainda abrindo. A vendedora da ótica onde comprei meus óculos me deu bom dia. O vendedor de flores também. O pessoal da recepção da academia idem. Todos esbanjavam sorrisos. Eu não. Será que eu era o único triste?

Coloquei meu fone de ouvido e liguei o Spotify. Whitesnake, para ser mais preciso. A combinação da música com os exercícios estava surtindo algum tipo de efeito. Pelo menos naqueles momento os pontos de interrogação se tornaram secundários. Eu estava mais preocupado com a ausência do sorriso no meu rosto.

Fui ao banheiro da academia antes de ir embora, e me olhei no espelho. Foi difícil me encarar. Difícil me olhar olhos nos olhos. Difícil não ver o meu sorriso. Difícil ao ponto de lágrimas escorrem pela minha face. Realmente um dia chuvoso e nublado para mim.

De dentro do banheiro, ouvi um grito. Senti que era algo relacionado a dor. Saí correndo e vi uma senhora sentada no chão com dor nas costas.

Aproximei-me sem saber exatamente o que fazer. Ofereci minha mão para ajuda-la a se levantar.

– Obrigada, meu filho!

Eu evitava os olhos dela, mas eu a levantei de tal forma que ela ficou bem de frente para mim.

– Você estava chorando?

Tentei disfarçar. Culpei o suor da academia, um possível cisco no olho, conjuntivite… Ela não aceitou a resposta.

– Todo mundo chora. Não tenha vergonha disso. Não sei o motivo das suas lágrimas, mas sei que as minhas costas estão quebradas. Isso pode me fazer chorar! Aliás, faz muito tempo que você trabalha aqui na academia?

– Não, eu não trabalho aqui… É que vi que a senhora estava precisando de ajuda e saí correndo do banheiro…

– Chegou antes do pessoal da academia, não é mesmo? Entende onde quero chegar?

– Sinceramente, não… Estou um pouco lento hoje.

– Eu precisei de ajuda. Você apareceu. Saiu de casa querendo ajudar uma pessoa com dor nas costas ou foi algo que aconteceu por acaso?

– Totalmente por acaso. E a sorte é que eu já havia desligado a música, ou não teria ouvido a senhora gritar.

– Percebe que várias coisas aconteceram para que você estivesse aqui, bem na minha frente? Percebe que o acaso fez com que você, sem me conhecer, me ajudasse? Percebe agora onde quero chegar?

– Acho que sim… Eu gosto de ajudar as pessoas.

– E de ser ajudado, você gosta?

Fiquei em silêncio. A resposta óbvia seria um sim, mas hesitei… Ela sorriu.

– Permita-se ser ajudado, meu filho. Sei que a vida nem sempre é fácil, mas se você se fechar para ela, nada do que está aí dentro vai ser curado. Permita-se viver o acaso. Você pode se surpreender com os resultados. Agora, vai lá no banheiro e seca seus olhos. Além de tudo, você está descabelado!

Ela soltou uma gargalhada, eu sorri e fui para o banheiro. Acertei meu cabelo, limpei meu rosto, e me lembrei do meu sorriso ausente… Eu não sabia exatamente o porquê, mas me senti na obrigação de sair do banheiro sorrindo. Quando saí, não vi mais a senhora… Devo ter demorado muito nas minhas divagações.

– Bom dia, pessoal! Até amanhã!

Falei firme com o pessoal da recepção. Eu estava sorrindo. Eles também estavam. Algo havia mudado em mim.

Dei novamente um bom dia para o vendedor de flores e para a vendedora da ótica. Peguei um brinquedinho de uma criança pirracenta que estava no chão e o devolvi para a mãe, enquanto um cachorro quase derrubava a mesa de um café para comer o pão de queijo do seu dono.

Realmente, estava tudo muito engraçado. Subi para tomar banho, e comecei a pensar em tudo que tinha acontecido. Lembrei-me da senhora, da interação que tivemos, e de como a rua tinha ficado, de repente, super interessante.

Não foi a rua que mudou. Nada ficou mais interessante do que já era. Tudo acontecia ali, todos os dias, bem diante do meu nariz, e precisou uma senhora sentir dor nas costas na academia para eu perceber tudo isso. Obra do acaso, creio eu.

Os pontos de interrogação reapareceram, mas decidi que não daria muita atenção para eles. Saindo do banho, comecei imediatamente a trabalhar. Sim, eu trabalho de casa.

Eu estava revigorado, e tomei uma decisão. Decidi me abrir para o caso justamente nesse dia chuvoso e nublado. Senti um arrepio no meu corpo. Os pontos de interrogação são insistentes! Preferi ignora-los por ora, e meu telefone tocou.

