Tudo há de ficar bem

Tuas lágrimas não são motivo de vergonha. Tua dor merece todo o respeito do mundo. Teu receio do futuro é mais do que justificável. Teu medo de que tudo se repita é plausível. Tu estás ferida, machucada, com o coração apertado, e não há como fugir disso. Simplesmente não há.

Quanto mais resistires, pior será. Quanto mais evitares esta onda de sentimentos lancinantes, mais agudos eles se tornarão, e não irão embora enquanto não realizarem dentro de ti a proposta divina e universal da mudança.

Mudança necessária! Não estás vivendo tudo isto por acaso. É imperativo que acredites que a vida está a chamar-te para viver em um novo patamar, que não pode ser alcançado enquanto a dor, que ora age como implacável e rigoroso professor, atinja dentro de ti os seus objetivos.

Sê forte! Tem fé! Acredita na transformação necessária para que chegues ao teu destino. E quando lá chegares, não te esqueças das lições. Aprenda com teus erros e faça de tudo a teu alcance para que eles não se repitam.

É o que te desejo do fundo do meu coração, porque comigo foi exatamente assim. Só quando me entreguei para o que eu sentia e cheguei ao fundo do poço é que me dei conta de que o Deus que tira é o mesmo Deus que dá. Havia um propósito em minha aparente queda. E assim como no meu caso, Deus está trabalhando em tua vida. Tenha fé nisto.

Tu és uma obra de Deus e toda obra de Deus é perfeita. Repousa durante a noite, quando tudo parece ser 100 vezes pior do que realmente é, tendo a certeza disto. Deus é contigo hoje, agora e sempre.

Amém.

P.S. 32

Com o tempo, você descobre que perdoar a si mesmo pelo que permitiu que os outros fizessem com você é muito mais difícil e complexo do que perdoar os outros.

Você não é perfeito (e nem eu)

“Vejam os absurdos que fizeram comigo! Sim, eles! Só não me perguntem (e se souberem ignorem) os meus mal feitos para com eles!”

Há momentos em que é preciso fazer um sincero e pretencioso mea culpa. É preciso olhar-se no espelho, de verdade, e reconhecer-se. É preciso não insistir em narrativas vitimistas, fantasiosas e falaciosas. É preciso parar de tentar defender o indefensável, o injustificável. É preciso olhar para dentro e admitir o dano que foi causado ao outro, ainda que sem querer.

A vida é isso. Não pode se ver como errado e se absolver aquele que não reconhece o próprio erro. Nem aquele que aponta os dedos em todas as direções em busca de culpados, quando deveria ao menos estar apontando alguns dedos para si mesmo. Nem aquele que foi imprudente ou mesmo inconsequente e não admite a possibilidade de ter se comportado de maneira inadequada. Nem aquele que acredita que na sua história, no seu curriculum, não há nenhum mal feito.

É preciso parar de achar que todos os outros são os culpados, menos o eu. Sim, o eu. O eu também erra ainda que de maneira involuntária. O eu não é perfeito e precisa se dar conta disso. O eu não está acima do bem e do mal. O eu não pode apenas querer ser desculpado sem nunca se culpar ou mesmo se responsabilizar para se desculpar em seguida. O eu precisa se colocar no lugar dos outros para entender o que está acontecendo em sua própria vida. O eu precisa saber que a vida é mais do que a percepção que ele tem de si mesmo.

Não, isso não é obrigatório. Nada é obrigatório. Ninguém precisa mudar para deixar os hábitos ruins de lado. Ninguém precisa abandonar as desculpas e as justificativas. Ninguém precisa tentar entender melhor o mundo dos outros e o mundo ao seu redor. Ninguém precisa reconhecer que não é perfeito. Ninguém. Já para ser alguém, é preciso tudo isso.

As pessoas tendem a perder a paciência com os perfeitos, porque sabem que eles não existem. A perfeição é uma afronta para quem possui um mínimo de inteligência. Pior: a perfeição impede que a pessoa seja de fato perdoada. Perdoar o perfeito? Por quê? O perfeito sequer precisa disso. O perfeito só faz o que é certo e está implícito que todas as culpas e responsabilidades no transcorrer de sua vida são dos outros, sempre.

Sim, tem a ver com humildade. Tem a ver com baixar a guarda. Tem a ver com procurar o diálogo. Tem a ver com o “eu queria entender o porquê de você estar assim comigo”. Tem a ver com o “será que eu fiz algo tão grave e não percebi?” Tem a ver com o “será que eu dei motivos?” Tem a ver com reconhecer que a realidade vista pelos olhos dos outros pode ser diferente da que se imagina. Tem a ver com reconhecer uma eventual miopia. Tem a ver com querer resolver em definitivo os problemas. Tem a ver com se tornar humano, imperfeito, e justamente por isso merecedor do perdão, da compaixão, de amparo, de auxílio.

Escrevi esse texto me olhando no espelho. Continuo imperfeito, graças a Deus (esse sim, perfeito)! Feliz assim. E você?

