Feliz Natal – 2018

Que não nos esqueçamos de quem é o aniversariante, não é mesmo? Que nos vistamos como quem vai para uma festa (e de fato vamos), mas que nos lembremos que o próprio aniversariante está muito mais preocupado com o que carregamos em nossos corações.

Se eu quero pedir um presente? Não. Eu só quero agradecer. Obrigado, Meu Deus, por tudo que o Senhor me deu e pela minha fé sem tamanho, que se renova todos os dias. Em Ti, eu sou uma fortaleza inexpugnável. ❤ ❤ ❤

modelo-de-cartao-de-natal-2014-para-imprimir

In Orbit – Evergrey

A banda por si só já é sensacional, mas não foi o suficiente. Tiveram que gravar uma música com a Floor Jansen, cantora lírica e atual vocalista da banda de metal sinfônico Nightwish. O resultado é isso: sem palavras. Que dueto!!! ❤ ❤ ❤

(letra logo após o vídeo)

 

In Orbit – Evergrey

I’m caught here in this vacuum
I’m fallen from a sunless sky
I’ve red myself from value

And leave this emptiness behind
So I run, before it’s over
I run, but still I believe, it seems
I run, but not getting closer
I run, to get away from this dream

I’ve been watching you from a distance
I’ve been monitoring you from cloudless skies
I’ve been calling your name just to ease your resistance
But nothing seems to shift your darkened sky

I run, before it’s over
I run, but still I believe, it seems
I run, but not getting closer
I run, to get away from this dream

I’m an orbit, stars exploding, when I call your name
Here in the dark I’m lonely
You’re my compass, the only reason to stay

I run, before it’s over
I run, but still I believe, it seems
I run, but not getting closer
And I run, to get away from this dream
I run, but not getting closer
I run, but still I believe, it seems
RUN!

Paz e arroz

Vejo o que não via

E sinto o que eu não queria.

No horizonte que se queima,

Queima a minha fantasia.

 

Nos copos e bares,

Aldeias e mares,

Restos do que somos,

Apesar dos pesares.

 

E somos o que somos,

Em todos os lugares,

Presenças indesejadas,

Veias, vasos, capilares.

 

E no sonho acordado,

Nas esféricas luzes do dia a dia,

Eis que nasce o controle

Do que o controle nada queria.

 

E nas lembranças secas

De copos e bares,

A libido acesa,

Só olhares… Aqueles olhares…

 

Entrego-me ou rio?

Vivo ou fantasio?

Nas dores do poente

Ela deságua… Rios.

 

Deságua, vai…

Finge que me satisfaz,

Mas em meus sonhos é outra a face,

Cuja verdadeira face ficou para trás.

Muitíssimo – declamada por Michelle Cruz

Imagina você acordar e descobrir que uma pessoa (que eu não conhecia) declamou uma de suas poesias, a gravou, e a postou no Instagram?

Não preciso de presente de Natal, Papai Noel! Eu já ganhei o meu! IMPOSSÍVEL GANHAR ALGO MELHOR! 🙂

Obrigado, Michelle! Um zilhão de vezes obrigado! ❤ ❤ ❤

A poesia original pode ser encontrada em Muitíssimo.

Prestando conta da sua vida aos outros…

“Prestar é dar, conceder, dispensar, exibir ou entregar a alguém aquilo que lhe corresponde. Prestação é o processo resultante da ação de prestar. Conta, como substantivo, é uma anotação do que se deve. Eu poderia parar por aqui. A definição da expressão é argumento suficiente para lhe mostrar o quanto é desnecessário prestar conta da sua vida a qualquer pessoa que não seja você. Mas, infelizmente, o processo de libertação não é simples assim.

Enquanto dependentes de nossos pais, prestamos conta de nossos atos e escolhas o tempo todo. A criança corresponde aos pais, pois está sob a responsabilidade deles. Somos programados a agir dessa forma, desde o nosso primeiro ato consciente, entre humanos.

