The Writing On The Wall – Iron Maiden

Desde 2015 o Iron Maiden não lançava material novo. Para variar, uma composição de altíssimo nível baseada em fatos históricos. Música do Iron com cara de música do Iron.

O vídeo é cheio de referências ao trabalho do Iron Maiden durante toda a sua carreira, e os fãs de carteirinha (como eu sou) se sentirão em casa.

Up the Irons!

Diamond Ring – Jonah Nilsson + Steve Vai

Vamos falar de funk? Não basta o cara ser talentoso nível Michael Jackson (não estou exagerando). Ele precisa chamar o Steve Vai para fechar a música com chave de ouro fazendo coisas que só o Steve Vai sabe fazer.

Anotem esse nome: Jonah Nilsson. Veio para ficar. É para aplaudir de pé!

Feliz Aniversário, Joe Satriani!

É inacreditável, mas ele está fazendo 65 anos (foi ontem, 15/07). Um dos maiores, um dos melhores, e nada mais, nada menos que professor do Steve Vai. E sim… O homem que me fez olhar para uma guitarra de maneira diferente. Nunca cheguei nem perto dele, mas a intenção era essa.

Em homenagem a esse mito, selecionei 3 músicas que dizem muito do que ele faz. É mágico. É Satriani.

Obrigado por tudo, Joe! Feliz Aniversário! 🙂

Faith – Bruce Dickinson

É impressionante como as pessoas simplesmente não conhecem músicas e artistas que não sejam mainstream em programas de rádio e televisão.

Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, desenvolveu uma sólida carreira solo durante um determinado período (ainda não está claro se a carreira solo dele acabou, mas fato é que ele voltou para o Iron Maiden). Músicas sensacionais, letras profundas, etc. Resultado: NINGUÉM CONHECE.

Ok… É em inglês. Muita gente vai reclamar que não entende a letra e tal, mas a música é absurdamente sensacional. É só apertar o play. 🙂

You taught me to hate to love you
That’s because you love to hate yourself

Sem comentários… Divirtam-se! A letra está logo abaixo.

Faith, do disco Skunkworks

You knew I wouldn’t go, that’s why you threatened me
Would I stay?
Said I was sick and I’d be alone, said my mind was not my own
I didn’t learn…
You crawled up on your knees, a victim’s pretty-please
Would I stay? Would I stay? And I stayed…

How many more times till I broke down
From that guilty mess?
You taught me to hate to love you
That’s because you love to hate yourself

I wish it had a happy end, like the fairy tales pretend
There can be
But things are not the same when your life love was a game
Of make-believe
You’ve got everything you want, but not everything you need
And it’s true – you receive what you achieve

How many screaming fights, tears of rage, until it ended?
How many more times till I say who I am and don’t pretend?

How many more times till I broke out of that guilty mess?
How many more times till I say who I am and don’t pretend?

Andy Timmons – Como assim???

Não sei o porquê de eu ter demorado tanto tempo para perceber a grandeza desse guitarrista. É de impressionar! Detalhe: as músicas dele ao vivo são melhores que as gravadas em estúdio. Detalhe também para o solo de baixo do primeiro vídeo. 🙂

One Way Blues

Mais uma música das antigas… Aos poucos, resgato todas!

One Way Blues

De manhã bem cedo
Eu levantei para tomar café
Me olhei no espelho
É, eu já estava de pé
Pensei em tomar uma cerveja
E me lembrei de você
Minha maior ressaca
Meu maior prazer

[REFRÃO]

Você me pegou
Como quem pega uma cerveja
Bebe todo o conteúdo
Quebra o casco sobre a mesa
E diz eu paguei:
Por uma cerveja one way
One Way Blues…

É, não tem problema
A minha vida sempre foi assim
Mil roteiros, mil viagens
Que sempre tiveram o mesmo fim
Pensei que você fosse um anjo
Que me desse muita luz
Mas você foi só uma cerveja
Foi apenas mais um blues

REFRÃO

SOLO

Pode ficar despreocupada
Se é que você se preocupa
Qualquer coisa, você é sempre esperta
Inventa logo uma desculpa
Os cacos de vidro
Que tanto cortam eu já limpei
E já arrumei pra mim
Outra cerveja one way

REFRÃO

SOLO SEM FIM…

Tá nascendo o Dream Rig! :)

Por enquanto, só brincadeira… Guitarrista, eletricista e um pouco vigarista por fazer essas duas afirmações. Testando novas combinações! 🙂

Alice

Eram umas 4 horas da manhã. Eu tinha acabado de deixar a Alice na casa dos parentes. A nossa noite tinha sido para lá de especial. Eu estava feliz e ela também. O ano era 1995.

