Câncer de Mama Masculino

Um dia, eu estava andando na praia e senti que meu mamilo esquerdo estava mais sensível do que o normal. Cheguei em casa e fiz um autoexame. Para minha surpresa, havia um nódulo bem abaixo do meu mamilo.

Fui na Internet procurar sobre o assunto. Minha tia por parte de pai morreu de câncer de mama. Sei que o assunto não é brincadeira. Eu já sabia que homens também poderiam ter câncer de mama, mas ali estava eu preocupado, meio que sem saber o que fazer, até porque era domingo.

No dia seguinte, corri para um mastologista. Ele me examinou e disse que não parecia ser câncer, mas algo conhecido como ginecomastia. Pediu uma mamografia e uma ultrassonografia para fechar o diagnóstico.

E lá fui eu fazer os exames. Vi-me diante de um monte de mulheres com possíveis problemas muito mais graves nas mamas. Sei que o câncer de mama masculino corresponde a cerca de 1% dos casos, mas e se eu fosse um desses 1%? Passava de tudo na minha cabeça. Era algo que realmente estava mexendo comigo.

Fiz a mamografia primeiro, e logo depois a ultrassonografia. A mamografia é um exame desconfortável, digamos assim. E eu pensando nas mulheres lá fora, esperando para passar pelo mesmo que eu. Lembrei das estatísticas e tal, e achei que Deus queria me mostrar alguma coisa. Eu ainda não estava certo do quê.

Da mamografia, fui direto para a ultrassonografia. A médica fez o exame e pediu para ver a mamografia. Com firmeza, me disse que era a tal ginecomastia. Alívio total, mas na minha cabeça só se passava como poderia ser se a médica tivesse dito que era algo mais grave…

Voltei ao consultório do médico e ele me disse que eu poderia tomar um remédio ou tirar o nódulo fora. “Vamos tirar isso agora!”, disse eu. E marcamos a cirurgia.

Fiz os exames pré-operatórios e marcamos a cirurgia. No hospital, lembro-me de brincar com as enfermeiras que se preparavam para as cirurgias da parte da tarde. Eram quatro salas de cirurgia. Havia eu e mais três cesáreas (sim, eu operei em um hospital maternidade). E para não perder o bom humor, falei em alto e bom som: “Só para deixar claro, o meu caso não é cesárea, tá?” Risadas sem fim, até que o anestesista me apagou.

Fiz a cirurgia e tal. Acordei ainda no centro cirúrgico. Muito louco da anestesia, querendo falar com todo mundo. Fui para o quarto ficar em observação e acabei voltando para casa durante a noite, na companhia de minha mãe (que ficou lá o tempo todo), e resolvi andar pela rua para o efeito da anestesia passar (coisa que o médico disse para eu não fazer).

Foram 15 dias com os pontos. Depois, a espera pelo resultado da biópsia. Quase 30 dias no total. Realmente, um lipoma (descobri isso faz uns 30 minutos). Nada demais. Eu estava livre!

E durante esse tempo todo, entre o descobrir o nódulo e receber o resultado da biópsia, eu fiquei tentando entender o que Deus estava querendo me mostrar, e isso ficou claro:

1 – Homens: essa doença não é apenas de mulheres. Há câncer de mama masculino! Portanto, façam o autoexame e procurem ajuda o mais rapidamente que puderem caso encontrem algo diferente nas suas mamas.

2 – Mulheres (e essa foi a parte mais importante): eu vivi de maneira rasa o que vocês vivem ou podem viver com 99% de chances a mais do que eu. Queria deixar clara aqui a minha admiração e carinho pela sua força, pela sua luta, na certeza de que começar a lutar contra a essa doença terrível o quanto antes é a melhor maneira de prevenir problemas mais graves. Façam o autoexame! Cuidem-se! E recebam o meu apoio incondicional. ❤

Maiores informações no INCA.

O emocionante tributo feito em imagens para uma menina de 7 anos vítima de câncer

Não sei o que dizer… Perdi um irmão quando ele tinha 8 anos exatamente pelo mesmo problema. O sofrimento de uma criança diante de uma doença tão brutal é algo indescritível. Crianças não deveriam ter que passar por isso. É de partir o coração. 😦

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Ser diagnosticado com câncer é sempre assustador. Quando o paciente é uma criança, as coisas parecem ainda piores. Mesmo assim, muitas vezes os pequenos podem ser mais corajosos diante da doença do que muita gente grande. É o que mostra a usuária do Imgur Taisce, em um emocionante tributo a sua sobrinha Katherine King.

