You Raise Me Up – by Josh Groban

Não é uma música qualquer. É uma oração que me toca profundamente.

Que ao ouvi-la, você sinta a presença de Deus em sua vida. E que você tenha a certeza de que ainda que a sua dor e seu sofrimento sejam imensos, Deus irá honra-lo como sempre fez com TODOS os Seus filhos. Basta ter fé. Basta acreditar. Basta entregar a sua vida a Deus.

Deus é conosco. NUNCA se esqueça disso.

Amém!

You Raise Me UP
(Josh Groban)

When I am down, and, oh, my soul, so weary
When troubles come, and my heart burdened be
Then, I am still and wait here in the silence
Until you come and sit awhile with me

You raise me up, so I can stand on mountains
You raise me up to walk on stormy seas
I am strong when I am on your shoulders
You raise me up to more than I can be

You raise me up, so I can stand on mountains
You raise me up to walk on stormy seas
I am strong when I am on your shoulders
You raise me up to more than I can be

You raise me up to more than I can be

Há esperança

Dizem que os passarinhos,

Em suas gaiolas frias e apertadas,

Cantam porque estão tristes.

Eu já penso que não.

Eles cantam, cantam e cantam,

Porque ninguém consegue

Aprisionar ou calar neles a esperança

De que haverá melhores dias.

Realizar

Aos poucos,

Tudo volta a seu lugar.

Os sonhos, os desejos,

O amor e o amar.

E o coração se liberta da culpa,

De não ter sido bom o suficiente,

Porque nunca há de ser suficiente

Aquilo que não se quer receber,

Aquilo que não importa se chegar.

Aos poucos,

Tudo volta a seu lugar.

E eu quero e mereço um lugar

Aonde eu possa estar

Sem meu coração sangrar.

Que eu me livre do engano,

Que morram a esperança,

As expectativas e os planos,

E que meu presente não seja só

Uma eterna lembrança

Dos meus tempos de criança,

Quando tudo que eu sabia fazer era sonhar.

Eu quero,

Eu preciso:

É imperativo realizar.

Sorria sempre!

Você se foi e não se tornou uma pessoa horrível por isso. Não passei a te odiar e a torcer para que tudo dê errado em tua vida por conta de você ter ido embora. Não mesmo. Não faria sentido algum ser assim. O que eu sentia era amor e continua sendo de alguma forma.

Deixei claro que por mim você não iria. Deixei claro o quanto eu te amava, e se mesmo assim você decidiu ir, o que posso fazer além de torcer para que você seja feliz?

Amar é isso. É deixar ir. Se você faz falta? Muita. Minha vida ficou meio sem graça, como se estivesse faltando um pedaço. Há dias bem difíceis. Mas, se você não queria ficar, de que me adiantaria a sua presença? De nada. De absolutamente nada.

É preciso encarar os fatos. Até para sofrer é preciso ter dignidade. Você se foi porque quis e nesse sentido me fez até um favor. Quero ao meu lado quem sinta que precisa e queira estar comigo, que ria das minhas palhaçadas, que admire a maneira como eu encaro a vida, o meu jeito de amar, e que sinta vontade de ficar e pagar para ver como vai ser o futuro. Eu mereço isso, entende? Também mereço ser feliz.

Eu espero que você esteja feliz e curtindo a tua vida. Era isso que eu te desejava e nesse sentido nada mudou. O que vivemos juntos foi uma (quase) vida inteira, e não vou deixar que um eventual apego ou mesmo alguma carência turvem ou distorçam as nossas memórias. Não mesmo. Foi tudo muito bom (minha memória é seletiva: só lembro das partes boas).

Eu? Eu vou ficar bem. Eu sempre vou ficar bem. Tinha certeza disso antes de te conhecer. Essa certeza permanece e independe de você. Ainda estou me acostumando a viver sem as nossas rotinas (juro que eu gostava delas), mas a vida segue seu curso.

Um beijo e fica bem, tá? Posso até não concordar com a tua decisão, mas acima de tudo eu respeito o teu direito de não querer ficar. É o mínimo que posso fazer em nome do que a gente viveu.