Eu estava voltando do Rio para Niterói dirigindo. Sempre gostei de dirigir na Ponte durante a noite. Não lembro qual rádio eu estava ouvindo, mas me lembro bem da música: “See you on the other side”, do Ozzy Osbourne. Até achei estranho ouvir a tal música na rádio, mas achei que era um presente de Deus ou algo assim. Apenas a senti e continuei a admirar a paisagem. Eu dirigia devagar. Eu queria que aquilo tudo que eu estava sentindo durasse para sempre.

A Alice morava em Goiânia/GO. Vinha para o Rio de 15 em 15 dias com os pais. Eles não sabiam que a gente se encontrava. Ela dizia que saía com as amigas, mas lá estava eu religiosamente buscando-a. Carro emprestado por um amigo. Eu mal tinha dinheiro para a gasolina, mas dava meu jeito digitando textos, programando… Eu fazia um pouco de tudo para poder comer uma pizza com a Alice, tomar um sorvete e coisas do tipo. Acima de tudo, eu gostava muito da companhia dela e achava o seu sotaque delicioso, envolvente, diferente.

Eu não tinha celular e nem ela. Ela tinha o número da minha casa e eu tinha o número da casa dela. Apesar disso, eu nunca tinha ligado para a sua casa. Afinal de contas, os pais não sabiam e era algo que eu respeitava. Era sempre a Alice que me ligava (e tenho certeza que os pais dela deveriam se tocar das fortunas gastas com o DDD).

Quando chegava de volta em Goiânia, a Alice me ligava. Algumas vezes era só para dizer que tinha chegado bem. Coisa de minutos. E naquela segunda-feira, ela não me ligou. Somos “criaturas de hábitos” e aquilo me deixou de orelhas em pé. Preferi ignorar. Me ligaria mais tarde. Certeza.

A segunda-feira foi embora sem nenhum telefonema. Tive dificuldades para dormir e ao mesmo tempo a certeza de que ela me ligaria no dia seguinte. E ela não ligou. Cheguei até a testar o meu telefone para ver se estava funcionando e de fato estava. Pensei em ligar para a casa dela e me lembrei de seus pais. Lembrei do nosso beijo de despedida e tive a certeza de que não havia nada de errado entre nós. Havia de fato algo de errado, só que eu não sabia o que era.

Não dormi de terça para quarta-feira. Antes do meio dia da quarta, resolvi ligar para a casa dela. Pensei nos pais e resolvi ligar mesmo assim. Sei lá… Eu diria que era um amigo ou algo do tipo.

– Bom dia! Eu poderia falar com a Alice, por favor?

Uma voz masculina me respondeu.

– É o Fábio quem está falando?

Eu estremeci. Não sabia o que dizer ao certo.

– Sim, sou eu. É o pai dela quem está falando?

Silêncio do outro lado da linha. Ouvi um suspiro profundo.

– Sim, Fábio. Sou eu… Ela me falou de vocês durante o voo de volta para Goiânia.

– Olha… O senhor me desculpe… Eu queria contar, mas ela achou melhor deixar para depois…

Novo silêncio, até que a voz embargada de um homem me respondeu.

– Ela faleceu, Fábio. Morreu em um acidente de carro terrível enquanto ia para a faculdade.

Eu explodi em lágrimas. Não era possível! Será que eu tinha ligado para o número errado? Será que estávamos falando da mesma Alice?

– Eu ia te ligar para dar a notícia, mas imagino que saiba o quanto está sendo difícil para nós lidar com isso tudo…

Eu não conseguia dizer nada. Só chorava… E ele complementou.

– Ela tinha dito que queria se mudar para o Rio… Que queria continuar os estudos aí… Ela me disse que estava apaixonada… E era por você, Fábio. E eu não te conheço, rapaz… Mas saiba que ela se foi assim, com você no coração…

Não lembro do que falamos depois disso. Nada. Nem uma palavra. Sei que desliguei o telefone e fui para a rua. Enchi a cara. Nem sei como cheguei em casa. Só sabia que a Alice tinha ido embora.

E então me lembrei da música e a música se tornou uma prece. E a Alice sabe, onde quer que ela esteja, que mais de 25 anos depois não há uma única vez em que eu ouça essa música sem lembrar dela, sem lembrar de nós, e novamente explodir em lágrimas.

Não sei se daria certo. Éramos muito jovens, mas também era fato que estávamos apaixonados. E foi com a Alice que eu aprendi que tudo que importa é o hoje, porque o amanhã de fato pode não existir.

Dedico essa música a ela e peço a quem me lê: ame como se fosse o último dia, porque de fato pode ser.

I will see you on the other side, Alice.