Não mais és

És o sonho que mais foi sonhado,
És o desejo que mais foi desejado,
És a loucura, a sanidade, a realidade, o devaneio,
És tudo que eu nao sabia que me faltava ou sobrava,
És tudo que eu sequer sabia que existia,
És o fim, o princípio e o meio.

Mas hoje,
Quando toca-me a pele o sol, a chuva, a brisa e o vento,
Quando chega as minhas narinas o aroma inebriante de um café,
Quando degusto o vinho maturado na mais incandescente saudade,
Quando ouço a música que me faz arrepiar a pele da alma,
Quando vejo-te mais perto, de perto, por perto…

Não posso mais dizer que és
E disso não me lamento:

Ouço o universo dizer que somos.

Tempo

Relativo

Constrito

Infinito

Eterno

 

Tempo

O senhor de todos

Os momentos

Razão das lembranças

E dos esquecimentos

 

Acreditando ou não

Ainda há tempo

 

Pois que fique claro

Que aguardo ansioso –

Confesso! –

Não sou brisa leve

Sou retumbante vento.

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