Levando a vida a sério

Lembro-me de ter assistido a um vídeo do Olavo de Carvalho onde ele comentava sobre a perda de amigos decorrente das escolhas que fazemos no campo da vida intelectual. Concordei logo de primeira com seus argumentos, mas não imaginava que tais despedidas estariam tão perto de mim.

Ter uma opinião no Brasil dos dias de hoje é algo doloroso, ainda que não deixe de ser pujante. Basta emitir uma opinião que seja diferente do politicamente correto e você é automaticamente rotulado: machista, fascista, racista, homofóbico, e por aí vai. Tenho certeza de que o simples fato de eu ter mencionado o Olavo de Carvalho nesse texto já faz de mim um “olavete”, independentemente de qualquer outra coisa. Meus argumentos não importam. Argumentar não é necessário.

A vida é feita de escolhas. Eu decidi não ser um repetidor. Não me importa o que é politicamente correto. Eu analiso as situações como elas se apresentam, e não tenho idéias pré concebidas sobre nada. Aliás, preconceito é algo que não faz parte do meu vocabulário. Eu tenho conceitos, e isso é o que de fato incomoda as pessoas.

Lembro-me de Descartes e do seu “Cogito, ergo sum”, e se torna inevitável questionar se as pessoas politicamente corretas de fato existem. Quando se abre a mão de pensar, quer seja por conta de uma ideologia ou por conta de um outro motivo qualquer, será que não deixamos de existir? Se eu não tenho argumentos para justificar aquilo que digo, como posso afirmar que se trata do que de fato penso? Não, não é o que eu penso. É o que pensaram por mim. E eu deixei de existir nesse momento.

E nesses devaneios de projeto de filósofo em meio a uma crise existencialista, surge a derradeira pergunta: será que tudo isso vale a pena? E a resposta surge feito um brado retumbante: sim, vale! Eu quero continuar a existir! Eu quero continuar a ser! Não vou abrir mão da minha essência por conta de surtos coletivos. Os gritos da maioria provavelmente abafarão a minha voz, mas não me calarão. Se homens muito maiores do que eu, e que foram vítimas de injustiças inimagináveis não se calaram, que direito tenho eu de fazer parte da multidão insana que se agiganta? É meu dever seguir adiante. Por mim, por aqueles que me são caros, pelo meu país.

Acredito que nada acontece por acaso. Continuarei carregando rótulos e a perder amigos. Eventualmente, farei outros. Na aparente solidão causada pelas despedidas nunca ditas ou assumidas, fortaleço-me. É um processo estranho, mas quando a falta de argumentos é a única resposta que fica, devo lamentar a perda ou celebrar a partida dos(as) idiotas?

Penso e vou continuar pensando. Vou continuar existindo. Se eu fosse você, faria o mesmo. E antes que eu me esqueça, apenas para deixar claro, não vejo bravura ou coragem em gritos desprovidos de lógica. Não vivem no meu mundo de consciência. Podem até abafar a minha voz, mas no fundo, sequer os ouço.

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E então é Natal…

O ano de 2015 foi atípico. Vimos milhões de brasileiros perderem seus empregos, empresários fecharem seus negócios e empresas importantes deixarem o Brasil, enquanto o governo continuou, como sempre, a esbanjar o nosso dinheiro.

Não foi por falta de aviso. Desde 2004 ou 2005 (não me lembro ao certo), eu e vários outros combatemos o PT e suas medidas populistas, que sempre tiveram como único objetivo a manutenção do partido no poder. E para alcançar esse objetivo, sempre valeu qualquer coisa: deixar pessoas morrerem nas filas dos hospitais, mandar policiais para missões suicidas, e aparelhar o nosso Judiciário ao ponto do STF não se importar com o que está escrito na Constituição Federal. Total e completa inversão de valores.