Katherine foi diagnosticada com um tumor cerebral no dia 2 de junho de 2015 e os médicos disseram que ela teria apenas nove meses de vida. A menina sobreviveu à doença durante 12 meses, mas acabou falecendo com apenas sete anos no último dia 7 de junho.

A homenagem é de partir o coração:

Adeus Katherine King

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Você nos deixou cedo demais

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Muito antes da sua hora

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Ainda havia tanto o que fazer e experimentar

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Você tinha sua vida inteira pela frente

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Você deveria ter ido ao Ensino Médio

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Deveria ter tido um namorado (ou namorada)

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Se…

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Felicidade Ansiosa

Posso dizer que tenho um livro de cabeceira, e ele se chama “Auto-estima e os seus seis pilares”, do Dr. Nathaniel Branden.

Sei que, normalmente, as pessoas já ficam com um pé atrás quando ouvem falar de livros sobre autoestima (geralmente associam com livros de autoajuda), mas o autor é de fato um dos pioneiros e um especialista no assunto, que vai desde a autoestima até a falsa autoestima.

Eis um pequeno trecho de um dos capítulos iniciais.

A “felicidade ansiosa” é muito comum. A felicidade pode ativar vozes internas que me dizem que não mereço ser feliz, ou que a felicidade não vai durar, ou que estou a caminho do infortúnio, ou que estou matando meus pais por ser mais feliz do que eles já foram, ou que a vida não é isso, ou que as pessoas vão me invejar e me odiar, ou que a felicidade é apenas uma ilusão, ou se ninguém mais é feliz, por que eu iria ser? É exigido muito de nós, por mais paradoxal que seja, que tenhamos a coragem de tolerar a felicidade sem nos auto-sabotar, até a hora em que perdemos o medo dela e compreendemos que ela não nos destruirá (e que não tem necessidade de desaparecer). De vez em quando eu digo a meus clientes: veja se consegue passar o dia de hoje sem fazer nada que possa enfraquecer ou subverter sentimentos bons – e se você “cair do trem”, não se desespere, recupere-se e comprometa-se de novo com a felicidade. Essa perseverança consolida a auto-estima.

Ademais, precisamos confrontar essas vozes destrutivas, e não correr delas; envolvê-las em um diálogo íntimo; desafiá-las a justificarem-se; pacientemente responder-lhes e refutar seus absurdos – lidando com elas como se deve lidar com pessoas reais, e distinguindo-as das vozes do nosso eu adulto.

Tendemos a ser muito mais influenciados pelo desejo de evitar a dor do que de experimentar o prazer. O negativo tem muito mais poder sobre nós que o positivo. Se não acreditamos em nós mesmos – nem em nossa eficiência, nem no que temos de bom -, o universo se torna ameaçador.

Como se pode ver, é mais profundo do que ficar se olhando no espelho e dizendo “sou bonito” e coisas do tipo. Aliás, é um livro que nos faz refletir e correlacionar alguns de nossos hábitos e comportamentos com a visão que temos de nós mesmos. Deixa de lado a visão simplista do “cuida bem do seu corpo, logo tem autoestima elevada”, e entra nos detalhes inconvenientes e nos mecanismos de proteção que criamos para justificar e provar o que pensamos sobre nós mesmos.

Leitura imperdível! Recomendo!

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Em busca do EU perdido

Seu cônjuge gosta de falar palavrão?
Fale também! Por que não?

Seu cônjuge acorda cedo?
Acorde cedo também! Por que não?

Seu cônjuge não come carne?
Não coma carne também! Por que não?

Seu cônjuge não bebe?
Não beba também! Por que não?

Seu cônjuge não tem religião?
Esqueça da sua também! Por que não?

Seu cônjuge não quer ter filhos?
Não os queira também! Por que não?

Seu cônjuge ama o PT?
Ame-o também! Por que não?

Quando A e B se conheceram, A comia carne e B não. Para se aproximar de B, A resolveu parar de comer carne também. Não parou por convicção, por conta de querer proteger os animais ou por achar que faria bem para a saúde. Parou simplesmente para agradar B.

