Sorria sempre!

Você se foi e não se tornou uma pessoa horrível por isso. Não passei a te odiar e a torcer para que tudo dê errado em tua vida por conta de você ter ido embora. Não mesmo. Não faria sentido algum ser assim. O que eu sentia era amor e continua sendo de alguma forma.

Deixei claro que por mim você não iria. Deixei claro o quanto eu te amava, e se mesmo assim você decidiu ir, o que posso fazer além de torcer para que você seja feliz?

Amar é isso. É deixar ir. Se você faz falta? Muita. Minha vida ficou meio sem graça, como se estivesse faltando um pedaço. Há dias bem difíceis. Mas, se você não queria ficar, de que me adiantaria a sua presença? De nada. De absolutamente nada.

É preciso encarar os fatos. Até para sofrer é preciso ter dignidade. Você se foi porque quis e nesse sentido me fez até um favor. Quero ao meu lado quem sinta que precisa e queira estar comigo, que ria das minhas palhaçadas, que admire a maneira como eu encaro a vida, o meu jeito de amar, e que sinta vontade de ficar e pagar para ver como vai ser o futuro. Eu mereço isso, entende? Também mereço ser feliz.

Eu espero que você esteja feliz e curtindo a tua vida. Era isso que eu te desejava e nesse sentido nada mudou. O que vivemos juntos foi uma (quase) vida inteira, e não vou deixar que um eventual apego ou mesmo alguma carência turvem ou distorçam as nossas memórias. Não mesmo. Foi tudo muito bom (minha memória é seletiva: só lembro das partes boas).

Eu? Eu vou ficar bem. Eu sempre vou ficar bem. Tinha certeza disso antes de te conhecer. Essa certeza permanece e independe de você. Ainda estou me acostumando a viver sem as nossas rotinas (juro que eu gostava delas), mas a vida segue seu curso.

Um beijo e fica bem, tá? Posso até não concordar com a tua decisão, mas acima de tudo eu respeito o teu direito de não querer ficar. É o mínimo que posso fazer em nome do que a gente viveu.

P.S.: Você fica linda sorrindo. Sorria sempre!

Seguindo em frente

Uma coisa que eu aprendi é que para cada pergunta que já fiz sobre a minha vida, antes mesmo da pergunta ter sido formulada, já havia uma resposta. E a resposta estava ali, bem na minha frente, apenas esperando a pergunta correta ou mesmo adequada para emergir.

E pensando sobre isso, me dei conta que já tive medo de fazer certas perguntas por ter medo de me deparar com as suas respostas. Sim, essas mesmas respostas que eu dizia que procurava. A questão é que de fato as dúvidas não existiam. O que existia era um mecanismo de defesa, pois ao não fazer as perguntas eu podia dizer que desconhecia ou mesmo que não sabia das respostas.

Quanta tolice! Quanta imaturidade! Quanto tempo perdido em questionamentos intermináveis, até mesmo quando o óbvio insistia em se fazer presente. Quanta energia desperdiçada! Quantos “socos na parede” apenas para perceber que a parede não se importava com meus socos e permanecia completamente indiferente à dor em minhas mãos, à dor em minha alma, em meu coração. Minha dor e de mais ninguém.

Admitir que eu não sabia lidar com algumas respostas (i.e. a verdade) foi um dos processos mais dolorosos que já tive que enfrentar na minha vida. E até para isso já existia uma resposta:

“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” – João 8:32

E assim, percebi que talvez eu não quisesse me libertar. Talvez eu apenas quisesse que as coisas não fossem como elas realmente eram. Talvez a esperança de que algo mudasse fosse grande e forte o suficiente para me fazer pensar em esperar até que a resposta mudasse. E muitas vezes eu fiquei esperando, esperando, esperando…

Seria, então, a esperança algo ruim? A esperança paralisante é. Algumas vezes, tudo que precisamos fazer é olhar para Deus e dizer: “Toma! Isso é grande demais para eu resolver!” E assim seguir em frente, na certeza de que as coisas serão como tiverem que ser. O que seria a fé senão isso?

Ainda tenho medo de algumas respostas – que isso fique claro, mas também tenho esperança. Não necessariamente a esperança de que algumas respostas mudem, mas a esperança de que encontrarei em meu caminho meios que me façam ir adiante mesmo diante de respostas com as quais não sei lidar (ainda).