– Fala, Fábio!!! Tudo beleza?

Era um amigo. Agradeci mentalmente pelo encontro com aquela senhora. Sorri novamente. Acaso: aqui vou eu.

acaso

Hoje é dia da minha mãe!

Feliz Dia das Mães! Essa é a história da minha mãe. Que ela inspire e sirva de exemplo para todos. O texto foi escrito em 2005, mas o amor que sinto por ela continua o mesmo! Aliás, de lá para cá só aumentou!

AGORA BABOU

Escrito para a minha mãe e entregue no Dia das Mães de 2005. É minha história. Minha vida.

– Concepção

Anda… Não pára!
Você tem que ser o primeiro!
Você precisa chegar lá!
Você se preparou a vida inteira para isso…
Vai morrer na praia, ou melhor…
Vai morrer aí dentro?
Se fosse na praia, tudo bem…
Mas aí? É escuro, úmido…
Não está com medo?
Portanto, corre!
Deixa esse povo todo para trás e mostra do que você é feito!

E assim foi. Se esse espermatozóide não tivesse ouvido as palavras de incentivo que a vida gritava incessantemente para ele, eu não estaria aqui. Talvez até estivesse, mas possivelmente não me chamaria Fábio. Talvez tivesse vindo de outra forma, através de outra pessoa… Enfim… No dia da corrida inaugural e derradeira desse espermatozóide nada errante, eu venci, minha alma venceu.

E aqui estou eu. Sou o resultado desse processo…

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Vida sem rodinhas

Tem gente que acha que amor é doença, que felicidade é ilusão, que arriscar não é permitido, e que a idade e os compromissos são um impeditivo para viver. Tem gente que tem medo de não estar no controle, de flutuar, de borboletas no estômago, de sorrir sem motivo, de sonhar o até então impensável…

Eu? Eu não acho nada. Sei que a vida colocará em meu caminho o que for melhor para mim. Eu simplesmente acredito na minha capacidade de atrair o que é melhor e que nada acontece por acaso. Felizmente, eu já aprendi a viver sem rodinhas. E quando a gente aprende, nunca esquece.

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Minha avó morreu mais de uma vez

– Lamento muito pela sua perda. Já está tudo preparado para o sepultamento da Dona Maria.

Eram 5:30 da manhã de um dia escuro e chuvoso de inverno. Pelo “telefone vermelho”, recebi esta triste notícia. Eu chamava de “telefone vermelho” porque era um daqueles usados apenas para me conectar a Internet, e também dado para contatos especiais, tais como a clínica geriátrica onde minha avó estava internada com várias complicações decorrentes de uma Paralisia Supranuclear Progressiva (doença degenerativa do cérebro).

Eu não sabia com quem havia acabado de falar no telefone. Se a pessoa me falou o nome, eu simplesmente não prestei atenção. Sabia apenas que era um homem. Em prantos, vesti-me rapidamente e me preparei para sair de carro. Queria ir até a clínica da minha avó para saber como dar a notícia para minha mãe.

– Filho, onde você vai?
– Uma emergência do trabalho. Volto logo.

Entrei no meu carro e fui em disparada para a clínica. Ainda era noite. Toda a minha infância e minha adolescência passavam pela minha mente como que em uma espécie de filme. Deu saudades do pudim, do bacalhau, do cafuné para eu dormir, dela coçando minhas costas… Enfim. Minha avó tinha acabado de falecer.

Toquei a campainha da clínica e uma enfermeira com os olhos marejados veio me receber.

– Em que posso ajuda-lo?
– Sou neto da Dona Maria…

A enfermeira não conteve as suas lágrimas.

– Ela não está mais aqui, meu querido… A levaram para o Hospital Santa Cruz, onde ela acabou falecendo…

Entrei no meu carro e fui feito um louco para o hospital. Estava tudo se materializando e fazendo sentido. Meu irmão havia morrido naquele hospital. Agora, era a vez da minha avó. Como eu iria contar aquilo para a minha mãe? Será que meu avô estava esperando por ela de braços abertos no céu?

Na recepção, me confirmaram que uma Dona Maria tinha falecido, e que o corpo dela estava nos fundos do hospital, em uma espécie de capela, aguardando a funerária na presença de “alguns parentes”. Parentes? Como alguém poderia ter chegado ao hospital antes de mim? Não importava… Ela estava morta.

Dirigi-me até o local indicado, e de longe vi um corpo sobre uma maca, coberto por um pano branco. Meu coração gelou. Era verdade… Minha avó tinha morrido.

