Seja o que Deus quiser!

Com os casos de COVID-19 em franco crescimento, a reabertura da economia é anunciada em quase todo o Brasil. Saímos de um lockdown que de fato nunca existiu, de um distanciamento social que nunca foi feito, e agora entramos na fase de fingir que nada está acontecendo. Isso em pleno crescimento de casos e óbitos no Brasil! Sequer chegamos ao platô da pandemia no Brasil…

Parabéns aos envolvidos!

Passamos das mil mortes diárias pelo COVID-19

Usando o maior número de mortes diárias na Itália por conta do COVID-19 (919), chegamos ao percentual de 0,001523 da população total (60,36 milhões em 2019). Trazendo essa mesma realidade para o Brasil, estamos falando de 3.273 mortes (população total estimada em 215 milhões) em um único dia. São só números. Não considerei nada além de população total de cada país e o dia com maior número de mortes na Itália.

Fica uma pergunta: como já passamos dos 1.000 mortos por dia no Brasil, será que você ainda não se tocou que o negócio mesmo é ficar em casa e fazer de tudo para ficar vivo? Você não precisa do presidente, do governador e dos prefeitos para fazer a coisa certa. É só ficar em casa.

Sem mimimi do tipo “mas a nossa economia”, por favor. Esse número que estimei como possível máximo é suficiente ou você prefere algo mais dramático como 5.000 ou 10.000 mortos em um único dia? Potencial para isso nós temos.

ACORDA!!!

Faltou CORAGEM

É preciso muita CORAGEM para olhar bem nos olhos de um povo, de uma nação, de um país, e dizer o seguinte:

“O mundo foi pego de surpresa por essa situação. Sequer entendemos o tamanho do problema. Por conta disso, pedimos que fiquem em casa. Sabemos que isso é difícil sob o ponto de vista social e econômico, mas estamos lidando com um inimigo desconhecido, e o nosso objetivo maior é preservar a vida de todos os brasileiros. Enquanto vocês ficam em casa, avançaremos na preparação do nosso sistema de saúde, onde investiremos de forma maciça, ao mesmo tempo em que trabalharemos incansavelmente com a comunidade científica nacional e internacional, com o objetivo de encontrar o melhor tratamento, desenvolver vacinas, e até mesmo descobrir uma eventual cura para essa doença terrível. Vamos tomar as providências que forem necessárias para atenuar o impacto dessa pandemia em suas vidas, e pedimos mais do que nunca que não percam as esperanças. Juntos, conseguiremos vencer essa guerra. Juntos, somos mais fortes. Brasil acima de tudo. Deus acima de todos. E que Ele nos abençoe.”

Faltou CORAGEM. CORAGEM.

Ajuda – comunidades carentes – Uber Eats

Quer ajudar quem está precisando MUITO?

  1. Abra o aplicativo Uber Eats
  2. Encontre a loja: “Cestas básicas – A comunidade nos move”
  3. Escolha o produto desejado e finalize sua doação!

O valor das doações começa em R$7,00! Vamos nessa?

Atenção: não é preciso fazer nenhuma alteração no seu endereço. A Uber receberá o seu pedido e fará a entrega automaticamente, de modo que o produto não chegará até sua porta. A Uber entregará todas as cestas e kits doados à CUFA, que será responsável pela distribuição dos itens arrecadados para as comunidades.

COVID-19: ciência, cautela e prudência

Há tempos, li um estudo em que se afirmava categoricamente que canhotos tinham maiores chances de morrer de infarto agudo do miocárdio. Era um estudo sério, feito em uma universidade conceituada. Eu, como canhoto, fiquei assustado. Tempos depois, foram olhar com mais detalhes o grupo que o cientista utilizou para fazer o estudo. Era de uma cidade na Inglaterra (não me lembro ao certo). A média mundial é de 1 canhoto para cada 10 habitantes. Na cidade específica onde foi conduzido o estudo, era algo como 2,5 para cada 10 habitantes. Logo, como ele utilizou uma média ponderada para chegar até os resultados, inferiu que os canhotos tinham mais chances de morrer. Não havia viés político ou algo do tipo. O estudo foi feito através de uma metodologia científica padrão. Entretanto, a amostra (grupo) era “viciado”. Logo, o cientista chegou à conclusões equivocadas.

Fast forward, aqui estamos no presente diante de um inimigo desconhecido. Diversas tentativas para tratar as vítimas do COVID-19 estão caminhando em paralelo. Algumas parecem mais promissoras do que outras. Entretanto, como todos os estudos ainda são extremamente recentes, o passar do tempo é que vai validar a eficácia de cada uma das alternativas. Dito isso, ressalto que, em tempos de “desespero”, tudo vale. Afinal de contas, se a vida já está por ser perdida, que diferença faz?

Há algo que me incomoda, entretanto. Dizem que administrar a cloroquina logo no início da doença evita que pacientes evoluam para um quadro mais grave. Eu entendo e reconheço isso como uma possível verdade. Por outro lado, só para citar um exemplo brasileiro, uma família com 10 pessoas (da minha cidade), sendo a mais idosa com 90 anos, foi infectada pelo COVID-19, não foi tratada com cloroquina, e todo mundo sobreviveu. Então, surge uma pergunta: se a cloroquina tivesse sido ministrada para os 10 membros dessa família logo no início da doença, e os 10 tivessem sobrevivido (como sobreviveram), seria esse caso contabilizado como um êxito do fármaco?

Ciência, cautela e prudência. É tudo que eu peço.

Bônus: vídeo em inglês que ilustra bem o que eu penso, do ano de 2016.

Frase canalha – COVID-19

A frase mais CANALHA de todas: “Ain… Só mata velhos e pessoas com doenças crônicas…” E desde quando essas pessoas não são AMADAS? Eu não quero perder NINGUÉM é também não quero que as pessoas percam seus entes queridos. Então, antes de concordar com este darwinismo barato e intelectualóide, vamos nos lembrar que o sagrado está sendo esquecido. Onde estão o amor, a empatia, a compaixão e a solidariedade? Onde está a nossa humanidade?

Fique em silêncio por 5 minutos e pense nisso. É tudo que eu peço. Reflita antes de sair por aí despejando sua ignorância e arrogância. E que Deus nos proteja!