Eu te perdoo

Eu te perdoo. Não é apenas porque quero, mas também porque preciso. Eu te perdoo mesmo sem que você tenha se dado conta do que fez. Mesmo sem que você queira ou ache que precise do meu perdão. Eu te perdoo para eu poder seguir em frente de cabeça erguida, com o coração leve, esbanjando sorrisos. Eu te perdoo para eu poder voltar a ser quem eu era: um homem cheio de fé nas pessoas, na vida, em Deus. Eu te perdoo porque foi assim que aprendi com a minha família. Eu te perdoo porque eu sei e posso te perdoar. Eu te perdoo porque sei que é isso que Deus espera de mim. Eu te perdoo porque Deus me deu o dom do perdão.

Eu te perdoo! Seja feliz! Encontre paz! Que as bênçãos de Deus sejam abundantes na sua vida! E que Deus me perdoe por eu ter demorado algum tempo para oferecer o meu perdão. Foi difícil. Foi uma chance para eu evoluir enquanto pessoa, e de alguma maneira tenho que agradecer por isso. Sei que Deus não colocaria nada na minha vida sem motivo ou razão, e com o tempo sei que tudo fará sentido.

Eu te perdoo. Pode acontecer, vida! Eu estou pronto! Que Deus me abençoe! Eu sigo em paz. Eu sigo.

agorababou.com – reflexões sobre 2020

Antes de mais nada, o meu MUITO OBRIGADO a TODOS os meus leitores. Não vou dizer que o blog não existiria sem vocês (seria mentira – eu escrevo porque eu gosto), mas a nossa interação me dá novas perspectivas sobre a minha escrita e, principalmente, sobre os temas que escrevo. Todos os comentários são sempre respondidos (com exceções dos tarjados com algo do tipo “não publique”, que não são raros), e podem ter certeza de que sempre os recebo com muito carinho. Temos que manter isso em 2021! 🙂

O blog cresceu 88% em relação ao ano anterior em matéria de visitas. Apesar desse número ser extraordinário, é bom ressaltar que a pandemia contribuiu muito para que as pessoas procurassem fontes alternativas de entretenimento, e isso com certeza está embutido nesse resultado. Continua sendo um blog pequeno, bem pequeno, mas só para dar um senso de proporção, o blog recebeu 25 vezes mais visitas em 2020 do que recebeu em 2015, quando começou, e, em média, apenas entre 10 e 15 dias em 2020 foram suficientes para superar todas as visitas de 2015. E melhor do que isso: O BLOG TEM UM PÚBLICO FIEL E ISSO NÃO HÁ NÚMERO QUE DETERMINE OU DEFINA ISSO! É algo simplesmente maravilhoso! 🙂

A página inicial continua sendo a mais visitada do meu blog: https://agorababou.com/. Não sei como isso se reflete nas estatísticas. A sensação que eu tenho é que a pessoa entra na página inicial, lê uma série de posts sem clicar em nenhum deles individualmente, e vai embora. Portanto, não me parece ser um bom negócio em se tratando de números. Pouco importa… Essa não é a atividade fim do meu blog. É claro que é bom ver o blog crescendo, mas eu continuaria a escrever mesmo que assim não fosse.

O post de outros autores mais visitado foi A gente vai embora – por Sérgio Cursino. Esse post bateu todos os recordes anteriores de visitas diárias do meu blog. Ao que tudo indica, a distribuição do link pelo WhatsApp ajudou muito. Até eu mesmo recebi esse post! 🙂

Em se tratando de textos de minha autoria, incluindo poesias, Clichê ganhou de lavada de todos os outros. Nem é um texto com muitas curtidas, mas um texto que mexeu muito com o imaginário feminino. Muitas visitas acompanhadas de muitas perguntas. Desde perguntas bobas do tipo “Para quem você escreveu?” até, literalmente, propostas indecentes. Obviamente, me pergunto o porquê do post não ter mais curtidas ou comentários publicáveis, e me deparo com coisas do tipo preconceito, vergonha, tabu, etc. Faz parte. Não deveria fazer.

O curioso disso tudo é que o blog nasceu para falar sobre política, e nesse sentido o nome ficou até meio que inadequado. Paciência. Não vou mudar. Como estou postando de tudo (prosas, versos, músicas, política, etc.), nenhum nome seria 100% adequado de uma forma ou de outra.