Lentamente, entrei na capela improvisada. Chorando, percebi que não conhecia nenhuma das pessoas que lá estavam. Nenhuma. Estavam todas em prantos, e decidi me aproximar da maca para dar um beijo na minha avó… Sei lá! Talvez toca-la e sentir que a pele dela estava quente, e que tudo não passava de um grande engano…

O cadáver estava coberto. “Seria Lázaro?”, desejei. Respeitosamente, levantei o manto que cobria o corpo e então…

– PUTA QUE PARIU! NÃO É A MINHA AVÓ!

Eu disse isso em voz alta. Silêncio absoluto dentro da capela. Todos olhavam para mim. Eu sorria! Estava feliz! Pedi desculpas e me retirei. Afinal de contas, quem ligou para a minha casa e por quê? Onde estaria a minha avó?

Voltei para a clínica geriátrica. Outra enfermeira me atendeu. Novamente, perguntei a respeito da Dona Maria.

– Você não é o neto da Dona Maria que vem sempre aqui? O que você está fazendo aqui essa hora?
– Disseram que minha avó tinha morrido. Vim aqui, e me disseram que ela estava no Santa Cruz…
– Sim, faleceu uma Dona Maria, mas não é a sua avó. A sua avó está bem. Está dormindo.
– Se incomoda se eu ver com meus próprios olhos?
– De maneira alguma!

E lá estava minha avó. Debilitada, doente, mas viva. No meio de uma explosão de sentimentos, a raiva falou mais forte… Talvez eu não tenha mais bacalhau ou pudim, mas jurei que pegaria o responsável por isso na porrada!

– Quem foi o FDP que ligou para a minha casa dizendo que ela tinha morrido? Quem foi? Vou matar esse cara!
– Como assim? Ligaram para sua casa dizendo que sua avó tinha morrido?
– Sim… Quero falar com esse cara AGORA! Só vocês aqui da clínica tem o telefone para o qual ligaram. Não adianta nem tentar me enrolar!
– Vamos lá na recepção, então.

Eu estava furioso… Queria pegar de porrada o FDP que tinha me dado tal susto. Será que não sabem nem para qual família devem ligar quando falece alguém? Entretanto, achei estranho que na tal sala havia apenas duas mulheres. Mudança de turno, claro. O FDP fugiu! Está escondido!

– Senhor, o único homem que ficou aqui durante a noite e que faz parte da equipe é o segurança, e posso garantir que ele não ligou para a família da Dona Maria. Quem faz as ligações desse tipo sou eu, e sempre na presença do dono da clínica. Aliás, aqui está a ficha da falecida…

Olhei a ficha. Realmente, não era a ficha minha avó. O que teria acontecido, então?

Voltei para casa mais calmo depois de pedir desculpas à enfermeira e a toda equipe. Imediatamente, acordei minha mãe e expliquei tudo que tinha acontecido. E para minha surpresa, minha mãe caiu na gargalhada.

– É pegadinha isso, mãe? Como podem saber o nome da vovó e ainda por cima ligarem para aquele telefone lá do quarto?
– Filho, eu não sei exatamente o que houve, mas eu imagino. Eu ontem estive com o Vereador XPTO, e ele, que era muito amigo do seu avô, garantiu que pagaria pelo sepultamento da sua avó quando o momento chegasse. Fazia questão disso. Na minha frente, ligou para uma funerária e deu ordens expressas para não cobrar nada para um eventual sepultamento da minha mãe. Deu o telefone do seu quarto em caso de emergência. O homem deve ter entendido errado e deve ter achado que sua avó já tinha morrido!
– Será? Você tem o telefone de lá? Deixa eu ligar…

Fui para o meu quarto e liguei para a tal funerária. A voz que atendeu o telefone era conhecida. Era a mesma que tinha me dado a notícia do falecimento de minha avó horas antes.

– Tudo bem? Aqui quem está falando é o neto da Dona Maria…
– Pois não… Estava esperando a sua ligação. Já está tudo preparado! Onde pegamos a sua avó?
– Ela não morreu…

E então, expliquei o que tinha acontecido. O homem ria feito um doido. Acabei rindo também. Não sei muito bem lidar com a morte, mas para ele a morte era apenas um trabalho. Para mim, era pura tristeza. E mesmo que minha avó não tivesse morrido, a Dona Maria de alguém morreu. Não dava para ficar exatamente feliz.

Quando fomos nos despedir, ele me disse que tinha até uma corbélia gigante com uma faixa dizendo “Saudades eternas, Dona Maria!”, e que não sabia o que fazer com ela.

– Manda entregar no Hospital Santa Cruz. Há uma família lá precisando desse agrado…

-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-

Minha avó se foi de verdade em 05/07/2004. Não sei em que data os fatos acima ocorreram, mas são verídicos.

Saudades de você, querida Dona Maria! Que você e o vovô estejam muito felizes aí no céu!

