Eu vigorosamente te amo

Que teu pranto

Seja meu pranto

Tua aflição

Minha aflição

Tua angústia

Minha angústia

Teu medo

Meu medo

Tua culpa

Minha culpa

 

Minha fé

Tua fé

Minha certeza

Tua certeza

Meu sorriso

Teu sorriso

Minha vitória

Tua vitória

Minha vida

Tua vida

 

Nada além disso

 

Eu vigorosamente te amo.

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Você não é uma “receita de bolo”

Depois de ler alguns (vários!!!) livros de autoajuda, cheguei a uma conclusão decepcionante: muito se fala em melhorar os defeitos, e pouco se fala em fortalecer ou mesmo identificar as qualidades de um determinado indivíduo.

Vamos começar pelo básico: ninguém é perfeito. Logo, todos possuem defeitos e qualidades. Não há um único ser humano que só tenha defeitos ou que só tenha qualidades. O seres humanos são completamente híbridos. Defeitos e qualidades em maior ou em menor grau rpresentam o indivíduo e o fazem único.

Dito isso, desde quando ser do jeito A ou B passou a ser norma? Como dizer se a introversão ou a extroversão, que fazem parte do temperamento básico, são defeitos ou qualidades? Vai depender do contexto. Vai depender de quem observa. Não há certo ou errado. Há somente o que se é.

Os livros de autoajuda parecem mostrar que há uma espécie de “receita de bolo” ou arquétipo que torna uma pessoa mais ou menos sociável, mais ou menos atraente, mais ou menos correta, e por aí vai. Não é meu objetivo travar uma batalha com Jung, mas fato é que arquétipos são limitadores e geram a sensação de inadequação que muitos vem sentindo durante esse período turbulento da história da humanidade.

Dito isso, resta uma pergunta importante: quais são os seus defeitos e quais são as suas qualidades? O que te faz único? Em um relacionamento afetivo, por exemplo, será uma determinada característica de sua personalidade algo bom ou ruim? Obviamente, não há resposta correta e também não há “receita de bolo” que resolva isso.

E sabendo de seus defeitos e qualidades, por que parece que o foco, em geral, é apenas nos seus defeitos? Por que você se importa tanto com os defeitos dos outros? Não seria mais sadio e produtivo estimular o que as pessoas tem de melhor e, em momento oportuno, conversar sobre o que pode ser melhorado? Infelizmente, foco nos defeitos parece ser uma espécie de obsessão, tanto para quem tem os defeitos como para quem aponta os defeitos. Juízes não togados de porra nenhuma, por assim dizer.

E por que é importante, então, saber quais são os seus defeitos e qualidades? Porque partindo do pressuposto que não há “receita de bolo”, o que pode ser considerado um defeito por uns, pode ser considerado uma qualidade por outros. E se você não tiver a consciência de seus defeitos e qualidades, estará eternamente nas mãos de quem tem observa. Estará a mercê de julgamentos de pessoas que pouco ou nada conhecem sobre você ou sua vida, mas que se apressarão em defini-lo ainda que não tenham embasamento para isso.

Conheça-se. Reconheça-se. Não deixe que ninguém o culpe pelo que não é culpa sua ou que tente transformar em defeito o que é qualidade (e vice-versa). Se a beleza está nos olhos de quem vê, esteja sempre a procura de quem vê as suas qualidades com bons olhos, e que compreenda e ajude com seus defeitos.

Em tempo: o mundo seria um porre de todas as pessoas fossem iguais. Ainda bem que não há “receitas de bolo”. Que o “gado” fique com os arquétipos!

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Desista!

Serei claro de uma vez por todas:

 

Não há confusão ou zorra que você promova

Que me faça menos altruísta

 

Não há planos de médio e longo prazos

Que façam de mim um derrotista

 

Não há ofensa ou descrença que você profira

Que façam com que eu não insista

 

Não há medo, culpa ou desculpa

Que façam com que você resista

 

Até quando?

 

DESISTA!

desistir

 

 

Parati

Para ti, deixo os sonhos não realizados

O amor não vivido

O medo que te cala

A culpa que te amordaça

 

E deixo porque nada disso

Jamais foi meu

Tu que és minha

E eu que sou teu.

culpa