Enfim… Esse é um resumo fiel do que aconteceu no ano passado. Que em 2021 a gente se esbarre mais vezes por aqui. É o sexto ano do blog com mais de 1.100 textos publicados, além de infinitos textos ainda por publicar. Tenho certeza de que não faltarão oportunidades ou motivos para que isso aconteça.

Alguma ideia ou sugestão? Sou todo ouvidos! Sério mesmo… Sintam-se absolutamente à vontade!

Um forte abraço e fiquem com Deus!

The real YOU!

What if one day you meet someone who considers your biggest quality an annoyance or even a burden? 

What if one day you meet someone who knows your weak spots and use them against you, triggering the worst version of you? 

What if one day you are left in silence, with no clues, blaming yourself for the unknown? 

What if one day your 99 hits are considered much less important than a single miss? 

What if you love this person unconditionally?  

But wait… 

What if one day you stand for yourself and recognize you are being treated poorly, humiliated, and that you want more from life? 

You want RESPECT. You must  teach people how to treat you. Teach them right. Take no shit that is  not yours back home. Remember who you are and who you are meant to be.  Remember that the others do not define you, and that you were created by God as a unique and limitless individual. Let God be your only judge. 

Time to unleash your full potential! Time to unleash the real YOU! You are a miracle and a blessing!

Autorretratos, sempre!

A arte é uma expressão inequívoca de nossas vidas. A semente de toda obra ou forma de expressão artística germina em nossos corações, e voa mundo afora sem nenhuma pretensão que não seja a nossa própria necessidade de ser, de existir. A arte só existe porque nós existimos. Nós somos a arte e a arte somos nós. Um brinde a todos os artistas! 🥂🥂🥂

Papo sério

Nos encontramos no calçadão da Praia de Icaraí. A fisionomia dela estava fechada. Nos sentamos em um dos bancos de concreto para conversar.

– Há algo que está me incomodando… Você disse que ela pode ter te procurado por conta dos seus posts a meu respeito no seu blog. A sensação que eu tenho é que você, de alguma forma, está fazendo mais do mesmo. O que você pretende com isso? Atrai-la novamente? Quer que ela venha atrás de você?

– Não é nada disso! Não mesmo. Eu comecei a escrever da gente no blog porque eu estava feliz, porque a minha vida estava indo em frente. O meu blog sempre foi um lugar onde expressei o que estava sentindo, o que estava vivendo. O que eu disse é que ela pode, por conta do que postei sobre nós, ter vindo atrás de mim… Só cogitei essa possibilidade.

Ela me olhava com incredulidade. Não sentia confiança no que eu dizia. Era compreensível.

– O blog é seu. Sei o quanto ele é importante para você, mas se ponha no meu lugar! Eu não quero isso para a minha vida! Gosto do que você escreve, não se engane. Você consegue capturar a essência das nossas conversas, das coisas que já vivemos juntos. Não tenho como negar isso. Mas supondo que a gente passe o Réveillon juntos, qual será o próximo passo? Escrever sobre os detalhes da nossa noite? Não quero isso! Não aceito! Estou me sentindo uma espécie de isca e não gosto disso. Eu sou uma mulher livre e desimpedida. Minha vida é um livro aberto para nossos amigos, para quem nos cerca. Sem querer ser pretensiosa, se quiser falar de mim, escreva uma poesia, poste uma música ou algo do tipo. Falar do que fazemos ou mesmo se estamos juntos ou não é algo que não aceito, e se você quiser continuar a trilhar esse caminho, fará isso sozinho.

Ela tinha razão. Coloquei-me no lugar dela e consegui entender a exata dimensão do que ela estava dizendo.

– Você não é uma isca! Não na minha cabeça, mas eu entendo o que diz e concordo. De verdade.

– Então, ponha um fim nessa novela. Não quero a minha vida exposta. Não quero que ninguém saiba de qualquer coisa que seja sobre nós dois através do seu blog. Quem tiver que saber algo de nós dois, saberá.

– Nós dois? Isso quer dizer que…

Fui interrompido. Ela estava perdendo a paciência.

– Corte o mal pela raiz! É isso que eu quero e essa é uma condição para qualquer outro passo adiante.

Ela se levantou. Eu me levantei também. Era chegado o momento de eu dizer um sim ou um não. Eu estava reticente por conta do prazer que escrever me trazia, mas era impossível negar que ela tinha mais do que motivos para se colocar de maneira contundente.

