Eu te procuro…

Minhas poesias de agora e de antes

Palavras ao vento

Pensar delirante

 

Até que ponto consigo precisar

E dizer o que é preciso?

Até que ponto consigo me calar

Diante do que carece de aparente nexo, juízo?

 

Eis minhas dúvidas de poeta

Que diante da felicidade e dor

Procura tão somente o que o coração sente

Posto que este só sente e é o mais puro amor.

vinho

Cada vez mais distante

A verdade não me deixa sem chão

Muito pelo contrário:

A verdade me dá asas

E do alto

Eu vejo e me vejo

Cada vez mais distante.

Absoluta

Não te amo por amar-te

Tu és como azeite

Que jorra de meus poros

Esperando aquele risoto de bacalhau

Que ainda não foi feito

 

Perdoe-me pela insistência

Por essa infantil carência

Que deseja-te feito dama e puta

Nada que te falo é verborragia fajuta

Sou teu sendo-me meu

És-me a verdade absoluta.

A uma

Ela é aquela, a uma
Que surgiu do nada
E não deixou nada de pé

Ela é a amálgama das minhas facetas
Que eu sequer sabia que existiam
E assim se fez em mim o que é

Ela é o sol e a lua que não nascem ou se põe
Que me ilumina e irradia – de noite, de dia!
É a luz do meu antes displicente ser

Ela é o horizonte que vejo e tenho como certo
Meu ponto de chegada e partida
Em paz comigo mesmo, fez-me renascer

Ela é aquela que me desafia, que critica
Que me faz ter certeza das incertezas
Que me ouve, que não permite que eu me sinta mudo

Ela é aquela que por onde passa
Muda conceitos, corolários, opiniões
E mudou por completo minha visão de mundo

Ela é aquela sem definição
Uma projeção perfeita de mim mesmo
De tudo que mais ardentemente desejo e prezo

Ela é o resultado direto e correto
De longas súplicas que fiz a Deus
E por ela, em reverencial silêncio e de joelhos, eu rezo

Ela é despertares suados de sonhos aflitos
Paisagens paradisíacas e amontoados de livros
É a minha natureza mais abissalmente profunda

Ela é o tudo que dilacera o nada
É o que quiser e o que desejar ser quando quiser
E a sua presença simplesmente transborda, inunda

Ela é a primeira e a última dose
Afrodisíaco dentro e fora de quatro paredes
Real e absolutamente despudorada quimera

Ela é a força que eu não tenho
Não por acaso faço até o impossível
Para ter-me em suas mãos – quem me dera!

Ela é o choro do eu menino assustado
Que se cala com um abraço, com um beijo
E que em seguida sorri com a pureza de uma irresistível criança

Ela é a minha escolhida – impossível resistir a isto!
Por esses e tantos outros motivos
Derradeira bem-aventurada bem-aventurança

Sim, ela é a uma que eu não previa
Aquela que eu sempre quis ter
Sem saber que como ela algo parecido existia
Infinitas possibilidades me fez conhecer

E hoje, agradecido, entorpecido
Torço para que a uma que pela minha vida caminha
Aceite-me para sempre em seus ouvidos
Ouvindo-me dizer: “É minha! É minha!”

E que a uma, de alguma forma
Veja nesse homem para lá de comum
Que mesmo ela sendo a uma
Eu não sou apenas mais um.

A uma, eu sou seu um.

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7 – Orgulho

Sim!

Tenho muito orgulho de mim

 

Não

Eu não mereço tratamento especial

E não me vanglorio do que já fiz

Mas dentro do meu coração

Bem lá dentro

Tenho orgulho do que sou e do que já vivi

 

Não esmoreço

Nunca esmoreci

 

Diante do ódio

Levei o amor

Diante da discórdia

A união

Nem de longe

Um São Francisco de Assis

Apenas mais um na multidão

Tentando encontrar seu caminho

 

E essa minha fé gigante

Tamanha

Em Deus

Na vida

É meu escudo para ser

Muito mais forte do realmente que sou

 

Gosto disso:

De ser como sou

De saber que sempre lido com a verdade

Em busca da felicidade

Minha e dos outros

Eu sou assim!

 

E de vez em quando fraquejo…

Meus olhos lacrimejam

Meu coração dói

Minha alma também…

 

É esse o preço

De quem nasceu do avesso

Visceral

Para não morrer

Até mesmo depois do fim.

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1 – Gula

2 – Avareza

3 – Luxúria

4 – Ira

5 – Inveja

6 – Preguiça

7 – Orgulho

6 – Preguiça

Já fui do céu

Ao inferno

E do inferno

Ao céu

Muitas e muitas vezes

Sempre dei tudo de mim

 

Sempre tive aquela sensação

De que devia e precisava fazer mais

De que precisava ir atrás

Chegava até a esquecer de mim

 

E eu amava…

E como amava!

 

De dia ou de noite

Ao fim de tarde

E eu tentava fazer tudo perfeito

Tudo direito

Simples assim:

Só para nos ver sorrir

 

Eu lutava…

E como eu lutava!

 

Superava obstáculos

De toda e qualquer natureza

Eu queria a verdade

Pela nossa cumplicidade

Pela nossa reciprocidade

Eu lutava por nós

Por você e por mim

 

Até o dia que me percebi um Don Quixote

E aí eu tive preguiça, sim

Talvez eu esteja só cansado

Mas por via das dúvidas

Vou esperar sentado.

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1 – Gula

2 – Avareza

3 – Luxúria

4 – Ira

5 – Inveja

6 – Preguiça

7 – Orgulho

5 – Inveja

Aquilo que tenho quando não estou contigo

E que me faz sentir que estou sem mim

 

Tenho inveja de mim mesmo

Do garoto que viro

Do semblante leve

Dos sorrisos, dos papos animados

Do não ter pressa

Do não ter rumo

Do não precisar do futuro

Do saber o que é só estar ali

 

Do barulho do mar

Da água de coco na praia

Do protetor solar

Dos coqueiros

Da restinga

Do biquini

Dá tolha que cai e me faz rir

 

É, eu tenho inveja de mim..

 

Quem sabe um dia essa inveja vire só saudade

E talvez um dia até essa saudade chegue ao fim

Seria uma pena

Enfim.

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1 – Gula

2 – Avareza

3 – Luxúria

4 – Ira

5 – Inveja

6 – Preguiça

7 – Orgulho