One Way Blues

Mais uma música das antigas… Aos poucos, resgato todas!

One Way Blues

De manhã bem cedo
Eu levantei para tomar café
Me olhei no espelho
É, eu já estava de pé
Pensei em tomar uma cerveja
E me lembrei de você
Minha maior ressaca
Meu maior prazer

[REFRÃO]

Você me pegou
Como quem pega uma cerveja
Bebe todo o conteúdo
Quebra o casco sobre a mesa
E diz eu paguei:
Por uma cerveja one way
One Way Blues…

É, não tem problema
A minha vida sempre foi assim
Mil roteiros, mil viagens
Que sempre tiveram o mesmo fim
Pensei que você fosse um anjo
Que me desse muita luz
Mas você foi só uma cerveja
Foi apenas mais um blues

REFRÃO

SOLO

Pode ficar despreocupada
Se é que você se preocupa
Qualquer coisa, você é sempre esperta
Inventa logo uma desculpa
Os cacos de vidro
Que tanto cortam eu já limpei
E já arrumei pra mim
Outra cerveja one way

REFRÃO

SOLO SEM FIM…

Tá nascendo o Dream Rig! :)

Por enquanto, só brincadeira… Guitarrista, eletricista e um pouco vigarista por fazer essas duas afirmações. Testando novas combinações! 🙂

Alice

Eram umas 4 horas da manhã. Eu tinha acabado de deixar a Alice na casa dos parentes. A nossa noite tinha sido para lá de especial. Eu estava feliz e ela também. O ano era 1995.

Eu estava voltando do Rio para Niterói dirigindo. Sempre gostei de dirigir na Ponte durante a noite. Não lembro qual rádio eu estava ouvindo, mas me lembro bem da música: “See you on the other side”, do Ozzy Osbourne. Até achei estranho ouvir a tal música na rádio, mas achei que era um presente de Deus ou algo assim. Apenas a senti e continuei a admirar a paisagem. Eu dirigia devagar. Eu queria que aquilo tudo que eu estava sentindo durasse para sempre.

A Alice morava em Goiânia/GO. Vinha para o Rio de 15 em 15 dias com os pais. Eles não sabiam que a gente se encontrava. Ela dizia que saía com as amigas, mas lá estava eu religiosamente buscando-a. Carro emprestado por um amigo. Eu mal tinha dinheiro para a gasolina, mas dava meu jeito digitando textos, programando… Eu fazia um pouco de tudo para poder comer uma pizza com a Alice, tomar um sorvete e coisas do tipo. Acima de tudo, eu gostava muito da companhia dela e achava o seu sotaque delicioso, envolvente, diferente.

Eu não tinha celular e nem ela. Ela tinha o número da minha casa e eu tinha o número da casa dela. Apesar disso, eu nunca tinha ligado para a sua casa. Afinal de contas, os pais não sabiam e era algo que eu respeitava. Era sempre a Alice que me ligava (e tenho certeza que os pais dela deveriam se tocar das fortunas gastas com o DDD).

Quando chegava de volta em Goiânia, a Alice me ligava. Algumas vezes era só para dizer que tinha chegado bem. Coisa de minutos. E naquela segunda-feira, ela não me ligou. Somos “criaturas de hábitos” e aquilo me deixou de orelhas em pé. Preferi ignorar. Me ligaria mais tarde. Certeza.

A segunda-feira foi embora sem nenhum telefonema. Tive dificuldades para dormir e ao mesmo tempo a certeza de que ela me ligaria no dia seguinte. E ela não ligou. Cheguei até a testar o meu telefone para ver se estava funcionando e de fato estava. Pensei em ligar para a casa dela e me lembrei de seus pais. Lembrei do nosso beijo de despedida e tive a certeza de que não havia nada de errado entre nós. Havia de fato algo de errado, só que eu não sabia o que era.

Não dormi de terça para quarta-feira. Antes do meio dia da quarta, resolvi ligar para a casa dela. Pensei nos pais e resolvi ligar mesmo assim. Sei lá… Eu diria que era um amigo ou algo do tipo.

– Bom dia! Eu poderia falar com a Alice, por favor?

Uma voz masculina me respondeu.

– É o Fábio quem está falando?

Eu estremeci. Não sabia o que dizer ao certo.

– Sim, sou eu. É o pai dela quem está falando?

Silêncio do outro lado da linha. Ouvi um suspiro profundo.

– Sim, Fábio. Sou eu… Ela me falou de vocês durante o voo de volta para Goiânia.

– Olha… O senhor me desculpe… Eu queria contar, mas ela achou melhor deixar para depois…

Novo silêncio, até que a voz embargada de um homem me respondeu.

– Ela faleceu, Fábio. Morreu em um acidente de carro terrível enquanto ia para a faculdade.

Eu explodi em lágrimas. Não era possível! Será que eu tinha ligado para o número errado? Será que estávamos falando da mesma Alice?

– Eu ia te ligar para dar a notícia, mas imagino que saiba o quanto está sendo difícil para nós lidar com isso tudo…

Eu não conseguia dizer nada. Só chorava… E ele complementou.

