Em vão

Vem cá…

Vem me falar

De tudo que você acha

Que não precisa dizer

 

Lembra?

Antes de tudo eu era amigo

Abrigo…

O bom dia

O boa noite

E tudo mais que precisava ser

 

Deixo assim

Nas tuas mãos

O direito de ser feliz –

Ou não!

 

Mas se quiser me falar

Do seu coração

Continuo por aqui

Depende só de você

Confessar-se

Ou deixar o momento ir-se em vão.

Minha amiga

Minha amiga,

Você sabe quem você é, sabe quem eu sou, e sabe o quanto te amo e te respeito. Nutro por ti um amor fraternal e incondicional.

Sei que o momento é grave. Entendo perfeitamente as tuas preocupações, a tua decepção, enfim. Esteja certa, porém, que também sei o quanto te amo, e honrarei o teu nome seja como for. Você não merece NADA do que está passando.

O que Deus edifica, o diabo não derruba. Espero com meu coração entreaberto, mas com um coração que acima de tudo te ama. Eu vou lutar por nós!

Eu te amo!

Intercâmbio de namoradas

Embarcou. Deixa eu ligar para a amiga dela.

– Pronto. Só vamos ter que pensar em como resolver esse assunto daqui a 3 meses.

Eu me sentia poderoso. Estava namorando uma e saindo com a amiga dela. A minha namorada tinha embarcado para um intercâmbio e ficaria fora durante 3 meses. Enquanto isso, eu pegaria a amiga dela. Por que não? Eu era jovem. Podia tudo. E eu estava no maior estilo “pinto no lixo”. Pinto nascido de galinha, para deixar claro.

Os 3 meses se passaram rapidamente e fui me encontrar com a minha namorada no Museu da República no dia seguinte a seu retorno ao Brasil. Lugar lindo e completamente antagônico ao diálogo escroto que se sucedeu.

– Tudo bem? Como foi lá?

– Nossa! Foi sensacional! – Bla, bla, bla… – Inclusive, trouxe esses presentes para você.

Não era um presente. Eram vários. Fiquei sem saber o que fazer, mas a decisão já estava tomada.

– Olha… Muita coisa aconteceu enquanto você estava fora. Eu gosto muito de você, mas estou com outra pessoa…

– Como assim? Eu fui cantada o intercâmbio inteiro, não fiquei com ninguém, e você me diz isso assim que eu chego?

Lavamos roupa suja. Ela chorou. Eu chorei. Perguntei se ela queria os presentes de volta. Ela disse que não. Demos um longo beijo de despedida. Em seguida, corri para o telefone e liguei para a outra.

– Olha, já resolvi a situação. Sim… Teve beijo de despedida. O que? Não quer ficar mais comigo por conta disso?

Puta que pariu! Agora, eu estava sem nenhuma. Liguei para a ex. Sim, a do intercâmbio.

– Vamos voltar? Eu estava nervoso… Sei lá… Você ficou muito tempo distante…

Voltamos e tal. Naquela mesmo dia, durante a noite, recebi uma nova ligação da amiga, dizendo que entendia o beijo de despedida na ex, que me perdoava, e que queria ficar comigo. “Tenho que dar um novo telefonema”, pensei.

– O que? É a segunda vez que você termina comigo no mesmo dia! Vá se foder! – E bateu com o telefone na minha cara.

Só para recapitular: neste momento, eu estava namorando com a amiga da ex com a qual eu havia terminado duas vezes no mesmo dia, logo após ela voltar do intercâmbio.

O tempo passou, e percebi que a tal amiga da ex era um saco. Bonita, rica, mas era um saco. Chata ao extremo, ao ponto de afetar até a minha capacidade de trabalhar. Meu chefe, inclusive, me recomendou que terminasse com ela. Eu estava ficando chato como ela. Chatice é algo contagiante ao que tudo indica.

E um dia, novamente andando por perto do Museu da República, encontro com a ex. Sim, a do intercâmbio. Achei que ela iria me matar, mas foi doce, atenciosa. Perguntei se ela já tinha almoçado. Fomos almoçar e nos pegamos. Contei tudo que estava acontecendo, e ela me recomendou terminar com a “amiga” dela. Aceitei. Fazia todo o sentido.

– Não dá mais… Você é muito chata! Fique aí no seu mundinho de faz de conta, de menina riquinha, e seja muito feliz!

O aniversário dela seria na semana seguinte. Como ela ainda tinha alguma esperança que a gente voltasse, me convidou para ir na festa mesmo assim. Não fiquei com a menor vontade de ir, mas mudei de idéia quando recebi um convite da minha ex (a do intercâmbio) para ir como seu acompanhante para a festa. Eu imaginava que daria alguma merda, mas eu queria mais é ver o circo pegar fogo!

Só não transamos no gramado da festa da aniversariante, na frente de todo mundo, porque seria muito agressivo. Meus amigos, que sabiam de tudo, se divertiam. A aniversariante queria me matar. Queria matar a ex-amiga. Gritaram meu nome no “com quem será”… Uma noite muito louca, por assim dizer. Inesquecível!

Na hora de ir embora, a moça do intercâmbio olha nos meus olhos e me diz.

– A vingança é doce quando é servida fria. Não me ligue. Não me procure jamais, seu babaca! É bom ser usado, né?

