Quiz? Eu quis…

De ontem para hoje, recebi um e-mail interessante com uma história e alguns questionamentos. A pessoa optou pelo anonimato, e é prática comum minha respeitar isso. Vamos às perguntas. Só para deixar claro, elas não vieram tão objetivas assim. Estavam no meio do texto. Eu estou formatando-as dessa maneira apenas para facilitar a compreensão.

1) Você fala de coisas que já viveu no seu blog. Não sente vergonha em se expor?

Eu já tive muita vergonha. Não de expor a minha vida no meu blog, mas de determinadas situações que vivi. Isso me angustiava. Eu me achava a “vítima das vítimas”, porque parecia que ninguém jamais tinha vivido coisas parecidas. Em geral, as redes sociais são usadas para postar somente os sucessos das pessoas, mas eu não escrevo por isso. Eu uso o meu blog para escrever poesias, mas também como uma maneira de protestar, de desabafar, de mostrar a minha indignação de determinadas situações. E confesso que sentia muita falta de material parecido com o que eu escrevia. Parecia que a vida de todo mundo era perfeita, menos a minha.

Até que recebi a mensagem de um homem desesperado, passando por uma situação similar a algo que eu já tinha vivido. Ele me pedia ajuda. Como assim? Eu não fazia ideia do que fazer! Começamos a nos falar pelo WhatsApp e me vi nele da mesma forma que ele se viu em mim. Talvez eu estivesse alguns passos a frente e isso estivesse se refletindo na minha escrita. Sei lá! Conversamos bastante, falamos sobre a possibilidade dele fazer terapia (eu já fazia), e ele me disse algo que me marcou muito: “saber que eu não sou o único no mundo a passar por isso me dá esperança.”

Fiquei remoendo as suas palavras. Senti uma espécie de gratidão enorme por ter podido ajudar de alguma forma uma pessoa em sofrimento. E depois desse homem, recebi mensagens de outras pessoas em situações parecidas, querendo desabafar, completamente desesperadas, perdidas. Acabei vendo o nome do meu blog sendo recomendado entre algumas pessoas não mais por conta das poesias, mas por conta de meus relatos. Foi gratificante. É gratificante. É uma sensação boa!

E foi aí que eu percebi que o meu próprio sofrimento, qualquer que tenha sido ele, teve um propósito. Como não tenho formação alguma em Psicologia ou Psiquiatria, o máximo que eu posso fazer é de fato ouvir e aconselhar, e isso é algo que levo muito a sério. Saber que muito do que passei não foi em vão é reconfortante. Difícil de explicar. Só sei que me faz bem.

Então, para ser mais objetivo, não tenho vergonha alguma em me expor. Pelo contrário. Muitas vezes sinto como se respondendo a uma espécie de chamado de Deus, deixando sempre claro que o mensageiro não é importante. Apenas a mensagem.

P.S.: Já removi algumas coisas que publiquei e acabei pondo tudo de volta no blog. Nas palavras de uma pessoa muito importante na minha vida (e ela foi meio profética nesse sentido), deixar que saibam mais de mim só me traz coisas boas.

2) Certas coisas que você escreve parecem recalque. Você é uma pessoa recalcada?

Não diria recalcada, mas já senti muita raiva e muita indignação. É para isso que a terapia é importante. É preciso entender que temos sim responsabilidades sobre as coisas que acontecem conosco. Temos que tomar as rédeas de nossas vidas. Acertamos muitas vezes e erramos outras tantas. Temos defeitos e qualidades. O problema é quando a confusão mental e a mistura de sentimentos não nos deixam ver as coisas como de fato são. “Ok, eu errei aqui, mas aqui eu acertei. Isso aqui é meu e isso aqui é do outro.” E aos poucos vamos nos livrando das culpas que carregamos desnecessariamente. Não temos como controlar tudo ou fazer a parte que cabe ao outro. Descobrir e viver isso é libertador.

3) Você ainda acredita no amor?

Acredito e sempre acreditarei. Os maus momentos nos preparam para viver os bons e a valorizá-los ainda mais.

Essa pergunta foi feita por uma pessoa extremamente magoada, assim como eu também já me senti. Nesses momentos, eu tinha a nítida sensação de que aquela era a minha única e última chance, que era o amor da minha vida, que eu nunca mais amaria novamente, [insira aqui a sua frase depressiva com relação ao amor], etc. Mas a vida é isso. É cair e levantar. É entender que há males que vem para o bem. E para quem acredita em Deus (meu caso), principalmente entender que agradecer apenas pelo que Deus nos dá (e não também pelo que Ele nos tira) não faz muito sentido. Na pior das hipóteses, como outras tantas pessoas já disseram antes de mim, fica a lição. E é para isso que estamos aqui: para aprender e passar adiante o que aprendemos, sempre lembrando que é preciso tocar a vida do outro com muita delicadeza e respeito. A empatia não é uma abstração, mas algo a ser sentido e vivido. É o que nos faz ser seres humanos.

Um beijo para quem chegou até o fim desse texto! Vamos em frente! 🙂

Qualquer coisa, é só enviar um e-mail para contato@agorababou.com. Conforme eu já disse, o anonimato é garantido.

EM CASO DE EMERGÊNCIA, procure a ajuda de instituições e profissionais especializados. E já que estamos no Setembro Amarelo, não custa lembrar do Centro de Valorização da Vida (188).

Vim trazer verdades 21

A pessoa que chega para você e diz que está “se sentindo muito mal com tudo que aconteceu” e sequer pergunta ou quer saber o impacto do acontecido na sua vida, NÃO ESTÁ PEDINDO PERDÃO. Quer apenas aliviar a sua consciência. “Eu tentei, mas ele/ela não quis.”