P.S.: Você fica linda sorrindo. Sorria sempre!

Seguindo em frente

Uma coisa que eu aprendi é que para cada pergunta que já fiz sobre a minha vida, antes mesmo da pergunta ter sido formulada, já havia uma resposta. E a resposta estava ali, bem na minha frente, apenas esperando a pergunta correta ou mesmo adequada para emergir.

E pensando sobre isso, me dei conta que já tive medo de fazer certas perguntas por ter medo de me deparar com as suas respostas. Sim, essas mesmas respostas que eu dizia que procurava. A questão é que de fato as dúvidas não existiam. O que existia era um mecanismo de defesa, pois ao não fazer as perguntas eu podia dizer que desconhecia ou mesmo que não sabia das respostas.

Quanta tolice! Quanta imaturidade! Quanto tempo perdido em questionamentos intermináveis, até mesmo quando o óbvio insistia em se fazer presente. Quanta energia desperdiçada! Quantos “socos na parede” apenas para perceber que a parede não se importava com meus socos e permanecia completamente indiferente à dor em minhas mãos, à dor em minha alma, em meu coração. Minha dor e de mais ninguém.

Admitir que eu não sabia lidar com algumas respostas (i.e. a verdade) foi um dos processos mais dolorosos que já tive que enfrentar na minha vida. E até para isso já existia uma resposta:

“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” – João 8:32

E assim, percebi que talvez eu não quisesse me libertar. Talvez eu apenas quisesse que as coisas não fossem como elas realmente eram. Talvez a esperança de que algo mudasse fosse grande e forte o suficiente para me fazer pensar em esperar até que a resposta mudasse. E muitas vezes eu fiquei esperando, esperando, esperando…

Seria, então, a esperança algo ruim? A esperança paralisante é. Algumas vezes, tudo que precisamos fazer é olhar para Deus e dizer: “Toma! Isso é grande demais para eu resolver!” E assim seguir em frente, na certeza de que as coisas serão como tiverem que ser. O que seria a fé senão isso?

Ainda tenho medo de algumas respostas – que isso fique claro, mas também tenho esperança. Não necessariamente a esperança de que algumas respostas mudem, mas a esperança de que encontrarei em meu caminho meios que me façam ir adiante mesmo diante de respostas com as quais não sei lidar (ainda).

E que assim seja. Eu tenho fé e isso é tudo que eu realmente tenho.

Em boa companhia

Ao andar sozinho

Percebi detalhes do caminho

Fui capaz de ouvir meus passos

Observar minha respiração

E o ritmo do meu coração:

Eu me senti

 

Ao andar sozinho

Passei por flores e espinhos

Becos, avenidas e praças

Do chão batido ao asfalto

Do sapê ao concreto, do aço à lata:

Eu senti o mundo

 

Ao andar sozinho

Provei todas as cores e temperos

Beijos e abraços intensos, insossos e acesos

Camas desarrumadas e fartura sobre as mesas

Tudo passageiro com retrogosto definitivo:

Eu senti o passar do tempo

 

Ao andar sozinho

Nada controlei ou antecipei

Nada esperei e muito recebi

E com o peito inundado pela esperança

Tornei-me da minha vida autor e protagonista:

Eu me reconheci.

Todo amor do mundo

Ousei dizer que da vida já tinha visto de um tudo

Grave erro

Proposital engano

Assisti ao vivo o meu ego em seu enterro

 

Por crer que tinha visto de um tudo, achei que de tudo já sabia

Quanta ousadia!

Hoje sei que não sei mesmo de um tudo

E talvez de um tudo nem queira saber

 

A grande verdade é que não me brutalizei com os anos

Não deixei ir a minha inocência

Dói-me quando vejo a dor de alguém

Ainda que em troca eu só receba intolerância

 

E em cada aprendizado ou reaprendizado

Por mais que as lágrimas jorrem em primeiro plano

No fundo haverá para sempre o meu eu sonhador

Posto que do muito que não sei, sei do amor

E no amor

Eu sei que de um tudo eu amo.

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