Eu poderia listar um número quase infinito de concessões, em pequeno ou maior grau, que muitos cônjuges fazem para agradar o outro, mas creio que essa lista já é suficiente para ilustrar o meu ponto.

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Quando A e B se apaixonaram, A e B eram pessoas diferentes. Eram INDIVÍDUOS, e por detrás de indivíduos está o conceito de INDIVIDUALIDADE, que não pode ser perdido no casamento ou em uma união estável de qualquer natureza. Por que? Porque no longo prazo não funciona! Simples assim.

Notem que não estou falando de escolhas conscientes e acordadas entre os dois: não vamos viajar esse ano, porque nosso objetivo é ter uma casa própria. Por detrás de uma escolha consciente, o conceio de indivíduo e individualidade permanecem intactos.

Os exemplos que citei, que em um primeiro momento parecem inofensivos, ao longo do tempo fazem com que o indivíduo perca a sua individualidade, e se torne igual ou muito similar ao outro. Muito bom, não é mesmo? NÃO! Isso é absolutamente terrível! Por que? Porque A e B se apaixonaram como indivíduos, e quando essa individualidade se acaba, pode ser que a própria relação se acabe. O motivo é simples: no intuito de agradar ao outro, o que primeiramente uniu o casal simplesmente deixou de existir. A individualidade é um dos princípios de qualquer relação.

Há  três possíveis fins para relacionamentos desse tipo:

1) A e B, quer seja por questões morais que lhes foram passadas ou por qualquer outro motivo, vivem uma vida bem abaixo de sua plenitude. Se confrontados, dirão que fazem isso por suas famílias. Perderam por completo a noção do EU. No fundo, se sentem frustrados de maneira que não conseguem explicar. Culpam o destino, karma, conjunturas políticas e econômicas, etc. Se esqueceram tanto do EU que são incapazes de olhar para dentro!

2) Seguindo o exemplo da carne, A fez todos os tipos de concessão para B no sentido de “ser aceito”, “evitar brigas”, etc. A deixou de ser EU, e portanto esqueceu-se de sua própria felicidade e vontades. E para surpresa de A, B um dia chega para A e diz: “Acabou! Não reconheço mais você! Você não é a pessoa pela qual me apaixonei!” Vira as costas e vai embora. E A, depois de 10 anos ou mais de concessões, sente-se completamente perdido, sem saber o que fazer da vida, e culpando-se por não ter feito mais para que B não fosse embora. Percebem o caso clássico do feitiço virando contra o feiticeiro? Deixando de lado o julgamento do mérito da ruptura, fato é que A vai precisar reencontrar o próprio EU, e enquanto este não for encontrado, viverá relações destrutivas de todos os tipos.

3) Tamém seguindo o exemplo da carne, A fez todos os tipos de concessão para B no sentido de “ser aceito”, “evitar brigas”, etc. A deixou de ser EU, e portanto esqueceu-se de sua própria felicidade e vontades. Entretanto, diferentemente do que foi citado acima, A começa a perceber que deixou de ser EU e angustia-se. Começa a perceber que anulou-se durante anos por conta de um alguém que muitas vezes sequer reconheceu seu valor. Sobe-lhe um sopro de vida que assusta e que é ao mesmo tempo irresistível. E então, A resolve recuperar o tempo perdido, e muitas vezes vê em B o seu algoz, muito embora a responsabilidade sobre sua felicidade seja inteiramente sua. “B, estou indo embora. Eu me anulei por sua conta. Preciso viver!” E B, possivelmente, não vai entender do que se trata. “Como assim? A tem vontades? Devem ser os amigos ou a terapeuta que estão gerando influências negativas! Talvez seja maluca!” Tanto faz… Como o mundo girava no entorno de B, B é incapaz de perceber o que aconteceu com A. B é incapaz de perceber que A também precisava de seu EU.

Notem que essas relações são destrutivas. Quem conscientemente faria escolhas desse tipo? Entretanto, escolhas desse tipo são feitas TODOS OS DIAS, e muitas vezes percebidas apenas depois de longos e penosos anos.

Convido a todos que reflitam sobre suas vidas e sobre suas relações. Somos os únicos responsáveis por nossa própria felicidade, e com certeza há no mundo pessoas que nos aceitam com todas as nossas qualidades e defeitos. Há pessoas que amam o EU do outro e que desejarão viver eternamente ao lado dele.