Com base em seus conhecimentos e experiências, nossos pais nos auxiliam e nos orientam no processo de tomada de decisão e construção da nossa personalidade. Infelizmente, esse processo não é livre de interferência. Por estarmos sujeitos à julgamentos, sem domínio dos conceitos de certo e errado, lidamos com a ‘obrigação de agradar’. O lado ruim de tudo isso é que nos viciamos na necessidade de aceitação.

Conquistamos independência financeira, mas continuamos prestando conta. O papel que cabia aos nossos pais na infância, se estende a muitos outros na vida adulta. Um pouquinho ali, um montão aqui. Quando notamos, já estamos lá, justificando o que não precisa, alimentando o poder dos outros sobre nós.

Quando damos conta, o problema está instalado. Então, percebemos que tão importante quanto a independência financeira, é a emancipação mental da necessidade de agradar os outros. ‘Os outros’ comporta uma multidão, cada um com suas vontades, defeitos e qualidades. É problema sem solução, é impossível atender às expectativas de tanta gente. Quer ser livre? Comece sendo responsável por suas reflexões e escolhas!

Na busca contínua por aplausos, não aceitamos o fluxo natural da vida, prejudicando a nossa jornada de aprendizagem como seres humanos. Mesmo com toda inovação e tecnologia desenvolvida na área de navegação por satélite, quando estamos dirigindo em um trajeto desconhecido, com auxílio de GPS, uma hora ou outra, entramos em uma rua sem saída. Assim somos nós, mesmo com toda orientação e conhecimento acumulados no decorrer da vida, estamos sujeitos ao erro, pois tendemos a explorar o desconhecido. Se a regra for apenas seguir em frente, uma hora você vai ficar parado. Acionar a ré, lhe possibilita o próximo movimento. As possibilidades e as ferramentas existem para serem avaliadas e utilizadas. Não adianta lutar contra isso, o passo para trás tem que ser dado no momento necessário. Recuperando o movimento, você tem a oportunidade de escolher se retoma ou troca de caminho.

Quantas vezes, pensar sobre ‘o que os outros vão dizer’, definiu sua decisão sobre algo? Ao prestar contas o tempo todo, você se coloca na posição de devedor, assume dívidas que não existem, com inúmeros credores. Se você já teve uma dívida, conhece o efeito psicológico desse processo em você. Imagina agora essa dívida como infinita e todos que estão ao seu redor como credores. Parece um pesadelo, não é? Mas, na realidade, é isso que você faz com sua vida.

Já imaginou que cada um na multidão está assim, sofrendo para agradar e atender expectativas dos outros? Avalie um pouco mais e visualize que todos estão, ‘coincidentemente’, na posição de sofredor e de opressor, precisando que alguém tenha coragem para quebrar esse círculo vicioso de julgamento. Se quer parar de sofrer, comece parando de oprimir. Der ao outro o direito de escolha. Pare de repetir regras. Pare de enxergar as pessoas como produtos resultantes de uma linha de fabricação seriada. Afinal, não existe especificação definida para ser humano. Apenas ser…

Abraços!

Tina :)”

 

O texto original, de autoria de Albertina Costa, pode ser encontrado em:

https://www.linkedin.com/pulse/prestando-conta-da-sua-vida-aos-outros-albertina-costa/

Definitivamente

Nem tudo foi como eu esperava.

Nem tudo foi como eu sentia que seria.

Nem tudo foi;

Muita coisa ficou.

 

Mas aquela esperança que eu tinha,

Que hoje acredito ser só minha,

Aos poucos vai se enfraquecendo,

Dissipando-se na ausência repetida,

No silêncio descomedido,

Na falta de razão ou sentido

E ainda assim,

Aparentemente decidida.

 

Mas eu aprendi a respeitar,

Pois nunca amei só por amar.

Era algo maior que eu…

E não era só por mim,

E só faz sentido se for assim.

 

Tudo foi por nós.

 

Tudo.

Tudo.

Tudo.

 

Sei e sinto que ainda somos,

Mas o que eu posso fazer agora

Além de desejar que você esteja feliz?

 

Eu não tenho a chave da porta

Que você fechou por dentro.

E mesmo que a tivesse,

Por nós ela só se abrirá realmente

Se você definitivamente abri-la.

estagiario_porta_fechada