– Ok. Você tem a minha palavra. Posso só fazer um último post sobre isso? É que há leitores que estavam realmente gostando do que eu estava escrevendo. Eu te mostrei as mensagens. Você mesma as viu!

– Sim, eu sei. A história dos morangos veio até mim enviada por uma amiga que nem sabe de nós dois. Não nego que sorri ao recebe-la, mas não é o momento… Não sei o que a vida reserva para nós, mas pelo menos no seu blog, é preciso que isso acabe agora mesmo. Escreva algo sobre isso quando chegar em casa e pronto.

– Farei isso. Pode estar certa.

– E outra coisa… Por que retirou os textos que fez para ela? Você não viveu tudo aquilo? Ela, então, define o que fica ou não no seu blog?

– No momento, acho o mais adequado a ser feito, mas novamente você tem razão.

– Deixe que as pessoas saibam quem você é e o que você sente! Não percebe que é justamente o que você é e sente que me faz estar aqui? É o seu passado e você é a soma de tudo isso que viveu. Não se puna por isso! Eu li coisas lindas naquelas poesias! Eu vi um homem se entregando por completo para uma mulher! Que mulher não quer isso? Azar o dela se não percebeu ou entendeu quem você é. Azar para uns, sorte para outros. A vida é assim. Não mude! É só o que te peço! Não deixe que ela o defina!

– Sim… Obrigado por ter me dito isso. É bom ser compreendido.

– Já consigo até imaginar essa história sendo contada para os seus amigos e eles dizendo: “Tinha que ser com você, Fábio!” É isso que te faz ser o Fábio!

Eu sorri. A fisionomia dela ficou mais leve. Creio que a minha também, apesar de ter sido tocado profundamente pelas suas palavras. Ela conseguia me ver, me enxergar além do óbvio, e me fez sentir um orgulho profundo de mim mesmo, de quem eu sou, do que eu sinto.

– Vamos lá Beira Mar encomendar o que vamos ter para o nosso Réveillon?

– Quer dizer que vamos passar juntos a virada?

– Você já sabia que sim, seu tonto! Eu só precisava tirar isso do meu peito.

E fomos caminhando decididos na direção da Beira Mar. Se tudo daria certo? Eu não tinha a menor ideia. Nenhuma! Eu queria ao menos tentar.

– Você tem talento – ela continuou – É inegável. Poderia escrever um livro se quisesse. Um romance baseado em fatos reais, por exemplo. No meu caso, me ver através de seus olhos me deixou encantada… Você conseguiu me capturar em palavras. Percebeu detalhes sobre mim que nem eu mesma conhecia. Se for o caso, continue a escrever e não publique. E um dia – é meu ego e meu lado mulher falando alto agora, portanto, ignore – publique tudo de uma vez!

Fiquei ruminando a ideia enquanto caminhávamos. Tive que fazer uma pergunta…

– E se eu fosse publicar um livro, você teria alguma sugestão para o título?

Ela parou de andar, e apesar de estar usando uma máscara, consegui ver que estava sorrindo. Olhou nos meus olhos e disse:

– Daniella.

– Que pretensiosa! – soltei uma gargalhada e continuei minha caminhando em direção a esse novo mundo sem qualquer tipo de promessa ou garantia, mas cheio de possibilidades.

Crescendo…

Ninguém jamais perdeu algo na vida por ser honesto, sincero, verdadeiro, grato, compreensivo, carinhoso, amoroso, bondoso, cuidadoso e, acima de tudo, gentil.

Muitas pessoas alegam que perderam tempo sendo assim com pessoas que não mereciam, mas eu pergunto: qual é o mérito de ser somente assim com quem também é assim com você?

A vida é uma escola e somos eternos alunos. Cada vez que somos gentis, por exemplo, mais gentis nos tornamos. Praticar o bem nos torna melhores do que já somos. Sempre.

O mundo dos outros pode não espelhar aquilo que somos ou fazemos, mas o universo… Esse sim é o nosso grande espelho, e dele receberemos exatamente tudo aquilo que nele projetamos.

Nunca se decepcione. Mais a frente, a vida mostrará de forma inequívoca que tudo sempre valeu a pena. Viver vale a pena. Ser de verdade vale a pena. Sempre. 🙂