Mas parece que ainda não foi o bastante. Apesar de todo esse sofrimento, ainda vejo pessoas defendendo o PT. Vou ser direto. Classifico essas pessoas em 3 grupos:

  1. Ignorantes – Aqueles que, em geral, acham que política é algo chato, mas que reclamam do aumento do preço da gasolina, de não receber o décimo-terceiro salário, etc. O agravante neste grupo é que a informação para que deixem de ser ignorantes é abundante. Continuam sendo ignorantes porque as palavras doces do populismo e do socialismo soam como música nos ouvidos dos desavisados. Incluo nessa categoria também os mais humildes, que nunca tiveram acesso ao estudo, à informação, e que foram literalmente comprados pelo Bolsa Família.
  2. Beneficiários do Caos – Estão se beneficiando diretamente do que está acontecendo. Para eles, o caos é um meio de vida. Pobreza, preconceito de todos os tipos e violência são males necessários para que o caos continue. São os grandes vilões de toda essa história. Via de regra, um Brasil melhor significa um Brasil pior para eles. São o câncer do país.
  3. Orgulhosos – São aqueles que dedicaram uma vida inteira a uma causa, e que mesmo diante de seu fracasso, se negam a reconhecer a falência de suas idéias. Não são ignorantes, não se beneficiam diretamente do caos, mas não são humildes o suficiente para reconhecerem que estavam errados.

Talvez seja possível dividir em alguns outros grupos ou subgrupos, mas a idéia básica é essa: os Beneficiários do Caos se beneficiam da ignorância dos Ignorantes e do orgulho dos Orgulhosos para nos darem mais do mesmo. Sistematicamente mais do mesmo.

Não. O ano de 2016 não será melhor do que o ano de 2015. Será pior. Todos os indicadores econômicos apontam para isso. Não há um único número que aponte que já chegamos ao fundo do poço (ainda há espaço para piorar) e muito menos algum número que indique que estamos saindo do poço. Portanto, estejam preparados, de verdade, para o pior. O pior está a caminho, e eu posso dizer que eu avisei.

E então, já que á Natal, eu gostaria de fazer um único pedido para Papai Noel: que Deus ilumine e tenha piedade do povo brasileiro, para que ele se dê conta que a saída da crise não está nas mãos dos políticos, mas em suas próprias mãos. E mais: que Deus, que é misericordioso e também justo, nos ajude a afastar os demônios que estão devastando o nosso país. Que faça de cada brasileiro um soldado nessa guerra contra as trevas, na certeza de quem o bem SEMPRE vence o mal.

Um Feliz Natal para todos!

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Por que o PT precisa ir embora?

Com as pessoas sentindo no bolso o resultado de 13 anos de governo petista, finalmente vejo algum tipo de movimentação nas redes sociais em se tratando do impeachment da Dilma e do afastamento, quiçá definitivo, do PT como um todo da política nacional.

Precisou doer no bolso, não é mesmo? Desde 2005 pelo menos, quando começaram a surgir os esquemas relacionados ao PT, tento convencer as pessoas de que a situação não poderia terminar de forma diferente. Desde então sou chamado de derrotista, pessimista, tucano, posteriormente de coxinha, etc. pelo simples fato de tentar alertar as pessoas sobre os problemas que estamos vivendo agora.

Não, não sou médium. As evidências sempre estiveram à disposição de todos. São fatos reais dos quais não se pode escapar. De 2008 em diante, frente a crise que Lula carinhosamente apelidou de marolinha, o governo petista vem sistematicamente destruindo tudo que foi conquistado pelos governos anteriores, independentemende de partido. O objetivo? Permanecer no poder e nada mais. O PT não governa e nem nunca governou pelos brasileiros. Governa e sempre governou em benefício próprio. Espero que isso esteja claro para todos. O seu futuro está garantido? O dos petistas está.

As notícias sobre os escândalos e sobre o mau uso da coisa pública nunca foram escondidos de ninguém. Bastava olhar algum noticiário sem ser da Rede Globo, emissora oficial do PT, para perceber que muita coisa não estava certa. Muita coisa mesmo! Não só no lado econômico (sim, esse que você está sentindo no seu bolso agora) para ser bem claro. Viramos motivo de chacota internacional (“anão diplomático”), mantemos relações com governos que alimentam nosso país com drogas e armas, e que de fato são ditaduras reconhecidas como democracias apenas pelo governo petista… Para se ter uma remota idéia do fundo do poço em que chegamos, nosso governo chegou ao ponto de propor um diálogo com o Estado Islâmico! Simplesmente patético! Esse post seria gigante se todos os absurdos cometidos pelo governo petista fossem aqui listados.

