Ame sempre!

Ame sempre!

Ame sem entender!

Ame para viver!

Ame por amar!

 

 

Ame!

Ame!

Ame!

 

 

Ame sem limites!

Ame na mais pura solidão!

Ame no por do sol!

Ame nas noites mal dormidas que virão!

 

 

Ame!

Ame!

Ame!

 

 

Não espere ser entendido

Cale-se diante da incompreensão

Quem ama tudo suporta

O amor nunca é em vão!

 

 

E quando rirem do que sente

Lembre-se que o mundo gira –

Sempre assim será! –

O amor é bálsamo para quem o sente

E penúria de quem a falta dele eventualmente sentirá.

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Por ti

Que não seja contigo

Mas é sempre por ti

É sempre em ti

 

És tudo

 

Absolutamente nada mais –

Posto que não há nada mais –

Cabe em mim

 

Tu me transbordas

És enchente

És vida

És o presente

És o ausente

És o nascer

És o poente

 

És tudo

 

Estás

Invariavelmente

Inexoravelmente

Nos milissegundos do sempre

Aqui.

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O amor nos iguala

Já ouvi dizer que é a morte que nos iguala. Ricos e pobres, pretos e brancos, vamos todos morrer. TODOS. Não há exceção.

Sempre me incomodou essa visão pessimista. Será que só somos iguais no fim de tudo? O que nos iguala no hoje, no agora? E cheguei a uma conclusão muito simples. Tão simples que chega a ser assustadora. O que nos iguala é o amor.

O amor não repara nesses detalhes. Sim! Não repara! O amor não repara e é irreparável. Ele simplesmente não se importa. Ele chega, quer seja na forma de uma paixão arrebatadora ou como uma brisa leve, e decide ficar. Essa é uma das características mais marcantes do amor. Ele fica. Não faz perguntas, não precisa de uma explicação, e não pede autorização. Ele pode. Ele decide. Ele é decisivo. Ele é agente de mudança. Ele é a mudança.

Não importa o tempo. Não importa a distância. Não importa a idade. Não importa a fase ou o momento da vida. Quando ele chega, ele chega. Ele existe. Ele é. Negá-lo é negar-se. Fugir dele é fugir de si mesmo. Esforço inútil. O amor vence. Sempre. O amor é em sua essência um vencedor. Ele não busca a vitória. Ele é a vitória.

Então, permita igualar-se antes que a morte chegue. Não tenha medo. Jamais! Ame! Seja amado! Entregue-se! A vida se encarrega de acertar os detalhes. E assim, sorria diante de sua morte, sabendo que foi e viveu tudo que poderia viver em vida.

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A maré

Ele a amava de forma tão absoluta

Que ela nunca o entendeu

É que ela não precisava ser amada assim

E foi o que ele nunca percebeu

 

Quanto mais profundo o mergulho

Quanto mais alto o vôo

Maiores os riscos

E há quem a diante destes fique arisco

 

Há quem precise de profundidade

Há quem precise de altura

Mas também há quem precise

Simplesmente de nenhuma fartura

 

Aos olhos dela, ele é um louco

Aos olhos dele, ela também é

Estar no controle ou perder o controle?

Vida alta ou baixa como a maré.

A+medida+do+amor

Sexta-feira

Tão fácil me esquecer

Basta uma sexta-feira

Um fim de semana

E torno-me um estranho

 

Sinto dor

Que sobra e dobra minhas entranhas

E que me faz questionar se sou

Aquele mesmo de durante a semana

 

E nas sombras das minhas lembranças

Calo-me e sinto-te

Tão perto e tão longe

Tão diferente, ausente, discrente…

 

E em sorrisos belos e amargos

Busca-te e encontro-te

Sem teu gosto ou tua forma

Chafurdo nas promessas do horizonte.

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Anteparo

Parece que cresce
Que remexe, que tece
Que cria raízes
Mas é fotografia
De álbum antigo
De melancolia

Só que é tão presente
Que quando ausente
Não deixa nem respirar
E quando presente
Faz o não coerente
Para a razão se ausentar

Talvez seja eterno
O jeito mais que doce
De não falar de amor
De um amor tão calado,
Que berra pecados,
Que urra e canta…

A beleza de amar
O que o torpe destino
Não quis coroar
Pois nem coroa apresenta
E seu cetro só ostenta
Lágrimas de um trovador

E nesse império
De luxúria e mistério
Rego com lágrimas o que plantei
Um sopro de vida
Uma divina rotina
De carinhos não meus

Quem sabe outra chance
Outro dia, outro lance,
Com a sorte desnuda
Feito meu peito rasgado
Pelos lábios molhados
Que eu afirmo: são meus.

Que sirva de aviso –
Não há prejuízo
Em amar até morrer
Pois até no desamparo
O amor é o anteparo
Dos males do eu.

coracaopaixao

Precisa-se

Se preciso explicar

E argumentar

E pedir

Para não ir

Ou pedir

Para voltar

 

Se preciso dizer

O que sinto

E não desisto

De demonstrar

E me desculpo

E me culpo

Pelos muros

Que não criei

E insisto em derrubar

 

Realmente

Preciso

Precisar

Ser mais conciso

Dar espaço

Ao sorriso

À vontade de tocar

 

Sendo bem preciso

É fato que preciso

Simplesmente

Ver-te precisar.

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