Eu não me sentia usado, mas entendi perfeitamente o que ela quis dizer. Por via das dúvidas, resolvi nunca mais procurar nenhuma das duas. E se começasse tudo de novo?

contos-de-fadas-tricae

 

Como cobrar uma dívida

Esse é um assunto controverso. Em geral, quem não paga o faz porque esqueceu, mas há sempre aqueles que agem de má fé. Por via das dúvidas, e também para você não ficar no prejuízo, gostaria de deixar minha sugestão. Acreditem: funciona perfeitamente!

Plataforma
Telefone, Email, Whatsapp, Messenger, Skype… Só não coloque na timeline da pessoa para evitar confusão e não revelar seus dados pessoais.

Texto
Fala, meu camarada! Tudo beleza? Acabei esquecendo de te passar os dados para fazer o depósito na minha conta corrente do [racha do churrasco], no total de [R$50,00].

Laranja
Banco: Na Suiça
Agência: 0171-0
C/C: 00171-0
CPF: 171.171.171-00

Estou mandando o CPF para facilitar no caso de preferir fazer um DOC.

Mais uma vez, mil desculpas pelo atraso em te passar essas informações! Manda um beijo para a Feira.

Abraços,

Lula

Viram? É fácil! Não gera nenhum tipo de estresse e a pessoa fica chocada por ter esquecido ou tão sem graça que te paga (no caso de estar agindo de má fé).

E lembre-se: não desfaça uma amizade por conta de um mal entendido!

P.S.: Não se esqueça de substituir o conteúdo entre os colchetes!

Amizade é isso

O que se espera de um amigo?

Que seja franco e direto.

Que não fale amanhã o que poderia falar hoje, ou mesmo o que poderia ter falado ontem.

Que perceba contextos e que leia entrelinhas.

E, acima de tudo, que diante de um problema, ouça a sua versão dos fatos, e que ela tenha o mesmo peso da versão relatada por qualquer outra pessoa, inclusive das versões relatadas por outros amigos.

E que perdoe se você estiver errado (desde que peça desculpas), ou que seja generoso ao ponto de conceder o benefício da dúvida caso surja algum impasse.

E se tudo isso se confundir ou se perder por algum motivo, dê tempo ao tempo. Não é necessário fazer mais nada.

Lucas 8:17
Porquanto não há nada oculto que não venha a ser revelado, e nada escondido que não venha a ser conhecido e trazido à luz.

Que assim seja!

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Ser pai é…

Bom, eu não sei a resposta exata, mas tenho algumas idéias sobre o assunto.

Quando eu era pequeno, achava que era o cara que trabalhava feito um doido e que brigava comigo quando eu fazia besteiras. Eram brigas leves, diga-se de passagem. Meu pai nunca me bateu, mas essa não é a melhor recordação que tenho dele.

Meu pai era um homem que gostava de trabalhar. Eu via isso nele claramente. Era capaz de ir para o trabalho com crises renais (vi isso acontecer – não me contaram) e tinha muito orgulho do que fazia (era Administrador de Empresas e Técnico em Contabilidade). Trabalhou em empresas grandes e pequenas, dando tudo de si em todas elas. Após se aposentar, parte do brilho que sempre vi nem seus olhos se foi, mas ainda assim ele seguiu empreendendo, o que sabemos que é uma espécie de loteria no Brasil. Aposentado e desgostoso da vida por motivos diversos, acabou partindo prematuramente. Isso faz 10 anos. Parece que foi hoje pela manhã.

Hoje, eu sou pai. Nada melhor para ser pai do que entender o que é ser pai. Parece meio óbvio isso, mas o nascimento de minha filha gerou mais dúvidas do que certezas. “O que devo falar? Como devo me comportar?”, apenas para citar algumas das questões que vagavam pela minha cabeça. E no meio destas dúvidas todas, surgia a figura do meu pai. Nem de longe perfeito, mas servia perfeitamente como parâmetro. “O que meu pai faria nesse caso? Por que faria? Como faria”, indagava (e ainda indago). E, normalmente, partindo desses questionamentos, acabo por encontrar, ainda que de maneira indireta, respostas para (quase) todas as minhas perguntas.

Ser pai é ser referência, é ser exemplo. É o que meu pai foi e é para mim. É viver depois de ter partido no legado que deixou para seus filhos. É ser sem continuar existindo, pelo menos não no mesmo plano que eu. É ser contado em prosa e verso para a neta que nunca abraçou, que nunca conheceu. É ser amado incondicionalmente, de maneira inesquecível e incomensurável, por mais imperfeito que tenha sido, pelo simples fato de ser o porto seguro de uma criança que tateava o mundo em em busca de respostas. Ser pai é prosseguir no dia-a-dia do filho, mesmo depois de 10 anos, sem jamais ter sido esquecido.

Meu pai era também meu pai biológico. Poderia não ser. Pai é essa coisa sobrenatural, que enche de orgulho e quase mata de saudade quando se vai, que pode ser o avô, o tio… Pai é aquele que se faz pai, e se torna imortal por isso.

Que hoje, no Dias dos Pais, esse seja o nosso pensamento. Se o seu velho ainda estiver vivo, dê um abraço forte nele. Nem é preciso dizer nada. Ele vai te entender, pois ele é nada mais nada menos que seu pai. E se ele já tiver partido, eleve seus pensamentos para o céu e pense: “Pai, foi do caralho o tempo que passamos juntos! Amém!”

Feliz Dia dos Pais!

P.S.: Sempre que acontece alguma coisa importante em minha vida, chego em casa e penso logo em ligar para o meu pai. Sorte que antes de partir ele deixou um 0800 gravado dentro do meu coração.

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