Anagnórise – Face a Face – Alternativa

Parte I – Alternativa

 

Desci do meio das nuvens

E nas nuvens ressurgi

E em um espécie de infinito transe

Lucidamente me confundi

 

De alguma forma, eu sei

Nos entendemos por inteiro

Bem mais que mil vezes

O dia praticamente inteiro

 

Dezembro, Janeiro, Fevereiro

Março e logo depois se abriu

Tantos sonhos sobre sonhos

Que uma nova realidade pariu

 

Filha pródiga, talvez

Viva, real e atormentada

Encurralada entre os desejos ocultos

Delirando entre a cruz e a espada

 

Talvez seja meio e não fim

Talvez seja fim e não meio

Sobram perguntas incisivas

E pelas respostas eu tateio

 

E nesse doce descompasso

De amor e desilusão

O coração tem espasmos erráticos

Acompanhados de pura solidão

 

Antes era a distância

Agora é a presença

Há de haver quantos motivos

Para fugir de uma sentença?

 

E o tempo não perdoa

Passa como se nada fosse

A culpa não é dele, obviamente

Ele é o juiz do que eu queria que fosse

 

E agora, chegada a hora

Resta-me fingir que vou repousar

Amanhã, nas nuvens, o perigo

Quero ter certeza, quero tentar.

casaval1

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Anagnórise – Face a Face

Parte I

 

Politomia: palavras, sentimentos, indagações

Pilares de sustentação do porvir

 

No vôo torto daqueles

Que querem

Que desejam

Que perguntam

Que questionam…

 

Buscam-se

Acham-se

Perdem-se

Encontram-se

Tocam-se

Devoram-se

Repelem-se

Atraem-se

Riem

Choram

Lamentam

Contemplam

É chegado o derradeiro

Momento

 

Não há fuga possível

Não há clemência

Não há coup de grâce

Há confronto

Há enfrentamento

Há tempestade

Há tormento!

 

Tudo acontece tão rápido

Ao ponto do futuro

Já ter se passado

As palavras

Os sentimentos

As indgações

Inundam

Fervilham

Borbulham

E aumentam!

 

São muitas

Todas as coisas

São brutas

Precisam de luz

Feito mariposas

E rodopiam

Pois eis que não havia

Plano de vôo algum!

 

Os cheiros

Os gostos

A textura

O calor

O suor –

DESEJOS –

Tudo desesperador!

Tudo queima!

Tudo tem rubor!

 

Tortura

Comichão

Sem nenhum pudor

A culpa

A desculpa

Longa metragem

Insuportável terror!

 

E nessa politomia

De vidas nada vazias

Chega o sono…

E vai-se logo em seguida

Medo da noite

Brutal açoite

Nenhuma alforria!

 

O teto não fornece respostas

E nem mesmo poesias

Logo logo chegam

Os primeiros sinais do dia

Que iluminam

A cama vazia

Abarrotada de

100 milhões

De tons cinzentos

Sem nenhuma anestesia.

casaval1

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Parte I – Alternativa

 

Desci do meio das nuvens

E nas nuvens ressurgi

E em um espécie de infinito transe

Lucidamente me confundi

 

De alguma forma, eu sei

Nos entendemos por inteiro

Bem mais que mil vezes

O dia praticamente inteiro

 

Dezembro, Janeiro, Fevereiro

Março e finalmente Abril

Tantos sonhos sobre sonhos

Que uma nova realidade pariu

 

Filha pródiga, talvez

Viva, real e atormentada

Encurralada entre os desejos ocultos

Delirando entre a cruz e a espada

 

Talve seja meio e não fim

Talvez seja fim e não meio

Sobram perguntas incisivas

E pelas respostas eu tateio

 

E nesse doce descompasso

De amor e desilusão

O coração tem espasmos erráticos

Acompanhados de pura solidão

 

Antes era a distância

Agora é a presença

Há de haver quantos motivos

Para fugir de uma sentença?

 

E o tempo não perdoa

Passa como se nada fosse

A culpa não é dele, obviamente

Ele é o juiz do que eu queria que fosse

 

E agora, chegada a hora

Resta-me fingir que vou repousar

Amanhã, nas nuvens, o perigo

Quero ter certeza, quero tentar.

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