E talvez você já esteja se perguntando o que isso tudo tem a ver com a economia de nosso país. Se você não sabe, Economia não é uma ciência exata. É uma ciência humana justamente por conta da influência das expectativas dos agentes econômicos (eu, você, o padeiro, o juiz, o funcionário do zoológico que virou um mega empresário, enfim, aqueles que ofertam e demandam bens e serviços), tanto em nível nacional como em nível internacional. Será que alguém realmente acha que uma senhora que não consegue falar uma frase que faça sentido pode governar um país sério? Será que alguém acha que a mulher que ajudou a afundar a empresa que já foi a maior da América Latina (Petrobrás) é capaz de governar um país? É evidente que não. Junte-se  esse parágrafo com o parágrafo anterior e pronto: o Brasil passa por uma crise de credibilidade. Já imaginaram como os investidores internacionais nos vêem? Prefiro não usar adjetivos aqui. Serão bastante ofensivos.

Não há outra saída possível! O mercado reagiu bem à possibilidade de Dilma e o PT sairem do governo. Se essa senhora tivesse o mínimo de dignidade e se o PT fosse um partido sério, a renúncia seria uma realidade. Só que como petista é uma praga, o PT irá parasitar até o último minuto possível, e que se dane o Brasil. Que se danem os brasileiros.

E para os desavisados, quero deixar algo claro: SIM, EU ACREDITO QUE MUDAR O NOME DOS LADRÕES NA PRESIDÊNCIA ATRAVÉS DE UM PROCESSO DE IMPEACHMENT É BENÉFICO PARA O PAÍS. Se você é simplista ao ponto de achar que todos são iguais, permita que, democraticamente, haja um rodízio de quem está roubando! Porque a questão não é mais se Cunha tem moral, se Aécio tem moral, ou mesmo se algum político do Brasil tem moral. A questão é que o PT institucionalizou em níveis sem precedentes a corrupção e a incompetência no Brasil. Transoformou o estado brasileiro na parte do lixo que não pode sequer ser reciclada. Regredimos. Pioramos. Somos de fato e de direito uma República das Bananas!

Por isso, mais do que nunca: FORA DILMA, FORA LULA, FORA PT!

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O “Investment Grade” de cada dia

Nunca fui contra e nem a favor dos homossexuais ou da homoafetividade. Posso ter meu ponto de vista com relação ao assunto, mas isso não me exime de respeitar e de exigir respeito. O que se faz entre 4 paredes não é problema meu.

Talvez você esteja se perguntando: será que entrei no post correto? O título fala de Investment Grade e o autor está falando de sexualidade? Pois é… Eu estou tentando reproduzir em menor escala o que está acontecendo sistematicamente no Brasil.

Já repararam que o JN, grande referência para a população brasileira (queiramos ou não), mal fala de economia, e quando fala, de uma forma ou de outra o faz superficialmente, sempre com um viés protetor do governo petista? “Houve uma ligeira queda”, “Há um pequena defasagem nas contas públicas”, etc. É sempre assim. Nunca se fala algo do tipo “Pessoal, agora babou!”. Pois bem. Chegou a minha hora de falar com todas as letras:

AGORA BABOU!

Enquanto você discutia sobre o beijo gay da novela, o nosso país se afundava na lama. Enquanto você chorava a morte do leão, a nossa república estava sendo estruprada. Enquanto você bradava que queria liberdade, estava forjando os seus grilhões!

Repito:

AGORA BABOU! (sim, foi daí que surgiu o nome desse blog)

Mas por que só agora? Isso não começou depois da reeleicão da Dilma, que fique claro. Desde 2008, o governo petista perdeu completamente a mão em se tratando da economia brasileira, e desde 2005, quando surgiram os primeiros “boatos” sobre o Mensalão, o país navega sem rumo por águas para lá de turbulentas. Navega ingovernável. Paramos no tempo e no espaço.

NUNCA FOI UMA MAROLINHA!

Uma crise que atinge a maior economia do mundo jamais pode ser desprezado ou varrida para baixo do tapete, tal como se não existisse. E agora, no dia 09/09/2015, veio a confirmação disso:

http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/09/standard-and-poors-tira-grau-de-investimento-do-brasil.html

Vamos tentar descomplicar isso? Sabe aquele seu tio que de vez em quando pede dinheiro emprestado e sempre honra os compromissos, pagando exatamente de acordo com o que foi combinado? Esse é o seu tio Invesment Grade. Se você tem para emprestar, você empresta. E mais ainda… Você sabe que se ele vier falar em abrir uma comércio e pedir para você entrar como sócio, vai ser algo lucrativo para ele e para você. Mas sabe aquele seu primo cachaceiro, que vive coçando o saco, que não gosta de trabalhar, que nunca honra os compromissos que assumiu, e no almoço de domingo posa de bom moço? Esse é o seu primo Sem Invesment Grade. É daqueles que você olha quando vem com uma proposta de sociedade e pensa: “Ih! lá vem treta!”

