Lágrimas e Deus

Eu aprendi que todas as vezes em que as lágrimas rolavam fartas em meu rosto, eu me conectava com Deus.

Depois, eu aprendi que as lágrimas que rolavam fartas em meu rosto eram uma maneira da qual Deus se utilizava para se conectar comigo.

Mais tarde, aprendi que se eu me mantivesse em conexão constante com Deus, as lágrimas que rolavam fartas em meu rosto sequer eram necessárias.

E foi aí que eu entendi tudo. Foi aí que eu entendi o quanto era, é e sempre será importante e fundamental a minha conexão com Deus.

Deus me livrou das lágrimas através das lágrimas. Ele tudo pode. Ele é Deus.

Seguindo em frente

Uma coisa que eu aprendi é que para cada pergunta que já fiz sobre a minha vida, antes mesmo da pergunta ter sido formulada, já havia uma resposta. E a resposta estava ali, bem na minha frente, apenas esperando a pergunta correta ou mesmo adequada para emergir.

E pensando sobre isso, me dei conta que já tive medo de fazer certas perguntas por ter medo de me deparar com as suas respostas. Sim, essas mesmas respostas que eu dizia que procurava. A questão é que de fato as dúvidas não existiam. O que existia era um mecanismo de defesa, pois ao não fazer as perguntas eu podia dizer que desconhecia ou mesmo que não sabia das respostas.

Quanta tolice! Quanta imaturidade! Quanto tempo perdido em questionamentos intermináveis, até mesmo quando o óbvio insistia em se fazer presente. Quanta energia desperdiçada! Quantos “socos na parede” apenas para perceber que a parede não se importava com meus socos e permanecia completamente indiferente à dor em minhas mãos, à dor em minha alma, em meu coração. Minha dor e de mais ninguém.

Admitir que eu não sabia lidar com algumas respostas (i.e. a verdade) foi um dos processos mais dolorosos que já tive que enfrentar na minha vida. E até para isso já existia uma resposta:

“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” – João 8:32

E assim, percebi que talvez eu não quisesse me libertar. Talvez eu apenas quisesse que as coisas não fossem como elas realmente eram. Talvez a esperança de que algo mudasse fosse grande e forte o suficiente para me fazer pensar em esperar até que a resposta mudasse. E muitas vezes eu fiquei esperando, esperando, esperando…

Seria, então, a esperança algo ruim? A esperança paralisante é. Algumas vezes, tudo que precisamos fazer é olhar para Deus e dizer: “Toma! Isso é grande demais para eu resolver!” E assim seguir em frente, na certeza de que as coisas serão como tiverem que ser. O que seria a fé senão isso?

Ainda tenho medo de algumas respostas – que isso fique claro, mas também tenho esperança. Não necessariamente a esperança de que algumas respostas mudem, mas a esperança de que encontrarei em meu caminho meios que me façam ir adiante mesmo diante de respostas com as quais não sei lidar (ainda).

E que assim seja. Eu tenho fé e isso é tudo que eu realmente tenho.

Recomeço

Passei um tempo
Olhando para baixo
Cabeça arriada
Olhos amoados
Sorriso dormente
Peito apertado
Pés no chão

Passei um tempo assim
Tomando coragem
Fazendo cara de paisagem
Com receio de encarar a verdade

Foi um tempo que me dei
Tempo que eu precisava
Para me dar conta
Que o horizonte
Que eu conhecia
Era por mim desconhecido

Eu era uma piada pronta
E de mim só Deus não ria

Salvou-me a fé
E a vida continua
Meus olhos fixos no horizonte
Que ainda hoje desconheço
Mas reconhecer a minha ignorância
Já me parece um grande recomeço.

Pegadas no céu

Eu até me via
Do teu lado no altar
Agradecendo a Deus por tudo
Indo de encontro ao mundo
Sem precisar sair do lugar

E os meus versos repetidos
Repeti-los-ia todos os dias
Porque não eram só versos
Eram orações e preces
Agradecimentos e euforias

Havia verdade nos fartos goles
Paixão nas inesquecíveis garfadas
Desejos confessos com os olhos
Declarações em todos os gestos
Afagos entre almas apaixonadas

E nas areias vida afora
Nas pegadas que deixamos no céu
Conversas que transbordam a memória
Muitas, todas inesquecíveis histórias
De um amor que foi tudo, menos vão.

