NUNCA

Eu me lembro do quanto era fantástico fazer amor com você
Você dizia e fazia que me amava, e eu a amava integralmente, totalmente –
Parecia que de fato nos amávamos –
E todas as vezes que nos deitávamos era assim

TODAS

Cada toque meu em seu corpo, por mais safado e absurdo que fosse
Também era sempre um profundo gesto de amor e reverencial respeito
Fui fiel a você em toda e qualquer circunstância
Mais do que isso, fui fiel a mim e a meus sentimentos
Você era para mim a personificação do sagrado feminino

SEMPRE

Mas, se aquela com a qual me deitei tantas vezes era só uma projeção ou espelhamento dos meus desejos
Uma persona criada para tirar de mim o que eu sou capaz de ser e fazer somente quando amo e acredito que sou amado
Sou obrigado a reconhecer que eu jamais me deitei ou fiz amor com você
E as consequências disso são inevitáveis e inadiáveis:
Em tempo algum me teve ou foi por mim amada de verdade: sequer sei quem é você

NUNCA.

Até quando???

Quantas vezes será necessário que seja a última vez para que de fato você entenda que é a última vez?

Quantas vezes você vai precisar dizer “Nunca mais!” para que de fato seja nunca mais?

Quantos silêncios ensurdecedores, quando tudo que você precisava era de palavras?

Quantas ausências absolutamente inexplicáveis, quando tudo que você precisava era de um afago?

Quantas conversas fundamentais que terminaram com um “não quero falar disso”?

Quantas vezes você teve que diminuir o seu tamanho para caber em algum lugar ou desempenhar algum papel ridículo?

Quantas ligações suas que terminaram na caixa postal por opção, por uma decisão consciente?

Quantos telefonemas desligados na sua cara?

Quantas mensagens lidas e ignoradas com sucesso?

Quantos bloqueios e desbloqueios?

Quantos términos por mensagem ou sem nenhuma explicação?

Quantos retornos para fazer exatamente as mesmas besteiras e ruindades que foram feitas anteriormente?

Quanta intenção nenhuma de mudar disfarçada de vontade de querer mudar?

Quantas “contações de causos” e pedidos de desculpas para justificar o impossível?

Quantos planos adiados e reprogramados, só para terminarem no esquecimento?

Quantas sonhos, promessas e juras que se perderam pelo caminho, que viraram pó na estrada?

Quantas mentiras serão necessárias? Quanta dor? Quanta maldade? Quantas máscaras? Quantos disfarces? Quanta ingratidão? Quanto sofrimento? Quantos fingimentos? Quanta irresponsabilidade? Quantas insanidades? Quanta ansiedade? Quantos “Frontal”? Quantos “Rivotril”? Quantas noites sem dormir? Quantas lágrimas? Quantas humilhações? Quanto desprezo? Quantas falta de respeito? Quantas reprovações? Quantas imposições? Quanto descaso? Quanto deboche? Quantas piadas? Quantas ironias? Quanta promiscuidade? Quantas traições? Quantas depravações? Quantas manipulações? Quantas distorções? Quantas ameaças? Quantas agressões físicas e psíquicas? Quantos prejuízos financeiros?

Me diga! Quantas? Até quando? Qual é o seu limite? Até quando você vai suportar o que faz você ter nojo de si mesmo?

Não importa quanto tempo se passou. Não importa o quanto você investiu nesse relacionamento. Não importa o que sua família acha. Não importa o que seus amigos acham. Não importa o que vocês tinham programado… CHEGA! Nada disso importa quando você não importa na vida do outro. Quando você é um objeto. Quando você é uma opção. Quando tudo que resta para você são migalhas, sendo que há dias e períodos, semanas, meses e anos em que nem essas migalhas você recebe.

Isso não é amor. Isso é submissão. Isso é codependência e você é cúmplice de tudo que está acontecendo em sua vida. Resta saber:

Até quando???

Até quando???

Até quando???

Vida sem rodinhas

Tem gente que acha que amor é doença, que felicidade é ilusão, que arriscar não é permitido, e que a idade e os compromissos são um impeditivo para viver. Tem gente que tem medo de não estar no controle, de flutuar, de borboletas no estômago, de sorrir sem motivo, de sonhar o até então impensável…

Eu? Eu não acho nada. Sei que a vida colocará em meu caminho o que for melhor para mim. Eu simplesmente acredito na minha capacidade de atrair o que é melhor e que nada acontece por acaso. Felizmente, eu já aprendi a viver sem rodinhas. E quando a gente aprende, nunca esquece.

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O emocionante tributo feito em imagens para uma menina de 7 anos vítima de câncer

Não sei o que dizer… Perdi um irmão quando ele tinha 8 anos exatamente pelo mesmo problema. O sofrimento de uma criança diante de uma doença tão brutal é algo indescritível. Crianças não deveriam ter que passar por isso. É de partir o coração. 😦

VIVIMETALIUN

Ser diagnosticado com câncer é sempre assustador. Quando o paciente é uma criança, as coisas parecem ainda piores. Mesmo assim, muitas vezes os pequenos podem ser mais corajosos diante da doença do que muita gente grande. É o que mostra a usuária do Imgur Taisce, em um emocionante tributo a sua sobrinha Katherine King.

Katherine foi diagnosticada com um tumor cerebral no dia 2 de junho de 2015 e os médicos disseram que ela teria apenas nove meses de vida. A menina sobreviveu à doença durante 12 meses, mas acabou falecendo com apenas sete anos no último dia 7 de junho.

A homenagem é de partir o coração:

Adeus Katherine King

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Você nos deixou cedo demais

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Muito antes da sua hora

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Ainda havia tanto o que fazer e experimentar

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Você tinha sua vida inteira pela frente

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Você deveria ter ido ao Ensino Médio

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Deveria ter tido um namorado (ou namorada)

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Se…

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