Presenteador

Desde pequeno, sempre gostei de dar presentes. Gostava mais de dar do que receber. Não sei exatamente o porque, mas sentia e ainda sinto um prazer intenso quando consigo levar um ou mesmo vários sorrisos ao rosto alguém.

Presentes não são necessariamente bens materiais. Podem ser afagos, palavras de conforto, ouvidos atentos, abraços, beijos, etc. Só que com o tempo, percebi que verdadeiramente o maior presente que eu poderia oferecer seria estar de fato presente na vida das pessoas, compartilhando com elas momentos bons, momentos ruins… Compartilhando a vida.

E depois que se passou mais tempo, eu acabei percebendo que não é por ser um presente que necessariamente agrada. Há quem não queira ou não goste dos meus presentes. Há quem os rejeite. Há quem os despreze. Há quem ria deles. E nem por isso deixam de ser presentes. Eu sei o que há no meu coração quando presenteio. Eu sei bem o que quero e sinto quando presenteio, e isso é algo que está sempre em mim.

Confesso que cheguei a questionar essa minha “mania”. E hoje, depois de ter passado mais tempo ainda, percebi que durante a minha vida inteira eu não estava presenteando somente os outros, mas também a mim. Tudo que eu dei de presente eu sempre recebi de volta em dobro, quer seja de forma direta ou indireta, independentemente da reação de quem recebeu os presentes. E assim eu permaneço fiel ao meu propósito. Fiel ao que há de melhor em mim.

De fato, eu nunca dei presentes. Eu sempre me dei, sempre dei parte de mim e sou muito feliz assim. Mais ainda, agradeço a Deus por ter me feito desse jeito. Eu gosto de ser assim.

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