Eu te perdoo

Eu te perdoo. Não é apenas porque quero, mas também porque preciso. Eu te perdoo mesmo sem que você tenha se dado conta do que fez. Mesmo sem que você queira ou ache que precise do meu perdão. Eu te perdoo para eu poder seguir em frente de cabeça erguida, com o coração leve, esbanjando sorrisos. Eu te perdoo para eu poder voltar a ser quem eu era: um homem cheio de fé nas pessoas, na vida, em Deus. Eu te perdoo porque foi assim que aprendi com a minha família. Eu te perdoo porque eu sei e posso te perdoar. Eu te perdoo porque sei que é isso que Deus espera de mim. Eu te perdoo porque Deus me deu o dom do perdão.

Eu te perdoo! Seja feliz! Encontre paz! Que as bênçãos de Deus sejam abundantes na sua vida! E que Deus me perdoe por eu ter demorado algum tempo para oferecer o meu perdão. Foi difícil. Foi uma chance para eu evoluir enquanto pessoa, e de alguma maneira tenho que agradecer por isso. Sei que Deus não colocaria nada na minha vida sem motivo ou razão, e com o tempo sei que tudo fará sentido.

Eu te perdoo. Pode acontecer, vida! Eu estou pronto! Que Deus me abençoe! Eu sigo em paz. Eu sigo.

You Raise Me Up – by Josh Groban

Não é uma música qualquer. É uma oração que me toca profundamente. Que ao ouvi-la, você sinta a presença de Deus em sua vida. Amém.

You Raise Me UP
(Josh Groban)

When I am down, and, oh, my soul, so weary
When troubles come, and my heart burdened be
Then, I am still and wait here in the silence
Until you come and sit awhile with me

You raise me up, so I can stand on mountains
You raise me up to walk on stormy seas
I am strong when I am on your shoulders
You raise me up to more than I can be

You raise me up, so I can stand on mountains
You raise me up to walk on stormy seas
I am strong when I am on your shoulders
You raise me up to more than I can be

You raise me up, so I can stand on mountains
You raise me up to walk on stormy seas
I am strong when I am on your shoulders
You raise me up to more than I can be

You raise me up, so I can stand on mountains
You raise me up to walk on stormy seas
I am strong when I am on your shoulders
You raise me up to more than I can be

You raise me up to more than I can be

Raiva? Não!

“Imagino a raiva que você está sentindo…”

Não, não imagina. Não há como se imaginar algo que eu não sinto.

Se eu tenho motivos para sentir raiva? Creio que sim. Muitos motivos até, mas quanto mais me aproximei de Deus durante a vida, mais me dei conta que carregar qualquer tipo de raiva dentro do meu peito só me prejudica. Não quero isso para mim.

Não controlo o que os outros fazem comigo, mas posso controlar como me sinto em relação ao que os outros fazem.

Permitir que as atitudes dos outros determinem o sinto é como dar aos outros o poder de sentir por mim e determinar como viver a minha vida, sendo essa uma prerrogativa exclusivamente minha de acordo com tudo que aprendi.

Não, não há raiva. Só há silêncio e perdão. É isso que faz bem para o meu coração. Sigo em frente a minha jornada.

Mais uma lição

Nos momentos ruins

Nos dias ruins

Quando tudo e todos

Quero simplesmente esquecer

Sei que neles estão

Tudo que devo aprender

 

O que fiz?

Por que fiz?

O quanto fiz para chegar até ali?

Obra do acaso

Ou será que tudo eu simplesmente permiti?

 

E lembro-me que sou responsável

Diretamente responsável

Pelos rumos de minha vida

No excesso

Ou na carência

De sins e de nãos

Colho o que plantei

A vida é assim

Não há perdão

 

E quando penso que cheguei ao chão

Surge-me Deus

E acaba com minha sofreguidão

Será que desta vez

Aprendi de fato a lição?

 

Pelo sim e pelo não

Em nome do talvez

Aceito sem porquês

Minha sina

E nutro por ela

Enorme e infinita

E ainda assim aflita

Gratidão.

conformar

Einstein e Deus

Quando Einstein particupava de conferências em várias universidades dos EUA, a pergunta recorrente que os alunos faziam era:

– Você acredita em Deus?
E ele sempre respondia:
– Eu acredito no Deus de Spinoza.

Quem não havia lido Spinoza, não entendia a resposta.

