Soberana

Ela não pediu minha permissão
Só segurou na minha mão
E me fez olhar para frente

Não me pediu explicação
Sem nenhum porém ou senão
Acalentou minha alma descrente

Não tocou meu corpo em vão
Fez novamente bater meu coração
Disse-me tudo que realmente sente

Invadiu-me a felicidade do seu condão
Mostrou-me que nada foi em vão
E que tudo pode um homem valente

Homem
Ela me teve como homem
E ela em mim se fez mulher
Do tipo que sabe o que quer.