Sejamos felizes e plenos!

Dietas: Marketing é tudo!

Quem não quer ter saúde e um corpo sarado? O grande problema é o marketing. Médicos e nutricionistas precisam entender seu público alvo e falar em uma linguagem que faça sentido para cada um de seus pacientes.

Pessoas conscientes
– Fazer exercícios e se alimentar de maneira regrada, fará com que você viva mais feliz e por muito mais tempo!
– Obrigado! Faz todo sentido! Quero viver muito! Beijar meus netos, bisnetos! Viajar muito! E quando eu sair da dieta por conta de uma feijoada, por exemplo, compenso no treino.
– Muito bem!

Pessoal de Humanas
– Cara… A larica só te atrapalha! Come feijão com leite condensado, fica prostrado jogando videogame ou olhando para o teto, e quer ficar saradão?
– E se eu introduzir cocaína na dieta?
– Você não vai conseguir ficar nem sentado jogando videogame! E sabe aquele feijão com leite condensado? ESQUECE! Não vai passar nada pela sua garganta! O negócio é atividade física!
– Agitar bandeira do PT em manifestação conta? E jogar sinuca no DCE? Po, curti! Adoro fazer isso depois de fumar um beck!

Gays
– Presta atenção… Na academia que eu malho, os caras mais bonitos são gays!
– Seu homofóbico! Só porque sou gordo!
– Não é isso… Você quer ou não quer pegar os saradões?
– O que você acha? Tenho cara de quem gosta de bicha que não seja top? Onde fica essa sua academia? Quero ir lá brilhar! Tem ballet?
– Então… Tem que treinar… Não tem jeito. Vou te dar um suplemento: Whey. Já ouviu falar?
– Viado!!!!!!!!!!!!! Esperma tem muita proteína! Preciso disso não!

Religiosos
– Jesus não mutiplicou picanhas! Jesus mutiplicou peixes e pães! E Jesus não ia de Uber de um lado para o outro. Ia caminhando! Jejuava! Subia montanhas! Andava de burro! Jesus comia gafanhotos e mel! Jesus fazia um mistura de HIIT com crossfit! Amém, irmãos?
– Amém!

Pessoal de Exatas
– Olha… O seu colesterol está um pouco alterado. Vamos ter que rever a sua dieta.
– Em quanto?
– Está alterado. Isso que importa. Temos que rever a sua alimentação e acrescentar exercícios físicos.
– Eu quero saber em quanto está alterado! 3% para mais? Digo isso porque posso desenvolver um modelo matemático que faça com que o que eu como e gera esses 3% adicionais seja removido da minha dieta. Ou talvez eu possa comer algo que neutralize esses 3%!
– Veja bem… Cada organismo é um organismo… Não dá para dizer exatamente o que está causando esse aumento no seu colesterol.
– COMO NÃO DÁ PARA DIZER EXATAMENTE? COMO ASSIM?
– Posso fazer uma proposta diferente? Eu te dou uma dieta básica, você a cumpre, e vai anotando as variações que ocorrem em decorrência da introdução de determinados tipos de alimentos, bem como as suas respectivas quantidades. Também te dou uma série básica de exercícios. Assim, você pode tentar correlacionar o efeito dos exercícios com a sua dieta, e verificar os resultados através dos exames.
– Perfeito! Farei uma regressão linear… Quer dizer, depende. Se eu me deparar com alguma heteroscedasticidade, vou buscar caminhos alternativos.

Modelos
– Você está magra, mas está muito mal nutrida. Precisamos criar massa gorda e magra para você. Isso vai melhorar muito a sua qualidade de vida!
– Massa? Não como massa!

Gordos sem vergonha
– Olha só… Você vai morrer.
– Todo mundo morre um dia, doutor!
– Mas é bem provável que você morra em breve. Você está com síndrome metabólica!
– Mas o plano não aceita que eu faça bariátrica porque o meu IMC ainda não passou dos 40! Vou engordar, então, para poder fazer a cirurgia!
– Você está maluco? Por que não faz uma dieta e exercícios físicos? Sabia que você pode morrer na cirurgia?
– Eu me exercito, doutor! Levanto para pegar o controle remoto…
– Na boa… Você consegue ver o próprio pau?
– Não… (suspiro)
– Entendeu onde eu quero chegar?
– Você quer que eu veja meu pau? Você quer ver meu pau?
– Deixa de ser uma anta! Eu quero que você seja feliz, porra! Se continuar gordo, não vai ter sexo e se tiver uma porra de um derrame, nem videogame vai ter. Vai ficar entrevado com um enfermeiro tendo que limpar seu cu! Entendeu agora, seu bosta?
– Sim… Hoje é sexta. Posso começar a dieta e os exercícios na segunda?