Baruch de Espinosa, nascido de Benedito de Espinosa, foi um dos grandes racionalistas e filósofos do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, ao lado de René Descartes e Gottfried Leibniz.

Este é o Deus ou a natureza de Spinoza:

Deus teria dito:

“Pare de ficar rezando e batendo no peito! O que quero que faça é que saia pelo mundo e desfrute a vida. Quero que goze, cante, divirta-se e aproveite tudo o que fiz pra você.

Pare de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que você mesmo construiu e acredita ser a minha casa! Minha casa são as montanhas, os bosques, os rios, os lagos, as praias, onde vivo e expresso Amor por você.

Pare de me culpar pela sua vida miserável! Eu nunca disse que há algo mau em você, que é um pecador ou que sua sexualidade seja algo ruim. O sexo é um presente que lhe dei e com o qual você pode expressar amor, êxtase, alegria. Assim, não me culpe por tudo o que o fizeram crer.

Pare de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo! Se não pode me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de seus amigos, nos olhos de seu filhinho, não me encontrará em nenhum livro.

Confie em mim e deixe de me dirigir pedidos! Você vai me dizer como fazer meu trabalho?

Pare de ter medo de mim! Eu não o julgo, nem o critico, nem me irrito, nem o incomodo, nem o castigo. Eu sou puro Amor.

Pare de me pedir perdão! Não há nada a perdoar. Se eu o fiz, eu é que o enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso culpá-lo se responde a algo que eu pus em você? Como posso castigá-lo por ser como é, se eu o fiz?

Crê que eu poderia criar um lugar para queimar todos os meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que Deus faria isso? Esqueça qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei, que são artimanhas para manipulá-lo, para controlá-lo, que só geram culpa em você!

Respeite seu próximo e não faça ao outro o que não queira para você! Preste atenção na sua vida, que seu estado de alerta seja seu guia!

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é só o que há aqui e agora, e só de que você precisa.

Eu o fiz absolutamente livre. Não há prêmios, nem castigos. Não há pecados, nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Você é absolutamente livre para fazer da sua vida um céu ou um inferno.

Não lhe poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso lhe dar um conselho: Viva como se não o houvesse, como se esta fosse sua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não houver nada, você terá usufruído da oportunidade que lhe dei.

E, se houver, tenha certeza de que não vou perguntar se você foi comportado ou não. Vou perguntar se você gostou, se se divertiu, do que mais gostou, o que aprendeu.

Pare de crer em mim! Crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que você acredite em mim, quero que me sinta em você. Quero que me sinta em você quando beija sua amada, quando agasalha sua filhinha, quando acaricia seu cachorro, quando toma banho de mar.

Pare de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra você acredita que eu seja? Aborrece-me que me louvem. Cansa-me que me agradeçam. Você se sente grato? Demonstre-o cuidando de você, da sua saúde, das suas relações, do mundo. Sente-se olhado, surpreendido? Expresse sua alegria! Esse é um jeito de me louvar.

Pare de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que o ensinaram sobre mim! A única certeza é que você está aqui, que está vivo e que este mundo está cheio de maravilhas.

Para que precisa de mais milagres? Para que tantas explicações? Não me procure fora. Não me achará. Procure-me dentro de você. É aí que estou, batendo em você.”

agorababou.com – OBRIGADO!

Ontem, o blog agorababou.com superou todas as visitas recebidas em 2019. Isso tem a ver com o meu trabalho e com o conteúdo que posto por aqui, mas também tem a ver com a pandemia e o distanciamento social. É a parte triste desses números, mas é a verdade.

De qualquer maneira, eu queria agradecer a todos que por aqui passam, quer seja acidentalmente ou com freqüência. Muitas vezes recebo comentários e até mesmo e-mails que sequer torno públicos, mas que mostram o quanto o que eu escrevo toca as pessoas nos mais variados aspectos, sendo que esse sempre foi o objetivo do meu blog. Chacoalhar as pessoas. Mostrar como eu enxergo o mundo.

Nesse sentido, o meu blog também é muitas vezes meu amigo e meu confidente. Através dele, sou capaz de estruturar meus pensamentos e entender melhor as coisas que eu sinto. O meu blog é humano, cheio de falhas e defeitos, mas cheio de sinceridade e de amor. Eu escrevo porque eu preciso escrever, e é um prazer saber que isso é apreciado por todos que me acompanham nessa jornada.

Meus sinceros agradecimentos! Muito, muito obrigado! Que Deus nos abençoe!