– Ela tinha dito que queria se mudar para o Rio… Que queria continuar os estudos aí… Ela me disse que estava apaixonada… E era por você, Fábio. E eu não te conheço, rapaz… Mas saiba que ela se foi assim, com você no coração…

Não lembro do que falamos depois disso. Nada. Nem uma palavra. Sei que desliguei o telefone e fui para a rua. Enchi a cara. Nem sei como cheguei em casa. Só sabia que a Alice tinha ido embora.

E então me lembrei da música e a música se tornou uma prece. E a Alice sabe, onde quer que ela esteja, que mais de 25 anos depois não há uma única vez em que eu ouça essa música sem lembrar dela, sem lembrar de nós, e novamente explodir em lágrimas.

Não sei se daria certo. Éramos muito jovens, mas também era fato que estávamos apaixonados. E foi com a Alice que eu aprendi que tudo que importa é o hoje, porque o amanhã de fato pode não existir.

Dedico essa música a ela e peço a quem me lê: ame como se fosse o último dia, porque de fato pode ser.

I will see you on the other side, Alice.

Volta por cima – por Maria Bethânia

Meu avô cantava essa música para mim quando eu era ainda um moleque. As memórias ficaram e as lições também. Valeu, vô!!! 🙂

Que voz tem essa mulher! Que banda! O autor da música, só para deixar claro, é Paulo Vanzolini. Divirtam-se! 🙂

P.S.: Ela é uma entidade. Não é só uma intérprete.

Regret #9 Extended – Steven Wilson

Já postei essa música no blog por outros motivos (solo de guitarra do Guthrie Govan), mas a versão completa dessa música… Típico som que qualquer fã de rock progressivo gostaria de ver ao vivo. É muito talento e, acima de tudo, muito bom gosto. Os sintetizadores (teclados) absolutamente perfeitos, criando várias texturas e tessituras surreais quem transportam os ouvintes para uma outra dimensão. Definitivamente, uma obra de arte.

Divirtam-se! 🙂

Hell Is For Children – Pat Benatar + Sara Loera

PREVENT AND STOP CHILD ABUSE!

Hell Is For Children

They cry in the dark
So you can’t see their tears
They hide in the light
So you can’t see their fears
Forgive and forget
All the while
Love and pain become one and the same
In the eyes of a wounded child

Because hell, hell is for children
And you know that their little lives can become such a mess
Hell, hell is for children
And you shouldn’t have to pay for your love
With your bones and your flesh

It’s all so confusing this brutal abusing
They blacken your eyes and then apologize
Be daddy’s good girl, and don’t tell mommy a thing
Be a good little boy, and you’ll get a new toy
Tell grandma you fell from the swing

Because hell, hell is for children
And you know that their little lives can become such a mess
Hell, hell is for children
And you shouldn’t have to pay for your love
With your bones and your flesh

No, hell is for children

Hell, hell is for hell
Hell is for hell
Hell is for children

Hell, hell is for hell
Hell is for hell
Hell is for children

Broken Vow – Lara Fabian

Lara Fabian possui a voz mais bonita e é a maior cantora/intérprete que já tive o privilégio de ver/escutar. Não vou nem entrar no mérito de suas composições, que considero belíssimas. São puro sentimento. Ela é simplesmente especial, diferenciada.

Um pedido: não apenas ouçam Lara Fabian; sintam Lara Fabian!

P.S.: A grande maioria das músicas que ela canta, tal como esta, são de sua própria autoria e em vários idiomas, principalmente o francês e o inglês – ela é belga, de ascendência italiana, e naturalizada canadense.

Simple Man – Lynyrd Skynyrd

É difícil escolher a melhor música deles. Há as mais conhecidas como “Free Bird“, “Sweet Home Alabama“, “What’s your name?“, entre outras (a lista é interminável), e uma delas é “Simple Man”. A letra dessa música é uma espécie de mantra em minha vida. Mais do que isso, acho que é uma espécie de receita para a felicidade.

Sem mais delongas, aí vai (letra logo após o vídeo).

Simple Man
(Lynyrd Skynyrd)

Mama told me when I was young
“Come sit beside me, my only son
And listen closely to what I say
And if you do this it’ll help you some sunny day”

“Oh, take your time, don’t live too fast
Troubles will come and they will pass
You’ll find a woman and you’ll find love
And don’t forget, son, there is someone up above”

“And be a simple kind of man
Oh, be something you love and understand
Baby be a simple kind of man
Oh, won’t you do this for me, son, if you can”

“Forget your lust for the rich man’s gold
All that you need is in your soul
And you can do this, oh baby, if you try
All that I want for you, my son, is to be satisfied”

“And be a simple kind of man
Oh, be something you love and understand
Baby be a simple kind of man
Oh, won’t you do this for me, son, if you can”
Oh yes, I will

“Boy, don’t you worry, you’ll find yourself
Follow your heart and nothing else
And you can do this, oh baby, if you try
All that I want for you, my son, is to be satisfied”

“And be a simple kind of man
Oh, be something you love and understand
Baby be a simple kind of man
Oh, won’t you do this for me, son, if you can”

Baby, be a simple, really simple man
Oh, be something you love and understand
Baby, be a simple, kind of simple man