Feliz Ano Novo – 2022

De onde menos se espera, quando menos se espera, acontecem coisas incríveis! ❤❤❤

Que 2022 seja um ano cheio de surpresas incríveis na sua vida! Muita saúde, muita paz, muita felicidade, muita vida, muito crescimento, muito aprendizado. Enfim… Muito de tudo de bom que a vida puder te dar!

Que Nosso Senhor Jesus Cristo e a Virgem Maria, em nome de Deus, nos abençoem!

É muito bom ter vocês por aqui! Muito obrigado mesmo! Até 2022!

Beijos,

Fabio Ottolini

P.S.: A pandemia ainda não acabou! Evitem aglomerações e divirtam-se com responsabilidade.

Vim trazer verdades 39

Nossa visão imediatista diante da dor nos torna míopes. Tentamos evitar a dor a todo o custo, nem que para isso tenhamos que nos humilhar, usar e abusar de drogas (controladas ou não), e muitas vezes adotar até mesmo padrões de comportamento que colocam em risco a nossa integridade física, mental e espiritual.

NÃO!

A dor de hoje é, na maioria esmagadora das vezes, a felicidade de amanhã. É preciso que a vida leve o que não é nosso e o que não nos cabe, para que possamos evoluir e alcançar aquilo que é verdadeiramente nosso e alinhado com o propósito de nossa existência.

Portanto, não fuja da dor. Encare-a de frente e sinta-a em todas as suas dimensões, na certeza de que ela está preparando você para o melhor, que com certeza ainda há de vir.

Acredite no processo!

Vim trazer verdades 33

Não se engane e nem se cobre demais. O objetivo não é esquecer aquilo de ruim que aconteceu na sua vida. O objetivo é lembrar de uma maneira que não cause mais dor e focar no aprendizado que adveio dessa situação. Aceite o processo. Vai doer, mas vai passar.

Sexta-feira 13

Nada de azar

Nada de sorte

Só o que eu preciso

Para construir a minha história

E renascer de mim

Por mim

Por fim.

Mexa-se

Quando cheguei ao topo do monte, pude ver montanhas muito maiores por detrás. Não desanimei. Eu só conseguia ver o monte, e foi por isso que decidi subi-lo. Agora, vou subir montanhas, e só vou subi-las porque um dia eu decidi subir o monte. As montanhas eu simplesmente desconhecia.

Amplie seus horizontes. Comece de algum lugar. A vida só se apresenta em toda sua imensidão quando você estiver disposto a buscá-la. Saia da sua zona de conforto, do seu chão. Nada de novo acontece aonde você está. Mexa-se.

Desafios são oportunidades

Eu me lembro que quando comecei a trabalhar, em um belo, dia a minha gerente me disse: “temos um problema”. Foi assustador ouvir isso. Na minha percepção, a palavra problema trazia consigo uma carga muito, muito negativa, ao ponto de causar até uma certa paralisia. Acabamos por resolver o tal problema, mas a impressão que fiquei com relação à palavra permaneceu.

Alguns empregos depois, tive um gerente sueco que me chamou em sua sala e disse: “Estamos diante de um desafio…” e explicou todos os detalhes. A palavra desafio, ao contrário da palavra problema, me tocou de maneira diferente. O desafio eu tomei como algo pessoal, ainda que fosse uma questão corporativa. Era como se meu chefe estivesse me dizendo algo do tipo: “você pode, você consegue”. Nem preciso dizer que virei noites por conta própria para vencer o tal desafio, não é mesmo? Aquilo mexeu comigo. Eu fui desafiado, e isso tirou o melhor de mim.

O tempo passou e comecei a gerenciar pessoas. Como bom aluno, aprendi a lição. Nunca falei com meu time sobre problemas. Sempre eram desafios, coisas que precisávamos resolver juntos. E isso também dava a eles a percepção que eu tinha: éramos parte da solução e não o problema propriamente dito.

Durante esse processo, acabei por interiorizar esse conceito de tal forma que ele também passou a fazer parte da minha vida pessoal e de como eu encaro as questões que a vida me propõe. E fui mais longe… Percebi que quando a vida me dava um desafio (e desafios surgem todos os dias), é porque já existia em mim o poder, a força, a determinação e o conhecimento necessários para começar a supera-lo. E mais… Também percebi que se um desafio aparecia de forma constante em minha vida, é porque a minha estratégia para supera-lo estava equivocada. Era a hora de parar, dar um passo atrás e pensar: “O que posso fazer diferente? Por que estou não estou avançando?” E com pequenos ajustes, acabei me vendo capaz de fazer coisas que antes eu achava impossíveis. Literalmente.

Moral da história: a vida, em todos os seus níveis (pessoal, profissional, etc.), não é fácil. Entretanto, a maneira como lidamos com as questões que surgem é que define os resultados que alcançamos. Se eu pudesse dar uma sugestão para alguém que se encontra “empacado” em qualquer aspecto de sua vida, eu diria para mudar a forma de encarar o que está acontecendo. Não é um problema. É uma oportunidade, um chamado, e uma forma de ser ou de desenvolver o que cada um tem de melhor dentro de si.

Problemas nos paralisam e sem desafios estacionamos. E a vida só faz sentido quando estamos em movimento. Sempre.

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