Gracys
– Veja bem… Seus rins estão começando a reclamar.
– CICLO! CICLOOOOOOOOOOOOOOO!
– Como assim?
– Whey!!!!!!!!!!!!!! BCAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Termogênicos!!!!!!!!!!!!!! Ciclo de GH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
– Calma…. Não precisa me bat……. AAAAAAAAAaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

gordinho e gordinha copy

A cerveja nossa de cada dia

Ninguém é obrigado a entender de cerveja para beber cerveja. Isso é um fato. Entretanto, é bom a gente esclarecer algumas coisas.

A maioria esmagadora das cervejas que encontramos no mercado brasileiro contém milho, arroz ou até mesmo soja (milho é o mais comum). Surpreso? Repare se a sua cerveja predileta não tem algo como “cereais não maltados”. Tem? Ferrou. De acordo com a legislação brasileira, ela pode conter até 45% de milho, então.

O que isso significa na prática? Depende. No meu caso, significa que estou sendo enganado. Uma das primeiras (ou talvez a primeira) lei alimentar do mundo, do ano de 1516, surgiu justamente para regular a produção de cerveja na Baviera, que é uma região da Alemanha. A tal Lei de Pureza da Cerveja estabelecia que o malte de cevada deveria ser utilizado para a produção de cerveja. Cevada! Nada de milho! Menos ainda milho transgênico. Pois bem… É isso que tomamos no Brasil: suco de cevada. Contém cevada, mas não é a cerveja como ela foi concebida.

Dizem que fiquei fresco. Tomei Antartica a minha vida inteira e nunca reclamei. Pois bem… A ignorância é uma benção. Depois que descobri que somente poucos rótulos usam apenas cevada, me encantei por eles. É o caso da Heineken, da Therezópolis, da Sul Americana, apenas para citar alguns nomes. E depois disso, sim, fiquei mais fresco. Percebi que tomar cerveja com milho me deixava empanzinado, e resolvi enveradar para o mundo das cervejas puro malte. Pior… Também descobri que as tais pesquisas que afirmam que cerveja faz bem para a saúde são feitas tendo como base cervejas puro malte.

Experimente! Sei que a crise está feia, mas como vem escrito na garrafa da Therezópolis: “Beba menos. Beba melhor.” E não se esqueça que há literalmente milhares de produtores independentes fazendo cervejas em suas casas! É bem provável que um amigo seu esteja fazendo cerveja de primeiríssima qualidade e você nem saiba disso. Se você gosta de cerveja, creio que vale a pena se informar sobre o assunto. Apenas um aviso: é um caminho sem volta!

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Dengue, Zika, Chikungunya…

É horrível, em uma situação como essa, perceber que você tinha razão. Que Deus nos ajude, porque no que depender dos homens, estamos indo de mal a pior.
http://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2016/01/estamos-perdendo-guerra-contra-o-aedes-diz-ministro-da-saude-no-piaui.html

AGORA BABOU

Lembro-me como se fosse hoje do então político Sergio Arouca (que não se confunda com o que ele representava como médico), discutindo na TV e nas rádios se a Dengue era um problema municipal, estadual ou federal. Achei surreal a discussão, mas entendi que se tratava de uma questão orçamentária, que seria rapidamente resolvida.

Aqui estamos nós, 25 anos depois, com os mesmos problemas de antes. Entretanto, agora o problema não é só a Dengue. Temos a Zika, a Chikungunya, e quem sabe alguma outra nova doença para o final de 2015/início de 2016. O que permaneceu inalterado durante esse período? O vetor dessas doenças: o infame Aedes aegypti.

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Confesso que até hoje não sei exatamente se essas doenças são um problema municipal, estadual ou federal, mas sei que o controle do vetor dessas doenças, o mosquito Aedes aegypti, mesmo após 25 anos, continua ineficaz.

Os últimos dois verões foram…

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