E que assim seja. Eu tenho fé e isso é tudo que eu realmente tenho.

Em boa companhia

Ao andar sozinho

Percebi detalhes do caminho

Fui capaz de ouvir meus passos

Observar minha respiração

E o ritmo do meu coração:

Eu me senti

 

Ao andar sozinho

Passei por flores e espinhos

Becos, avenidas e praças

Do chão batido ao asfalto

Do sapê ao concreto, do aço à lata:

Eu senti o mundo

 

Ao andar sozinho

Provei todas as cores e temperos

Beijos e abraços intensos, insossos e acesos

Camas desarrumadas e fartura sobre as mesas

Tudo passageiro com retrogosto definitivo:

Eu senti o passar do tempo

 

Ao andar sozinho

Nada controlei ou antecipei

Nada esperei e muito recebi

E com o peito inundado pela esperança

Tornei-me da minha vida autor e protagonista:

Eu me reconheci.

Todo amor do mundo

Ousei dizer que da vida já tinha visto de um tudo

Grave erro

Proposital engano

Assisti ao vivo o meu ego em seu enterro

 

Por crer que tinha visto de um tudo, achei que de tudo já sabia

Quanta ousadia!

Hoje sei que não sei mesmo de um tudo

E talvez de um tudo nem queira saber

 

A grande verdade é que não me brutalizei com os anos

Não deixei ir a minha inocência

Dói-me quando vejo a dor de alguém

Ainda que em troca eu só receba intolerância

 

E em cada aprendizado ou reaprendizado

Por mais que as lágrimas jorrem em primeiro plano

No fundo haverá para sempre o meu eu sonhador

Posto que do muito que não sei, sei do amor

E no amor

Eu sei que de um tudo eu amo.

relacionamento-com-deus

Áspera vida

Áspera

À espera

A vida

Quem me dera

Ter-te aqui

Agora

Afinal

Seja como for

Sempre antes

Nunca depois.

Sem medo

E a gente vai…

Sóbrio ou ébrio

De pé ou de joelhos

Sorrindo ou chorando

Mas a gente vai…

 

Ir é necessário

 

Ainda que não seja por opção

Ir faz-se necessário

Em um universo de infinitas possibilidades

É um sinal de gratidão

Pelo que já foi

Pelo que é

Pelo que ainda está por vir.

epicuro-01

Comigo

Não sei…

Não consigo me expressar

Deixo para que o tempo diga

O que o tempo dirá

Verborragicamente me calo

Silêncio…

Nem eu me aguento

Estou sem dó de mim

Espreito a chance

Aquele peculiar instante

O tórrido romance

Do meu eu contigo

E eu sigo

Confiante

Perto ou distante

Carrego-te comigo.

Se a cruz pesada for, Cristo estará contigo!

Não, não me importa quantas vezes você caiu. Eu não vim para falar de suas derrotas, mas de suas vitórias. Eu vim te levantar. Vim para te carregar no colo se preciso for. Vim para te lembrar do quanto és especial. Vim para enxugar as tuas lágrimas com meu manto e chorar contigo se necessário for. Eu vim, porque tu vieste até mim.

Eu não te julgo. Eu vejo o teu coração. Eu sei o que sentes. Eu sei das suas tentativas. Sei do que não consegues traduzir em palavras. Vejo o frio que sentes. E estou levando a roupa adequada para que te esquentes. Sou teu refúgio. Sou teu abrigo. Eu vim, porque tu vieste até mim.

Não quero saber do que os outros dizem de ti. Não quero que te humilhes e te rasgues pedindo perdão. Não quero que te expliques. Teus atos falam por ti. Teu coração é puro. Eu quero mesmo é estar contigo em toda e qualquer situação. Eu vim, porque tu vieste até mim.

E essa dor que sentes, é minha também. Acredite! És meu filho! Sou o Senhor teu Deus, e manifesto-me diante de ti. Sou um Deus vivo que enviou seu filho para morrer em teu nome. Então me abraces e deposites todas as tuas esperanças em mim. Eu sou o seu salvador e serei teu guia durante toda a tua vida. Eu vim, porque tu vieste até mim.

Apenas entenda… Em verdade eu não vim. Precisei apenas que olhastes em minha direção. Eu nunca deixei de estar ao teu lado, meu filho.