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Coisas que aprendi

  • Nada do que você tem é verdadeiramente seu. Isso inclui a família, amigos, bens materiais e até mesmo seu corpo, sua vida. Tudo foi emprestado pelo universo e pode ser retirado a qualquer momento. A única exceção para essa regra são seus sonhos e os momentos que viveu, que passam a fazer parte da sua alma, da sua essência.
  • Expectativas geram frustrações. Não espere nada de nenhuma situação. Reaja com naturalidade diante de qualquer resultado.
  • Não faça nada esperando algo em troca.
  • Desapegue-se de tudo e de todos. Ame incondicionalmente, na certeza de que amar é a sua própria recompensa.
  • O que for seu virá em sua direção sem que você tenha que fazer força. Se tiver que forçar, é porque não é seu. Não se trata de não lutar por aquilo em que você acredita, mas de saber que para tudo há um limite.
  • O medo é uma faca de dois gumes. Para os sábios, é uma chance de pensar na melhor maneira de lidar com uma situação. Para os tolos, uma justificativa para nada fazer.
  • Perdoe sempre e incondicionalmente. Entretanto, não permita que sua capacidade de perdoar seja confundida com permissividade.
  • Jamais vingue-se ou pense que a vida irá vingar-se por você. Cubra quem o feriu com o manto do perdão.
  • Seja paciente, mas seja sujeito ativo de sua história. Você é o único responsável pela sua felicidade.
  • Seja forte com os impiedosos. Doce com os que precisam de ajuda.
  • Seja o porto seguro na vida de alguém.
  • Ame-se e não aceite ser backup ou opção na vida de ninguém.
  • Dê importância a quem te dá importância.
  • Não culpe os outros pelas suas escolhas. Boas ou ruins, é sempre você quem as escolhe.
  • Confie em atitudes. Nunca em palavras.
  • Medite. Pense sobre seus problemas. Confie na sua intuição.
  • Espere o momento certo, mas não espere para sempre.
  • Seja bom, mas não perca um segundo que seja provando isso para alguém.
  • Seja disciplinado e preparado para alcançar aquilo que deseja. Não adianta pedir por algo que está acima de suas capacidades.
  • Mostre o caminho para quem precisar de ajuda, mas lembre-se sempre que o caminho dos outros não pode ser trilhado por você.
  • Sorria! Esse é o seu ângulo mais bonito para as fotos e para a vida.
  • Depressão é excesso de passado. Ansiedade é excesso de futuro. Viva o presente. É só ele que importa.
  • Esteja por inteiro em toda e qualquer situação.
  • Não deixe que as atitudes dos outros mude a sua essência. Suas atitudes são o que o definem.
  • Faça pelos outros e para os outros aquilo que gostaria que fosse feito por e para você.
  • Não finja ser o que não é por motivo algum, menos ainda se for para agradar aos outros ou para se sentir aceito.
  • Você é único, cheio de qualidades e defeitos. Aceite-se. Valorize-se. Mude o que achar inadequado.
  • Nunca negue nenhum tipo de sentimento, seja ele positivo ou negativo. Viva-o intensamente. Todo sentimento traz lições importantes. Depois do aprendizado, livre-se dos sentimentos inapropriados.
  • Arrependa-se. Peça perdão. Faça de coração, mas não espere que se sensibilizem com sua mudança.
  • Agradeça por tudo. A vida é um eterno aprendizado. Cada pequena interação é uma chance de aprender algo novo.
  • Viva intensamente. O tempo não para e a vida é muito curta. Transforme seus sonhos em realidade.
  • Não tema a morte. Tema não viver a sua vida.
  • Esteja sempre disposto a aprender e a mudar de opinião.
  • A vida é uma montanha russa. Se estamos aqui de passagem, é melhor aproveitar ao máximo essa viagem. Há beleza e ensinamentos nos altos e baixos da vida.
  • Para cada porta que se fecha, milhares de outras se abrem. O universo conspira a seu favor. Portanto, não olhe apenas em uma direção. Aquilo que você deseja pode estar em uma direção diferente da que você está focando.

P.S.: Não tenho dúvidas do que outros, muito mais sábios do que eu, já disseram tudo isso antes de mim. Entretanto, achei importante compartilhar.

CARPE DIEM!

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Valorize

O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua:

– Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o Senhor tão bem conhece. Poderá redigir o anúncio para o jornal?

Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu:

“Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeiro. A casa banhada pelo sol nascente oferece a sombra tranquila das tardes, na varanda.”

Meses depois, topa o poeta com o homem e lhe pergunta se havia vendido o sítio:

– Nem pense nisso, disse o homem. Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha!

Autor Desconhecido

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