Pedir perdão é, acima de tudo, se colocar no lugar do outro. É ter empatia. É ouvir o outro. É entender que o problema causado pode ser muito maior do que parece, e isso só é possível através de uma conversa madura e aberta.

Enfim… Querer se desculpar apenas por um drama de consciência é uma atitude egoísta, egóica, que não objetiva levar alento ao outro, mas apenas a si mesmo.

Algumas dicas para um verdadeiro pedido de perdão:

1. Seja claro ao mostrar arrependimento, ou seja, deixe explícitas as sentenças “me desculpe por…”, “peço perdão por…” “eu me arrependo de…”.

2. Explique o que ocorreu de errado e detalhe como e por que cometeu a falha.

3. Reconheça o erro, assuma a responsabilidade e não tente jogar para outros os motivos do ocorrido. Diga objetivamente que é culpado pelo fato e que, sim, deveria ser mais atento e cuidadoso.

4. Reforce que foi capaz de reconhecer o erro e que está mais atento para não cometer outras falhas no futuro.

5. Você ainda terá mais chances de ser perdoado se oferecer uma reparação pelo erro e dar exemplos do que poderia fazer para reverter a situação.

6. Por fim, faça um claro pedido de perdão, sem buscar grandes frases ou palavras difíceis, e tende ser o mais objetivo possível ao perguntar “você pode me desculpar?”.

Fonte: https://www.vix.com/pt/amor/543261/aprenda-o-jeito-perfeito-de-pedir-desculpas-a-alguem-segundo-a-ciencia

(im)Perfeição

Procuro um ponto
Um momento no horizonte

Onde as minhas chatices
Sejam vistas como bem menores
Do que tudo de bom que sei oferecer

Onde as palavras de amor que eu disse
Reverberem nas centenas de poemas de amor
Que eu já tantas vezes escrevi

Onde minhas atitudes coadunem minhas palavras
E que sejam inventadas todas as palavras
Necessárias para explicar o que só sei viver e sou

Onde a minha insistência e paciência
Sejam vistas e acolhidas como saudade
Com a vontade de estar, de acolher, de aceitar, de querer

Onde o meu esforço, as minhas lutas
Sejam sinais de que quero ser melhor
E não de que eu ainda não sou bom

Onde os meus passos em falso
Sejam vistos como tentativas de acertos
Por mim e por tudo ao meu redor

Onde a minha bondade não seja questionável
Ou vista como permissividade
Mas como lealdade eterna e puro querer

Onde a minha fiel sinceridade
Seja vista como motivo de encanto
Posto que nada é maior do que o amor que carrego em mim

Onde as minhas noites de sono
Antecedam dias de lindas surpresas
De paz, de virtude, de reciprocidade, de empatia

Onde minhas preces façam sentido
Para que meu corpo todo seja ouvidos
Para as palavras de Deus

Procuro um ponto
Um momento no horizonte
Onde o amor que transborda de mim
Desague no peito
De quem quer tudo que eu já sou
E de tudo que ainda há de ser melhor em mim.

Eu sou só um ser humano
Tentando ser melhor todos os dias
Eu sou só um ser humano
Que mesmo imperfeito –
E deveras verdadeiro –
É feito do mais puro amor e alegria.

Hoje, já sou melhor que ontem

Já sou melhor do que quando comecei
A sentir e escrever essa imperfeita –
E deveras verdadeira –
Poesia.

Valorize-se!

Valorize-se e reconheça quem te valoriza. Essa é uma regra sem exceção.

Não importa se você é preto ou branco, gordo ou magro, alto ou baixo, rico ou pobre. Você é único. Você sabe fazer coisas que só você sabe. Aliás, você é o ÚNICO no mundo que é você.

Valorize-se! Dinheiro nenhum no mundo é capaz de fazer alguém igual a você. E sim, sua presença é importante para muitas pessoas. Prefira estar sempre rodeado delas, principalmente daquelas que sentem como se o tempo parasse quando você está por perto.

Valorize-se! Peça desculpas quando tiver que pedir. Aceite um pedido sincero de desculpas. Sinta o que tiver que sentir (medo, dor, angústia, alegria, felicidade, prazer), lembrando sempre de respeitar o espaço do outro. Quem se valoriza, valoriza o outro também, pois sabe que este também é único. E não tenha medo, NUNCA, de expressar seus sentimentos. Quem se valoriza sabe que seus sentimentos devem ser valorizados.

Valorize-se! Seja empático. Espere empatia. Seja gentil. Espere gentileza. Seja altruísta. Espere altruísmo. Seja generoso. Espere generosidade. Tenha compaixão. Espere piedade. Distribua sorrisos. Espere felicidade. Faça-se especial. Espere, quando estiver distante, que sintam saudade.

Valorize-se! Reconheça que você não é perfeito, e entenda que seus companheiros de jornada também não são. Aceite-os, ajude-os, compreenda-os. Não julgue. Observe. Aprenda. Se torne melhor. Na pior das hipóteses, valorize-se ainda que você seja ou se ache um diamante bruto, que precisa ser devidamente lapidado. Quem se valoriza de verdade, está sempre pronto a aprender a como ser melhor do que já é.

Valorize-se! Porque se você não fizer isso, ninguém vai fazê-lo por você. Liberte-se do medo de se valorizar, e viva uma vida plena, para deixar um rastro de autenticidade e saudade quando você se for desse mundo.

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