É assim também no cenário mundial em se tratando de países. De 2008 para cá, o Brasil veio perdendo a cara do tio Invesment Grade e se tornando cada vez mais o primo Sem Invesment Grade. Oficialmente, hoje, o Brasil deixou de ser um país confiável para se fazer investimentos, quiça até com reduzida capacidade de honrar os compromissos já firmados.

Quer saber como isso afeta a sua vida? O que você exigiria do seu primo? Mais garantias. Se ele te pedir dinheiro emprestado, talvez você peça até que ele deixe algum bem com você para ter certeza de que você não vai ficar a ver navios caso ele não honre o que prometeu. E assim será com o Brasil de hoje em diante, pelo menos até a economia dar sinais de que está sendo conduzida por gente séria.

Na prática, apesar de estar no meio da crise, para manter os investidores no Brasil sem o Investment Grade, o país vai precisar fazer um esforço extra. O investidor vai ter que ser compensado de alguma forma pelo risco. Passou a ser oficialmente arriscado investir e negociar com o Brasil. Talvez o investidor exija que o Brasil pague mais por cada dólar investido, lembrando que a taxa de juros nada mais é que o preço do dinheiro. Ou seja, a tendência é que o dinheiro fique mais caro e mais escasso, pois o Brasil terá que oferecer aos investidores muito mais do que oferecia até agora para que eles se convençam que entrar ou até mesmo permanecer no Brasil é algo viável.

E no que isso afeta você? Pode custar o seu emprego, quer seja através do corte de gastos ou mudança de planos da empresa para qual que você trabalha (o dinheiro vai ficar mais caro de forma geral, inclusive para as empresas), ou mesmo na redução de vagas ofertadas em concursos públicos (ficou claro, concurseiros?). Vai ser mais difícil financiar carro, casa, TV, rádio de pilha, videogame, etc. As coisas realmente vão ficar pior do que já estão. Não tenha dúvida alguma disso. Sem alarmismo e com tranquilidade, digo não é hora de assumir compromissos de longo prazo. É hora de garantir o que você já tem e pensar que o pior pode acontecer nos próximos meses ou até mesmo nos próximos dias. Podem esperar uma disparada no dólar a inflação no maior estilo pré-real. Estamos literalmente quebrados.

Entendeu o porque de eu te falado de sexualidade no início do post? Enquanto você discutia esse e outros assuntos menos importantes diante do caos que estava se desenhando, um montão de coisas foram acontecendo… E hoje, nós somos o tal primo cachaceiro, indigno de confiança, exatamente como éramos antes. Provavelmente, você nem viu isso acontecer, não é mesmo? Estava tentando salvar algum leão por aí…

Percebeu que chegou a hora de confrontar essa gentalha? Nada de pegar em armas (isso é coisa de bandido!), mas não é possível que você continue calado diante do seu amigo de infância que insiste em dizer que o PT é o maior partido do mundo, que melhou a vida dos pobres, etc. Deixa só eu dizer uma coisa…

AGORA BABOU PARA OS POBRES TAMBÉM! AGORA BABOU DE VEZ! VAI FALTAR ATÉ PÃO COM MORTADELA! SEU AMIGO QUE CONTINUA DEFENDENDO O PT OU É DOIDO OU ESTAVA/ESTÁ SE BENEFICIANDO DE ALGUMA “BOQUINHA”!

E me faça só um favor de agora em diante (isso se você acordou, claro):

DESCONFIE DE TUDO QUE VIER DESSE GOVERNO! NÃO ACREDITE EM UMA PALAVRA DO QUE TE DISSEREM! ACABARAM COM A MAIOR EMPRESA DO PAÍS, COM O PAÍS, E AGORA QUEREM QUE VOCÊ PAGUE A CONTA! CHEGA! BASTA! FORA PT!

P.S.: Que vergonha, hein? Joaquim “Chicago Boy” Levy é um fraco. Um sem noção. Valeu, Levy, por assumir o cargo e fazer exatamente o que qualquer um, sem o mínimo de noção de Economia, faria!