If you forget me – Pablo Neruda

Umas das poesias mais bonitas que já tive a chance de apreciar. Os versos estão logo após o vídeo.

If you forget me
I want you to know
one thing.

You know how this is:
if I look
at the crystal moon, at the red branch
of the slow autumn at my window,
if I touch
near the fire
the impalpable ash
or the wrinkled body of the log,
everything carries me to you,
as if everything that exists,
aromas, light, metals,
were little boats
that sail
toward those isles of yours that wait for me.

Well, now,
if little by little you stop loving me
I shall stop loving you little by little.

If suddenly
you forget me
do not look for me,
for I shall already have forgotten you.

If you think it long and mad,
the wind of banners
that passes through my life,
and you decide
to leave me at the shore
of the heart where I have roots,
remember
that on that day,
at that hour,
I shall lift my arms
and my roots will set off
to seek another land.

But
if each day,
each hour,
you feel that you are destined for me
with implacable sweetness,
if each day a flower
climbs up to your lips to seek me,
ah my love, ah my own,
in me all that fire is repeated,
in me nothing is extinguished or forgotten,
my love feeds on your love, beloved,
and as long as you live it will be in your arms
without leaving mine.

A escolha certa – Declamada por Michelle Cruz

Eu já nem sei o que dizer… A Michelle e eu fizemos uma parceria (não formal) que não sei explicar! Ela faz os meus textos terem voz, e isso realmente me encanta!

Link para o post da Michelle:
https://mcmistturacriativa.wordpress.com/2019/08/14/poema-escolha-certa-do-fabio-ottolini-39/

Link para a poesia declamada diretamente no Instagram:

Post original:
https://agorababou.com/2019/07/26/a-escolha-certa/

Obrigado, Michelle!!!!!!!!!!!!!!!!!

A escolha certa

Mesmo não sabendo quem eu era
Deixei de sê-lo
E não mais sendo
Acabei sendo o que eu não era
Mas que de fato eu sou –
Sempre fui

As respostas só surgiram
Quando desisti de buscar por elas
E assim acabei descobrindo que as perguntas
Sequer eram para ser aquelas!

E quando chegou a hora –
Sem pressa ou demora –
Perguntas e respostas se esvaíram
E restou apenas o aqui
O agora
O afinal

Tanto tempo me perdi
Nos excessos
Do passado
Do futuro
Que eu não me via bem ali
Ao alcance de mim
Embora cercado por muros
Que eu mesmo ergui!

E disso tudo fica a lição
Da vida que hoje vivo
Por conta da que antes não vivi:
Em dado momento –
Meu e somente meu momento –
Eu fiz uma escolha
E dela não me arrependi
Eu escolhi –
E todos os dias escolho –
O eu que eu conheci.

Eu não me conhecia

E quando eu vi com os olhos

Não mais de quem via

Mas de quem queria ver

Eu deixei de ver

E passei a enxergar

E enxergando

Eu comecei a ver tudo

Que eu não via

.

Observador

E observado

Meu mundo cresceu

Quando me dei conta

De que das minhas lamúrias

Eu também era culpado

.

E amanheceu a vida

Sol que ilumina constante

De noite e de dia

Fui apresentado a mim mesmo

E de fato

Eu não me conhecia

.

Felicidade

.

Renascimento

.

Alforria.