Vim trazer verdades 41

CHEGA!

Chega de não chegar junto. Chega de fazer corpo mole. Chega de planejar um futuro sem estar presente no agora. Chega de gerundiar com minha vida. Chega, chega, chega!

Amo muito, mas não dá para amar por dois. Amor é construção e não estou disposto a construir “puxadinhos”. Quero muito, mas quero tudo agora, porque já vi vários dos meus hojes se transformaram em ontens, e por isso não dá para esperar “só mais um pouquinho”.

É pegar ou largar. Eu tenho fome de você e fome de viver. Entretanto, vida eu só posso ter uma e eu escolho viver.

Vim trazer verdades 39

Nossa visão imediatista diante da dor nos torna míopes. Tentamos evitar a dor a todo o custo, nem que para isso tenhamos que nos humilhar, usar e abusar de drogas (controladas ou não), e muitas vezes adotar até mesmo padrões de comportamento que colocam em risco a nossa integridade física, mental e espiritual.

NÃO!

A dor de hoje é, na maioria esmagadora das vezes, a felicidade de amanhã. É preciso que a vida leve o que não é nosso e o que não nos cabe, para que possamos evoluir e alcançar aquilo que é verdadeiramente nosso e alinhado com o propósito de nossa existência.

Portanto, não fuja da dor. Encare-a de frente e sinta-a em todas as suas dimensões, na certeza de que ela está preparando você para o melhor, que com certeza ainda há de vir.

Acredite no processo!

Sexta-feira 13

Nada de azar

Nada de sorte

Só o que eu preciso

Para construir a minha história

E renascer de mim

Por mim

Por fim.

Crisol

O que eu procurava
Em mim já existia
E se transformava em poesia
A todo instante

Um universo inteiro
A lua e o sol
Na vida um crisol
De tudo que é verdadeiro

Vivos e gritantes
Os abraços e os beijos
As paixões e os desejos
As taças que já bebi

Todas as minhas vísceras
As tristezas e os medos
As confissões e os segredos
O amálgama de mim

Era essa a minha loucura
Procurar o que eu já tinha
O que em mim se aninha
O que estou disposto a oferecer

É tudo gratuito
Pois nada tem preço
Porque tudo que ofereço
É porque só sei ser assim.

Em boa companhia

Ao andar sozinho

Percebi detalhes do caminho

Fui capaz de ouvir meus passos

Observar minha respiração

E o ritmo do meu coração:

Eu me senti

 

Ao andar sozinho

Passei por flores e espinhos

Becos, avenidas e praças

Do chão batido ao asfalto

Do sapê ao concreto, do aço à lata:

Eu senti o mundo

 

Ao andar sozinho

Provei todas as cores e temperos

Beijos e abraços intensos, insossos e acesos

Camas desarrumadas e fartura sobre as mesas

Tudo passageiro com retrogosto definitivo:

Eu senti o passar do tempo

 

Ao andar sozinho

Nada controlei ou antecipei

Nada esperei e muito recebi

E com o peito inundado pela esperança

Tornei-me da minha vida autor e protagonista:

Eu me reconheci.